quinta-feira, 18 de julho de 2024

Spawn e a crítica ao capitalismo... E as editoras de quadrinhos!

Quando falamos sobre HQs, nós normalmente sabemos dois nomes: Marvel e DC Comics. Entretanto, isso se deve, atualmente pela grande mídia publicar muitos filmes e séries com base nessas duas editoras. Entretanto, não se fixa apenas nesses dois grandes nomes das comics, quando tratamos desse assunto: há a Darkhorse, há editoras independentes e - caso conheça - a Image Comics. 
Atualmente, essa última pode ser conhecida por obras como Invencível e The Walking Dead, mas seu surgimento se deve a um problema com a Marvel. Como a Casa das Ideias nunca dava o devido crédito aos autores originais de diversos personagens, isso fez uma debandada de ilustradores, principalmente, e outros ex-empregados, para uma nova editora, a Image. O que foi chamado de eXodus. 
O que fez com que grandes nomes da indústria, em especial, naquela época, fossem para lá, liderados por Todd McFarlane. Rob Liefeld, Jim Lee, Marc Silvestri, entre tantos outros. E criaram seu próprio universo de heróis: com grupos como Youngblood, Brigada, Cyberforce e por ai vai. Um dos primeiros títulos, escrito e ilustrado por McFarlane, era Spawn.
A saga narra a história de Al Simmons, um soldado, traído por membros escusos do governo norte-americano, morto e que ainda é mandado de volta a Terra, mas deformado, anos depois de seu falecimento e sua mulher já está casada. Eu resumi, pois aqui, a história não quer tratar sobre a origem do personagem, mas sobre como ele faz uma crítica aos autores e a indústria de quadrinhos.
Note, que em parte, eu peguei do que foi tratado por Alexandre Linck, que é do canal Quadrinhos na Sarjeta. Que é um especialista sobre o assunto.
Todd McFarlane era amado por suas artes a frente do Homem-Aranha. E tudo que ele sentia, devido a esse inferno em terra, ele colocou nas HQs, pois o demônio, Malebolgia (vilão do Spawn) não é alguém justo. Ele sabia que o contratante sempre ganha, se ele usa ou não os seus poderes, um contrato com o diabo, um contrato "leonino", como o direito chama. Nota a referência?
Ironicamente, no sétimo círculo do Inferno, Dave Simm, coloca o que há de pior no universo. Que até então, ninguém sabia o que era: heróis. Não apenas isso, mas seus autores e criadores. Tanto os da Marvel, como os da DC Comics. Quando os personagens são vendidos para as grandes editoras, os grandes senhores demoníacos.  

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