sábado, 21 de março de 2026

Mais curiosidades sobre o "Kingverso" (ou o universo e cosmologia do literário de Stephen King)

O universo do King se divide em doze mundo. E cada um deles, tem um animal cósmico guardião: leão, rato, morcego, lobo, cachorro, tartaruga, águia, peixe, lebre, elefante, cavalo e urso. Ela está bem no centro dos seis feixes de luz da existência, e o responsável por criar ela é um ser soberano e magnânimo, chamado 
As criaturas do conto O Nevoeiro, estão - ou melhor, surgem - em um desses doze mundos. Mas a dimensão de onde são, se chama Vazio Todash, que está fora dos doze. E o que tem do lado de fora? O Macroverso, lugar de nascimento de Pennywise. 
O deus supremo desse universo todo é Gan, sendo um dos seres mais poderosos da ficção. Se Gan é um ser ultra poderoso e benevolente, existe um ser supremo de trevas e maligno, chamado de Rei Rubro ou Rei Escarlate. Há quem o chame de Rei Vermelho, fazendo alusão a outra entidade suprema das trevas, de outro universo literário, que muito provavelmente, serviu de inspiração pra King criar seu mais perigoso vilão. Seria Hastur, o Rei de Amarelo
Rubro é praticamente a origem de todo o mal no universo do King, pois ele tem poderes cósmicos sinistros, dentre eles o poder de influenciar as pessoas a fazerem coisas terríveis. Também pode mudar de forma controla toda a sorte de monstros, como vampiros e demônios.
Seu objetivo principal é a destruir a Torre Negra, dissipando os seis feixes e os doze mundos juntos de seus animais guardiões. Assim, remodelando o universo como bem quiser, tomando o lugar de Gan. É um ser com uma história bastante extensa, tendo outros nomes, origens, linhagem, mais poderes e nem daria para colocar tudo aqui agora.
Randall Flagg, o Homem de Preto, o servo mais fiel e poderoso do Rei Rubro. Assim como seu mestre, ele vive para fomentar o caos e a maldade. Ele possuí poderes que advém do próprio Rei.
Randall já era um feiticeiro poderoso e versado em necromancia e profecia, quando chamou a atenção Rei Rubro. Se tornando um de seus emissários e ficando ainda mais poderoso.
O centro desse universo é a Torre Negra, um monumento colossal rodeado por um lindo campo de rosas. É ela quem segura a realidade, pois se ela ruir, os mundos também perecem.
O pistoleiro Rolland Deschain, é o protagonista da série da Torre Negra. Seu objetivo é encontrá-la para poder consertar o mundo que está em decadência, o que vai contra o objetivo do Rei Rubro. Fazendo eles entrarem em conflito.
Roland entra em confronto com Randall várias vezes sendo arqui-inimigos. Um executando os planos do Rei e o outro tentando impedir. E Deschain tem a ajuda de seu ka-tet. Ka é difícil de explicar, mas resumindo muito, é como uma força que rege as coisas, é um destino. E ka-tet é um grupo de pessoas que estão ligados ao mesmo destino, ou seja, estão juntos por essa força. É como uma família de amigo que você está destinado a encontrar.
O ka-tet de Rolland é formado por Jake, Susannah e Oy. O Clube dos Perdedores, em It - A Coisa, é visto como um ka-tet que tinha o destino de derrotar Pennywise.
Enquanto o vermelho é uma energia maligna e tem como seu principal usuário o Rei Rubro, podendo o dar para outras pessoas. Existe a energia do branco, uma força benevolente, e Gan é seu principal detentor. Gan escolhe pessoas para serem usuários do branco; também chamam de o Brilho; e estas são chamadas de iluminados.
Entre os iluminados, temos Carrie (Carrie: A Estranha), Mãe Abigail (A Dança da Morte), Danny Torrance (O Iluminado e Doutor Sono), John Coffey (A Espera de um Milagre)
Um fato interessante é que os fãs gostam de dizer que o próprio Stephen King é também um iluminado. Que estaria recebendo toda a inspiração do próprio Gan pra contar as histórias dos doze mundos.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Velta


Uma das mais famosas super-heroínas dos quadrinhos brasileiros, “Velta” é uma criação de Emir Ribeiro em 1973, antecipando em uma década, um estilo sexualizado, explorado de forma mais soft pelos gringos em títulos como “She-Hulk” e “Babe”. 
Pra quem não conhece, “Velta” é uma adolescente mineira que, após uma abdução alienígena, ganha o poder de se transformar em uma “cavalona” loira, com mais de dois metros de altura, habilidades energéticas e uma bunda descomunal (atributo físico mencionado de forma recorrente durante as histórias). Embora namorada de um detetive gaúcho, Velta é filha de pai rígido e, ainda por cima, é incrivelmente virgem (sexo só depois do casamento).

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Valiant Comics

A Valiant nasceu em 1989, criada por Jim Shooter e Steven Massarsky, com a ousada proposta de construir um universo de heróis totalmente interligado, onde cada evento tivesse consequências reais. O sucesso veio rápido nos anos 90, com títulos como X-O Manowar, Bloodshot, Harbinger e Ninjak, que conquistaram fãs e críticos, disputando espaço com gigantes como Marvel e DC. Em 1994, a editora foi vendida à Acclaim Entertainment, que tentou adaptar seus personagens para os videogames, mas o resultado foi um colapso criativo e financeiro. Em 2005, Dinesh Shamdasani e Jason Kothari reviveram a marca, relançando-a como Valiant Entertainment e, em 2012, o “Summer of Valiant” marcou seu renascimento com novas séries e uma identidade renovada.
Em 2018, a DMG Entertainment assumiu o controle e expandiu a Valiant para o cinema e a televisão, mantendo seu foco em narrativas maduras e heróis imperfeitos. Agora, em 2025, a editora inicia um novo ciclo com o projeto Valiant Beyond, uma reinvenção completa de seu universo em parceria com a Alien Books e a IDW Publishing, trazendo versões modernizadas de Bloodshot, Shadowman, X-O Manowar e Harbinger. A Valiant reafirma seu espírito de resistência e reinvenção — a fênix dos quadrinhos que sempre renasce das cinzas para contar novas histórias sobre poder, sacrifício e humanidade.

sábado, 31 de janeiro de 2026

Por qual motivo, a arte pode tratar sobre questões atuais: A página com o Capitão América criticando os Estados Unidos da América

Em primeiro lugar, temos que pensar as histórias em quadrinhos como fontes históricas para compreensão de determinado período histórico. Acreditar que escritores e roteiristas de histórias em quadrinhos são neutros como muitos nerdolas (nerds alinhados com as pautas conservadoras da direita), não passa de pura ingenuidade, uma vez que não existe neutralidade.

Escritores celebrados como Dennis O’Neil, Alan Moore, Grant Morrison, Spain Rodriguez, entre outros, nunca esconderam que tinham posicionamentos políticos a esquerda, enquanto escritores como Frank Miller, John Byrne e Chuck Dixon também nunca esconderam seus posicionamentos conservadores e a direita. Portanto, os posicionamentos políticos dos roteiristas sempre estiveram presentes nas histórias em quadrinhos.

Mas uma escritora que sempre se destacou por seus posicionamentos políticos foi Ann Nocenti, que por diversas vezes entrou em conflito com os editores da Marvel. Nocenti, muito influenciada por pensadores de esquerda como Edward S. Herman e Noam Chomsky, era conhecida por abordagens políticas com críticas à política externa estadunidense, ao capitalismo, ao machismo e à sociedade conservadora e patriarcal dos Estados Unidos. Nos quatro anos em que esteve à frente das histórias do personagem Demolidor (alter ego de Matt Murdock), as histórias tinham forte crítica social, falava-se muito das fases Frank Miller e Brian Michael Bendis, sendo que ela assumiu o título do Homem-Sem-Medo após a Saga a Queda De Murdock.

Em "O Pesadelo Americano", Demolidor 283/1990, escrita por Ann Nocenti e ilustrada por Mark Bagley, temos um Capitão América, sob efeitos de metanfetamina que lhe causou um surto de consciência política, revoltado com a intervenção imperialista dos Estados Unidos na América Latina. Um ano antes da publicação da HQ, dezembro de 1989, os Estados Unidos, sob a presidência de George W. Bush, haviam invadido o Panamá com o objetivo de depor o antigo aliado, o general Manuel Noriega.

A invasão da Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos revisitaram a história escrita por Ann Nocenti e reflexões sobre o imperialismo estadunidense. Os contextos históricos não são os mesmos, mas a ideologia da Doutrina Moore está presente nos dois casos. A história roteirizada por Ann Nocenti também aborda questões como imigração e xenofobia e as contradições de uma sociedade estadunidense em crise. 

Histórias em quadrinhos como fontes históricas nos possibilitam compreender o contexto social, político e cultural de determinado período da história. E também o posicionamento político dos escritores de como estes assimilam determinados eventos históricos e os reproduzem por meio da narrativa e a reação dos personagens ficcionais a determinados eventos históricos.

Texto Luiz Carlos Crônicas de um historiador.