sábado, 15 de agosto de 2026

Cristo existe na DC Comics!

Em um dos anúncios mais impactantes e surpreendentes da história recente da editora, a DC Comics oficializou Jesus Cristo como figura canônica e fundamental na cosmologia do seu multiverso. A revelação vem com a publicação de Swamp Thing #88 (também conhecido como Swamp Thing 1989 #1), a história há 37 anos “trancada na gaveta” de Rick Veitch e Michael Zulli, finalmente restaurada e lançada. Pela primeira vez de forma explícita e integrada à continuidade principal, o sacrifício de Jesus na cruz ganha proporções cósmicas, afetando não apenas a Terra, mas todo o tecido da realidade DC.
De acordo com a lore agora canonizada, Jesus Cristo é, sim, o Jesus bíblico: o Filho do Presença (a representação do Deus criador do universo DC), o Messias prometido e o Segundo Adão. Assim como o Primeiro Adão trouxe a Queda e o domínio do pecado sobre a humanidade — abrindo caminho para que Lúcifer Morningstar e as forças das Trevas exercessem influência sobre o multiverso —, Jesus veio para restaurar o que fora perdido. Seu sacrifício na cruz, testemunhado pelo próprio Monstro do Pântano em uma jornada temporal que o leva até o Calvário, representa o momento pivô da história cósmica.
“Este é o meu corpo” e “Este é o meu sangue” não são apenas palavras litúrgicas no contexto DC: são atos de poder divino que reestruturam a ordem celestial. Com a crucificação, Jesus derrota a morte, concede o perdão dos pecados e restabelece a comunhão direta entre a humanidade e o Pai Celestial (o Presence). O impacto vai além do plano espiritual: o evento enfraquece o domínio de Lúcifer sobre o Inferno e sobre as realidades paralelas, libertando o multiverso de uma era de escuridão que ameaçava engolir tudo.
O Presença é o Deus supremo que criou os arcanjos Miguel, Lúcifer e Gabriel; o Espectro é a Ira de Deus encarnada; e figuras como Zauriel (o anjo caído que se juntou à Liga da Justiça) já haviam dado pistas de que o cristianismo existia dentro do universo DC. Mas nunca antes a crucificação fora tratada com tamanha gravidade cósmica — comparável, segundo a própria história, à magnitude da Crise nas Infinitas Terras. Jesus não é um herói “com poderes” no sentido tradicional: Ele é o maior herói de todos os tempos, porque salvou não apenas a humanidade, mas todo o multiverso de uma condenação eterna.
A arte de Michael Zulli e a narrativa de Rick Veitch apresentam a cena com reverência e impacto visual impressionante: o Nazareno na cruz, o INRI acima de sua cabeça, as palavras da Última Ceia ecoando enquanto o elemento vegetal do Monstro do Pântano se transforma literalmente na madeira da cruz. É uma sequência que mistura horror cósmico, drama bíblico e o estilo clássico da Vertigo, agora elevada à continuidade principal.

sábado, 1 de agosto de 2026

Os infames "tratados"

Em muitos jogos, especialmente LARPs, os Narradores devem se sentir livres para criar quaisquer tratados entre Cainitas e Garou necessários para suas histórias. Em crônicas de crossover ou ambientações de ação ao vivo com grandes quantidades de personagens jogadores cainitas (vampiros) e garou (lobisomens) no mesmo lugar, tratados e outros pactos podem ser necessários para evitar que os jogadores massacrem os personagens uns dos outros toda noite. Jogadores e Narradores devem ser encorajados a usar todos os meios disponíveis para garantir que todos se divirtam.
Porém, em crônicas onde se pode balançar um gato sem acertar outro ser sobrenatural, tais tratados são excepcionalmente raros. Historicamente, praticamente todos eles foram quebrados dentro de um século. Cainitas e Garou compartilham poucos inimigos em comum e geralmente não conseguem ficar na mesma sala por muito tempo sem que algo sangrento aconteça. Muitos filhotes já ouviram histórias ao redor da fogueira sobre uma cidade onde vampiros e lobisomens convivem pacificamente — geralmente uma lenda urbana. No melhor dos casos, Garou e Cainitas têm noção dos territórios um do outro e se evitam por segurança. Raramente, um Garou sabe como entrar em contato com um vampiro específico e, em tempos de emergência, ambos os lados podem trocar informações — sempre lembrando que o “contato” pode estar passando desinformação. Afinal, as duas facções estão em guerra fria há milênios.
No fim, assim como personagens jogadores são exceções a muitas regras, o mesmo se aplica a campanhas individuais. Se o Narrador acha que consegue contar uma boa história de crossover — ou até mesmo conduzir uma crônica inteira assim — ele deve fazê-lo. Os Stormtroopers da White Wolf™ não vão arrombar sua porta e confiscar seus dados.

sábado, 25 de julho de 2026

Capitalismo, propriedade, privatização e a esquerda

O título parece não fazer sentido, mas ao finalizar, vai notar como tudo se encaixa.
Caso não saiba, nos últimos meses, tem surgido uma raiva da comunidade gamer, devido a uma ação da Sony. Ela pretende eliminar de seus consoles, o uso de mídia física, para dar exclusividade a mídia digital. Não é um crime, mas como uma pessoa sem consciência uma vez me disse “pode não ser ilegal, mas é imoral”. Alguns streamers e youtubers, como o Gaveta foram a favor dessa ação e levaram uma crítica tão pesada da comunidade, que voltaram a atrás, para apoiar a galera que quer o material.
Nós podemos falar que devido a acabarem com as mídias físicas, as grandes companhias de games querem ter monopólio sobre o dinheiro gasto dos consumidores. Na verdade, estão mais para parasitas enormes com o símbolo da Sony, sugando uma clientela que já paga muito por games. Um jogo, normalmente, vale entre 100 a 200 R$, sendo que é um valor de um botijão de gás!
Isso se deve, pois, podemos falar o seguinte sobre esse processo de obras apenas digitais: você paga por um game, mas não é dono dele. O que significaria mais que o jogador aluga ele. O que não faz sentido, se entendermos o significado de aluguel, pois, se definiria que há uma data limite. Mas a Sony, com essa tentativa de mudança da relação apenas virtual, força o comprador a perder seu jogo se a empresa quiser a qualquer momento. O que não é justo, se aquilo foi uma compra, não é?
Parte dessa culpa, foi a transformação do espaço gamer em um lugar de comércio. Com uma clientela mais jovem. Podemos até falar que o causador de tudo isso foi um cavalo. Se deve a uma coisa que os gamers chamariam de “skins”, customizações feitas no personagem ou itens usados pelo jogador. E no caso, se trata de Elder Scrolls IV: Oblivion, onde isso surgiu. Depois de um certo tempo, os desenvolvedores colocaram uma sela para ser comprável, na época, através de cartão de crédito. E o custo nem era tão alto, mas muita gente quis. Aí o comércio notou “há uma demanda que podemos explorar”.
Hoje em dia, há venda de skins, DLCs, compras físicas relacionadas ao game, coisas que o público gamer e geek se sentiu atraído. A isca perfeita, pois temos clientes jovens, impressionáveis, que tem grana para isso. Só lembrando de táticas como a Pay To Win, ou as de loot, muitas vezes combinadas, que se tornam uma loteria, que só dá certo para os mais ricos. Mas o preço por esses jogos é justo? Não. Isso sem contar que gastar esse dinheiro, não garante qualidade no produto final, nem sequer em coisas suplementares. Depois, há algumas dessas mídias que chegam bugadas.
Se formos pensar em outras mídias, a música ainda é produzida, em pequena escala em vinis, CDs e fitas K7, nos tempos atuais. Há filmes sendo lançados para formato blu-ray de DVDs, apesar da prevalência de redes sociais para vídeos como o Youtube e Vevo, além das várias plataformas de streaming. Sendo assim, não há motivo para que os jogos não possam continuar a serem lançados em discos físicos.
A principal articulação política no Brasil contra a decisão da Sony de encerrar as mídias físicas do PlayStation é liderada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A parlamentar protocolou uma representação oficial na Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). Ela solicitou uma investigação sobre possíveis violações ao Código de Defesa do Consumidor (CDC). E nós devemos nos lembrar que dentro desses problemas podemos ver coisas como o preço do console (alto demais com games muito caros), o monopólio digital (retirando o direito de escolha, acabando com o mercado de jogos usados, impedindo trocas e empréstimos) e o direito sobre a propriedade (pois o gamer deixa de ter uma propriedade, mas seria uma licença revogável).
Quando pensamos nos primórdios do Playstation mesmo, com o PSOne, já havia problemas para jogar de forma oficial. Pois além dos games já serem caros, para a época, alguns deles não chegavam ao Brasil. Por isso, muitas das lojas especializadas se rendiam a jogos piratas, com aquelas famosas promoções de, com 10 R$ comprava três. Já com esse pensamento de colocar para “venda” da mídia apenas digital, é como se eu pegasse uma garrafa de água e só lhe desse a ÁGUA. O cliente quer a segurança da posse, não por ser “dono do líquido”, pois ninguém o é, mas por estar gastando com isso.
Se não houvesse mídia física, muitas das pessoas de hoje em dia não poderiam se ver representadas em figuras famosas. Recentemente, ficou em evidência a cantora Luísa Sonza, mostrando suas extensas bibliotecas de jogos no PlayStation 5 e no Nintendo Switch 2. O que incentivou muitas garotas a se sentirem bem em serem jogadoras. Devemos também lembrar que youtubers, como o Edu (canal BRKSEdu) criticaram firmemente essa ação da Sony.
Só lembrando, que mais de uma vez, só esse ano, a PSN apresentou problemas globalmente, impedindo milhões de jogadores de aproveitar os títulos digitais ou online. Se é assim, esse será o futuro, com uma “alta qualidade”, que essa empresa promete?
Isso me lembrou como serviços privatizados causaram e causam problemas. Obviamente, ambas as coisas são diferentes. Mas demonstram o mesmo problema: a falta de respeito ao consumidor que tem de trabalhar, demora horas e dias para conseguir seu serviço ou produto que é de direito. Exemplos são, a falta de bons serviços de telefone e internet pela Vivo, água de má qualidade e esgoto nem sequer tratado pela Sabesp, além de explosões pela Trivia Trens. Pois a gente está renegando esses problemas e devemos combater isso.
Como faremos isso? Elegendo uma galera de esquerda (que esses sim correm atrás dos direitos dos consumidores, pois são a favor dos trabalhadores, que é algo que une classe média e baixa), realmente observando quem tem planos para lutar por nossos direitos. “Ai, mas a Esquerda...” esse papo é tão fraco quanto um filhote de pássaro. A endemonização feita pela elite e políticos de direita, sempre ignora o esforço feito. Quem está combatendo essa ação imoral? PSOL. “Ai, mas tem gente de direita”... Que só embarcou, pois perderia eleitorado. 

sábado, 27 de junho de 2026

Estrela Polar: quebrando o tabu sobre LGBTQIAPN+ na Marvel e em editoras


Jean-Paul Beaubier, também conhecido como Estrela Polar, apareceu pela primeira vez em Uncanny X-Men #120 em 1979, mas se assumiu gay oficialmente em Alpha Flight #106 em 1992. Este foi um momento histórico para a Marvel Comics, tornando-o um dos primeiros super-heróis explicitamente gays nos quadrinhos convencionais.