Ah, o subconsciente de uma pessoa. Pode "desenhar" mentalmente as coisas que talvez alguns autores não tenham consciência em suas obras. Parece estranho, mas vai surgindo de forma tão sútil, que na verdade fica escancarado quando notamos certas coisas.
Um exemplo é C.S. Lewis. Que foi, por grande parte da vida, assumidamente um ateu com tendências freudianas, principalmente após sua participação na I Guerra Mundial. Mas Lewis se tornou membro da igreja anglicana e permaneceu nela até sua morte. A prova de sua religiosidade, é a questão referente a uma personagem de Nárnia.
No volume final de Nárnia, em A Última Batalha, a aventura dos quatro chega ao fim quando Aslam decreta o fim do reino mágico, fazendo as estrelas descerem do céu e o sol se apagar. Assim, todos os humanos e criaturas boas e fiéis ao leão vão para o paraíso conhecido como País de Aslam. Exceto por Susana, que havia se esquecido de Nárnia por causa de coisas materiais. Ao fim da saga, Susana é descrita como não sendo mais “amiga de Nárnia” e que agora se “interessa apenas em nylon, batons e convites para festa”. Demonstrando o conservadorismo do autor, após se converter. Algo diferente de J.R.R. Tolkien, seu amigo.
Falando no autor de O Senhor dos Anéis, O Hobbit e Silmarillion, entrando mais no tema desse texto, se considerava parecido com dois personagens: algum hobbit e Faramir. Os hobbits, pelo escritor, eram a definição de como ele próprio vivia, de forma simples e bem humorada no interior, sem preocupações, mas desejosos de aventuras diversas que liam em livros. Já Faramir, era um soldado, mas que não se orgulhava da morte de outros, apenas para defender sua nação e família. Assim como o próprio Tolkien e seu filho, que eram soldados na Primeira e Segunda Guerra Mundial. Há até a frase, "Não amo a espada brilhante por sua agudeza, nem a flecha por sua rapidez, nem o guerreiro por sua glória. Só amo aquilo que eles defendem", dita pelo filho de Denethor, regente de Gondor e irmão de Boromir.
Até mesmo, autores atuais tem essa relação de personagem atualmente. Stephanie Mayer, escritora da saga Crepúsculo, se utiliza da personagem Bella, talvez como um avatar de desejo para sua vida. Quando o filme saiu, ao conhecer Robert Pattison (que fazia o vampiro, Edward Cullen), foi tão perturbado a autora incomodou tanto ele, que o fez odiar aquele personagem. Seu maior sucesso, incomoda o próprio intérprete, pela "fantasia" da criadora. Só lembrando que a protagonista é disputada por esse ser das trevas e um lobisomem.
Então vemos autores, que se ligam a obra, como pensam sobre certos assuntos, seja religião, opinião e outras coisas. E muitas vezes, isso pode ocorrer através de personagens, que representam suas ideologias e até fantasias, como dito antes. E se na verdade, esses personagens projetassem algo ruim do autor, de forma - como escrito no começo desse texto - subconscientemente? É o que pretendo tratar nesse texto. O que quero mostrar é que, mesmo não gostando dela, acho sim uma mulher inteligente, entretanto, isso não tira seus preconceitos.
J.K. Rowling é conhecida por suas falas transfóbicas, especialmente nos últimos anos. Rowling deve diversos episódios em que dizia que mulheres trans não eram mulheres de verdade. Em Hogwarts Legacy, temos a personagem Sironia Ryan que trabalha no pub 3 Vassouras. Irônico, não é? Sem contar que em inglês, o pronome de tratamento dela é "sir", usado para homens. E quando a dublaram, eles colocaram um homem para a fazer.
O único personagem do Leste Asiático, que temos contato direto é Cho Chang. Cho nem é nome, mas sobrenome coreano. E Chang é um sobrenome chinês. É como se unisse Sousa e Silva. Simas Finnigan é um personagem irlandês. Ele é conhecido por sua propensão em explodir as coisas e transformar água em alcool. Lembrando que a Irlanda, que nunca quis se anexar no Reino Unido, tem um histórico em combates contra a Inglaterra. Com o uso de bombas. E o povo irlandês, é conhecido por beber muito, pela visão mais preconceituosa dos ingleses.
Quando ela foi confrontada por ter poucos personagens judeus ela deu o seguinte nome no Twitter: Anthony Goldstein, Ravenclaw, bruxo judeu. E seu nome se associa a ouro, relembrando a ideia preconceituosa de que judeus são mão-de-vaca e só pensam em dinheiro.
O único personagem adulto e negro conhecido Kingsley Shacklebolt, que pode se traduzir como correntes ou chibatas seu sobrenome. Ambas as palavras podendo ser ligadas a punições no período de escravidão.
Tudo isso, e muito mais, já escrevi em textos contra a autora. Entretanto, aqui vai minha afirmação polêmica: ela se "desenhou" na obra, como Voldemort. Compreenda que é Voldemort, um garoto comum, mas mestiço de bruxo com trouxas (os humanos sem poderes) que começa uma revolta contra a sociedade mágica, por ser contra os mundanos. Algumas de suas primeiras atividades incluíram a abertura da Câmara Secreta de Salazar Slytherin e o uso de seu monstro para atacar estudantes nascidos trouxas. Ele sabia usar a língua das cobras, que pode ser visto como algo maligno (serpentes, seres rastejantes e traiçoeiros, segundo a crença popular), ele só aceita ao seu lado, etnocêntricos e eugenistas (como a família Malfoy ou Bellatrix Lestrange), comensais da morte e criaturas das trevas. E mesmo saindo de origem humilde, pelo menos quando não sabia sobre seu legado familiar, ele cresce como o Lorde das Trevas.
Notaram? J.K. Rowling é a amiga de Sarah Blair, irmã do antigo primeiro-ministro britânico, Tony Blair. Os três são conservadores ferrenhos que são contra homossexuais, estrangeiros, entre outras minorias. Ela veio de uma família humilde e cresceu ao ponto de ser um ponto a se considerar mundialmente, como o Lorde das Trevas. E mesmo que sua obra seja contra o bullying, nota-se que isso se refere mais AOS LIVROS, já que uma coisa que "valentões" fazem é se ligar a outras pessoas cruéis. Te fazerem as pessoas alvo de assédio, temerem seu nome ou até de o pronunciar.
Notaram? J.K. Rowling é a amiga de Sarah Blair, irmã do antigo primeiro-ministro britânico, Tony Blair. Os três são conservadores ferrenhos que são contra homossexuais, estrangeiros, entre outras minorias. Ela veio de uma família humilde e cresceu ao ponto de ser um ponto a se considerar mundialmente, como o Lorde das Trevas. E mesmo que sua obra seja contra o bullying, nota-se que isso se refere mais AOS LIVROS, já que uma coisa que "valentões" fazem é se ligar a outras pessoas cruéis. Te fazerem as pessoas alvo de assédio, temerem seu nome ou até de o pronunciar.
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