segunda-feira, 10 de junho de 2024

A hipocrisia machista que Power Puffy Girls combateu

Craig McCracken revelou que a Cartoon Network realizou uma pesquisa com um grupo de meninos quando as Meninas Super Poderosas (no original, Power Puffy Girls), quando a animação estava no auge.
Ela perguntou se todos assistiam o desenho animado, mas apenas um levantou a mão. Quando pediu que fechassem os olhos, todos levantaram a mão.
Isso vem de uma geração, onde demonstrar sentimentos mais complexos como afeto, ou demonstrar o mínimo de "não masculinidade" era visto com preconceito.
Desenhos feitos para serem voltados a um público feminino, como PPGs, andaram, para Steven Universo correrem. Sendo que há muitas pessoas, homens cisgênero, hoje em dia que amam desenhos como Winx, Barbie e outras animações desse gênero. Eu, como professor de história, já vi alunos surgindo com o caderno da She-ra, muitas vezes, nem conhecendo qualquer versão do personagem. 
E isso vai para o mangá o anime: homens adultos que curtem Sailor Moon, Sakura Card Captor e Fushigi Yuugi. 
Pois, nos anos 80 e 90 (e até antes) muitos grupos heteros diziam que você tinha a obrigação de compactuar com animações másculas. Como He-man, por exemplo. Tá, sei... Se uma pessoa falasse que preferia Sakura Card Captor, no lugar de Rurouni Kenshin, seria rechaçado pelos garotos da época. Que curtia Sailor Moon no lugar de Cavaleiros do Zodíaco? Rechaçado também. Que curtia mais de Winx do que GIJOE? Rechaçado.
E há sim exceções, mas do mesmo modo que existem aqueles que falam que "antes não existia homossexualismo" (o que é uma falsa afirmação histórica), essas exceções não era para todos. Mas é bom saber que tem garotos que foram bem influenciados por essa animação.

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