sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Artistas brasileiros para seguir nas redes sociais

É sempre bom conhecer novos artistas. E melhor ainda é valorizar o trabalho brasileiro. Aqui vai uma lista pequena, mas extremamente valiosa de artistas que merecem ser valorizados e usados como inspiração a todos.
Leandro Massai:
Massai é um artista digital com experiência na área desde 2008. Depois de anos atuando como diretor de arte, hoje é um artista freelancer em tempo integral, com um trabalho voltado para ilustração publicitária para clientes do mundo inteiro.

Amanda Lobos:
Artista e designer de Vila Velha, Espírito Santo, seus trabalhos incluem design de identidade visual, ilustrações digitais, embalagens, estampas, tudo com ousadia de assinatura e paleta de cores marcante.
É apaixonada por criar visuais que inspirem e compartilhem o valor de suas experiências.

Goblin Tengu:
Artista de Osasco, atua desde 2015 na área de eSports, desenvolvendo artes para grandes nomes da comunidade. Todas suas ilustrações são vetoriais e em suas palavras: "Eu não largo o meu xodó, o illustrator".


Tay Cabral:
Artista visual, publicitária, designer e comunicadora social, Tay é do Rio de Janeiro e desenvolve projetos voltados para a representatividade no campo das artes e do design, buscando contribuir na projeção de outras possibilidades de existência, principalmente para corpos negros. Também pesquisa de forma independente o papel e o legado de mulheres negras nas artes visuais.

Átila Britto: 
Baiano de Feira de Santa, Átila é apaixonado por manipulação digital. Ama transformar a fantasia em realidade através das edições, principalmente as que envolvem sereias e animais.

Daphne:
Amanda Daphne é ilustradora e designer gráfica, formada em design de animação. Traz em seus trabalhos, os temas: afro-brasileiro e a vivência de mulheres negras, assinando trabalhos como livros infantis, produtos e campanhas publicitárias. Sua inspiração é traduzir os conceitos sobre ancestralidade e negritude como ferramenta de empoderamento.

Pavil Santanna:
É um artista preto que teve seu despertar artístico a partir de um trauma na adolescência que afetou sua relação com a família e acordou suas habilidades fotográficas. Utiliza da arte para expressar a máscara que socialmente não expõe para as pessoas, a máscara que contém todo sentimento, tornando-se um artista empretecido que cria universos.

sábado, 1 de outubro de 2022

Devil May Cry e Bayonetta: parecidos, mas não são a mesma coisa... Ou quase...

Apesar de terem um enredo parecido, ao menos em seu começo, Devil May Cry e Bayonetta não são em muitos aspectos parecidos. Mas é em suas origens que isso difere. Apesar de terem algo em comum aí...

Devil May Cry:
Devemos nos lembrar que o game é feito pela Capcom. A mesma produtora de Resident Evil. E que as mídias audio visuais (filmes, séries, clipes, entre outros) que usam de referências literárias para compor suas histórias e enredo. Nesse segundo ponto, devemos nos fixar na Divina Comédia, saga de livros divididos em Inferno, Purgatório e Paraíso.
O game surgiu em 2001, pelas ideias de Hideki Kamiya, que desde cedo estudou programação. Como a Sega, Namco, entre outras. Mas só em 1994, a Capcom abriu suas portas para o jovem programador. E junto de um, também jovem, Shinji Mikami.
Hideki produziu o segundo Resident Evil sozinho, praticamente. 
A Capcom estava produzindo coisas diferentes. Dos arcades, eles se focaram em Resident Evil, mas Hedki deve suas ideias rejeitadas por Mikami. É dito que eles não se bicavam... E nessa época, o segundo trabalhava em Resident Evil 4. 
Sem o game RE, que era um survival horror, Kamiya tinha em mãos um game, de ação, com visuais góticos um tanto parecidos com o game de Mikami, mas um pouco diferente. Ele só usou a primeira parte da Divina Comédia, de Dante Alighieri. E não somente a temática infernal, mas os nomes de personagens no começo (Dante) e os que vieram depois (Nero, Vergil de Vírgilio).
Dante é o filho de um demônio que era bom, Sparda, com a humana Eva. Ele morreu muito tempo atrás, de uma forma misteriosa. Ao qual, isso pode ter sido culpa do vilão infernal Mundus. De qualquer forma, o guerreiro de cabelos brancos cresceu para enfrentar forças demoniacas. E ele é diferente de todos os tipos de heróis até então: cômico, poderoso e sabe disso, e todo do estilo rock. Se a ambientação é da Divina Comédia, com seu mundo cruel, o protagonista é baseado em Cobra, do mangá de mesmo nome.
Mas o nome do game, que se deve a loja que Dante tem no game. Só que seu nome provém da extrema tristeza que ele guarda em seu coração, tentando fazer o bem... Por um preço justo, para não fechar as portas.
E podemos notar tudo isso na câmera (meio fixa como Resident Evil), nos combos (extraídos de Onimusha Warlords) e na personalidade do protagonista (como em Cobra).

Bayonetta:
O game pode ser parecido de certa forma com seu "irmão". Pois além de ser um hack'n slash, pois quem popularizou o gênero foi Devil May Cry. Mas devemos ver as coisas óbvias de diferente entre ambos: uma bruxa, poderosa e voluptuosa, que usa suas pistolas e charme para combater criaturas celestiais, abrindo portais a seres das trevas. Com exceção das pistolas, nada parecido com o Dante. 
A Platinum Game é parte responsável por seu surgimento, mas foi um estúdio menor que trouxe a luz esse game. O Clover Studio. Que surgiu dentro da Capcom. E eles foram responsáveis por Viewtiful Joe, God Hand, entre outros. 
E cada membro ficava livre dentro do estúdio, para criar games do jeito que queria, de tempos em tempos. Por isso, os games falados são tão diferentes entre si. E não ficavam apenas em uma franquia, mesmo vendendo mais para o Japão.
Na verdade, o estúdio acabou, e eles foram para a Sega. Onde criaram games como Mad World, Vanquish e Bayonetta. É bizarro imaginar que o game ligado atualmente a Nintendo, foi criada por sua concorrente. 
O que eles queriam era um protagonista diferente de Dante. Não um galã, mas sim uma figura que fosse o oposto, não apenas em sua origem. Possuindo armas de fogo, não apenas nas mãos, mas nos pés! E para criar seu aspecto, chamaram a artistas Mari Shimazaki. E Kamiya, sim o mesmo de Devil May Cry, responsável pelo grupo de produção, decidiu que ela usaria óculos.
A Sega queria retirar esse item dela. Kamiya se recusou. E os personagens principais começou a ter óculos em algum momento do gameplay. 
Bayonetta é uma bruxa umbra. Pois ela seria nascido de Lumen Sage e Umbra Witch, como Cereza, nome verdadeiro da protagonista. Ela é a criança proibida, segundo o mundo do jogo. O pai dela foi exilado e sua mãe presa. Isso estimulou a guerra entre os dois clãs de seres místicos.
Mesmo que a menina tenha sido proibida de aprender magia, foi ensinada mesmo assim. E renegada entre os seus. Possuí o umbra watch.
Depois de alguns combates por conta da entidade Jubileu, Cereza é selada no Umbra Watch. Encontrada 500 anos depois, no fundo de um lago por Antonio Redgrave (Redgrave era o nome que iria ser dado a DANTE, em Devil May Cry, em seu começo).
Ela acredita ser uma das poucas bruxas umbra sobreviventes e dedica sua vida a matar anjos e recuperar sua memória. E para lutar, usa expressões sexuais, para realmente provocar e humilhar seus inimigos. Lembrando que suas vestimentas são feitas dos fios de cabelos dela mesmo!

Qual a relação entre Olivia Newton John e a mutante Crystal

Falecida aos 73 anos, a atriz e cantora Olivia Newton John foi a musa de uma geração após estrelar os filmes musicais Grease: Nos Tempos da Brilhantina (1978 ) e Xanadu ( 1980). A Marvel decidiu pegar carona no sucesso de Xanadu, que espalhou a moda disco na época e criou a super heroína mutante Cristal. A idéia era um lançamento multimídia, em que Cristal apareceria também no cinema. Tom de Falco ficou encarregado de desenvolver a personagem, sendo responsavél por dar a ela o poder de gerar luz, Roger Stern criou o nome e John Romita Jr. fez os desenhos da HQ. Este último queria dar à Cristal a fisionomia da atriz e modelo negra Grace Jones, mas representantes da Filmworks insistiram que ela fosse parecida com Bo Derek. Cristal apareceria nos principais títulos da edítora, para se tornar familiar aos leitores, mas o projeto do filme foi cancelado e a Marvel decidiu publicar uma revista solo dela.
Em 1981, a moda da discoteca tinha acabado e Olivia Newton John lançou o álbum Physical, aparecendo com um novo visual. A Marvel aproveitou isso e repaginou Cristal, que ressurgiu exatamente no mesmo estilo adotado pela cantora/atriz: cabelos curtos e um traje claramente inspirado no estilo malhação da artista. Atualmente, Cristal aparece nos quadrinhos, com uma variação de seu uniforme clássico.

sábado, 17 de setembro de 2022

Anéis de Poder: Uma série com muita fantasia... Pouco Tolkien...

A missão dele, agora é minha.
-Galadriel
A história de Anéis de Poder trata sobre a Segunda Era, um período dentro do legendarium criado por Tolkien, em que não existe o mal de Melkor, o primeiro senhor do escuro. MAS, uma nova ameaça surge na forma de Sauron, um maiar, espírito que também teria sido exilado por Erú Iluvitár, por se rebelar contra a criação.
Ao que tudo indica, ela tratará da queda de Númenor. Essa civilização é de humanos que colaboraram com os deuses desse universo (chamados de valar), e ganharam esse território como presente, essa ilha. Entretanto, é dele que surgirá Sauron para corromper os humanos de lá. Enquanto isso, a história na Terra-Média se concentra em outros lugares.

Pensávamos que nossa luz, nunca iria esmorecer.
-Galadriel
Bem, isso deve ter sido feito a partir dos apêndices de textos de Tolkien. Entendam: Tolkien trata sobre Númenor em O Simarillion sim, mas não de forma tão descritiva. Ele e seu filho, Christopher Tolkien, sempre falaram que não era interessante se concentrar tanto nisso, nos detalhes superflúos ao criar uma obra. Então, vamos reparar algumas coisas.
Antes de tudo, eu gostaria de deixar claro uma coisa: a crítica não visa ser feita de forma negativa, nem por eu achar que ela se afasta do que seria um texto de Tolkien, nem pela questão de etnia. J.R.R. era um ferrenho combatente do apartheid, e como tal, seguindo seu exemplo, também o faço. E a qualidade das atuações está ótima. Com uma ou outra exceção, mas nem é disso que quero tratar aqui, pelo menos. Dito isso, vamos a crítica.
A Amazon só pode fazer certas alusões para o trabalho de Tolkien. Como assim? Na verdade, eles tiveram que fazer uma adaptação enorme para a série. Pois a Amazon está contando a história da Segunda Era, sem ter os direitos sobre os principais livros que tratam sobre ela. A Prime Video tem direito sobre A Sociedade do Anel, as Duas Torres, O Retorno do Rei, os respectivos apêndices, e O Hobbit. Eles não têm os direitos sobre O Silmarillion ou Contos Inacabados! Por isso, eles podem reescrever esse "trecho" das histórias como quiser. E isso não garante qualidade, só liberdade artística.

O céu está estranho.
-Sadoc Burrows
Uma das coisas que mais amo dentro de O Senhor dos Anéis e O Hobbit é a não criação de cliffhangers safados. Isso se deve por um simples motivo, as séries se usam disso como modo de criar expectativa para os próximos episódios e gerar platéia nas próximas exibições. Legal, mas nem parece algo que Tolkien faria.
Já em Contos Inacabados e O Simarillion, vemos tudo como lendas e mitos, apesar de tratados por elfos e anões como parte de sua história. E como algo de uma mitologia, é uma coisa que não nos dá certeza sobre nada. Existem diversas versões de um lobisomem em culturas, tanto que a do Brasil, nem se baseia em um lobo, já que não temos esse animal na fauna local. Voltando ao assunto... O escritor deixava lacunas, para que nossas mentes preenchessem o resto com a imaginação. Acho que ele fazia o mesmo com as lendas germânicas e celtas que leu em sua juventude.
Voltando ao fato de que eles só têm direito sobre a trilogia principal e O Hobbit, coisas importantes como as silmarils, Ungoliant, Melkor e outras coisas não podem ser citadas de forma direta. E eles estão sabendo lidar com essas limitações. Entretanto, com o que tem, já fizeram uma besteira tremenda.
O que muita gente ficou incomodada foi a personalidade de Galadriel. O que a mim, confesso, não me atingiu. Todos os reis, incluindo aqueles que ganharam os anéis de poder, são destemidos e poderosos, e creio que Tolkien se incomodasse pouco com isso, visto que deu a Eówyn, sobrinha do rei Theóden, a função de destruir o Rei-Bruxo de Angmar e líder dos Nazgul. Meu problema é o personagem que se supõe ser Gandalf.

Esse reino ainda vai ser seu.
-Disa
Ele caiu na Terra-Média através de um meteoro, com fogo místico. Talvez as chamas de Anor. E acreditam que ele seja Gandalf por várias pequenas referências a seus poderes, tanto nas obras escritas, quanto em livros. O problema nisso está no que chamo de "Paradoxo Michael Myers".
Se conhece a franquia Halloween, sabe que os melhores filmes sobre o personagem são o 1 e 2, e aqueles que pouco explicaram sobre a mente assassina do personagem. H20, o reboot de Rob Zombie, e outras tosqueiras que foram surgindo após o Halloween 4 (já que o terceiro é uma história a parte do universo de Myers), se deram muito mal pois queriam explicar demais. Ou o vilão era abusado física e mentalmente pelo pai ou estava ligado com uma profecia antiga e misteriosa. E tirava todo o mistério do serial killer.
Agora, dito isso, se o personagem for mesmo Gandalf, não seria uma boa essa abordagem. Por qual motivo? Simples: retira toda a química inicial de Gandalf e Frodo. Nos textos de Tolkien, Mithrandir (outro nome para Gandalf) encontra os hobbits, meio que por acaso. Assim como foi a criação desses personagens pelo próprio autor. Ele disse, certa vez, que corrigia provas e escreveu "em um buraco no chão, vivia um hobbit". Nunca antes ele tinha citado essa palavra como tudo indica. Foi algo natural.
Mas com ele, praticamente alguém "tacou" o sujeito na Terra-Média. Mais um pouco e seria como em Pokémon: Vai lá Gandalf e solte o golpe, Chama de Anor!
Em resumo, Anéis de Poder é lindo. Como uma série de fantasia, mas não como uma obra de Tolkien. E os racistas, vão tomar no cu que a mulher do Darin estava ótima! E vocês iriam criticar se ela tivesse barba, nerdolas do caramba.

sexta-feira, 29 de julho de 2022

O surgimento do Bomba Patch

Originalmente, criado em 2007, Bomba Patch é uma série de mods do Winning Eleven. Eles foram criados por um brasileiro, Alan Jefferson, dono de uma locadora em Mogi Mirim, interior de São Paulo.
Winning Eleven foi e é, um dos mais famosos jogos de futebol para video-games. Especialmente esse, que era para o Playstation 2. Com gráficos e uma jogabilidade superior para sua época. Ainda mais se compararmos com o Playstation 1 (Hoje, chamado de PSOne).
Quando o game, WE 11, foi lançado no Brasil, ele não possuía os times brasileiros. Nem sequer as ligas dos campeonatos brasileiros. E ele não tinha sido traduzido do japonês, nem para o inglês. O grupo Brazukas, estava fazendo os mods atualizados, para o game na época. Porém, as pessoas esperavam muito tempo pelas novas atualizações do game. Não satisfeito com isso, Alan Jefferson e amigos, se interessaram em fazer as modificações para o game. A partir do Winning Eleven 10.
Alan modificou o escudo dos clubes, os uniformes, as skins dos jogadores, os estádios, a narração, atualizou os clubes, e colocou muitas músicas boas. Entre elas, Chris Brown, Akon, David Guetta, Alex Gaudino, entre outros. 
Já com o game em sua locadora, Alan organizava campeonatos de futebol, com os times brasileiros atualizados. A primeira edição, deve como prêmio, uma bomba de chocolate feita pela mãe de Alan Jefferson. Isso fez o campeonato se popularizar, pela região. Surgiu então, a Copa Bomba. O que daria origem ao nome do jogo Bomba Patch.
Algo simples, que surgiu em uma pequena locadora de games.
Desde que Alan Jefferson se focou no trabalho de atualizações, elas passaram a ocorrer semanalmente. Sendo disponibilizadas em sua locadora. E na época, aparecia nos camelôs da vida, nas lojas de games e nos sites para download.
Curiosidade: dentro do game existe um jogador chamado Allan Jefferson. Criado pelo próprio Alan, sendo um easter egg. Possuindo todas as habilidades em 99, e tinha 2 metros de altura. Na Master Liga, você poderia comprar ele por um preço baixo. 
Um marco do Play 2.

sexta-feira, 22 de julho de 2022

Os tipos de super-heróis da DC

Revelado no capítulo final da série limitada de seis edições intitulada One-Star Squadron de Mark Russell e Steve Lieber, esta série se concentrou em um punhado de heróis da DC Comics que não são tão conhecidos ou integrantes do universo DC. Como os membros da Liga da Justiça. Continuando a seguir Tornado Vermelho enquanto ele trabalha em uma pequena empresa chamada HEROZ4U. Está em edição em particular encontra ele, ao procurar pistas sobre para onde foi um de seus ex-funcionários, Homem Minuto.

Sobrevivente alienígena:
A primeira ideia desse tipo de herói, obviamente é associada ao Superman. Mas podemos notar isso em seres como o Caçador de Marte, J'onnz J'onzz, entre outros. 
Notamos que cada um deles é extremamente poderoso e perigoso em combate. Pois seus poderes são vindos diretamente de seus corpos. Por fisiologias únicas, podendo voar, soltar raios de alguma parte do corpo (como olhos ou mãos), telepatia, telecinese, força e velocidade ampliadas, membros extras corporais, como braços extras e chifres. Algumas raças específicas tem poderes que controlam energias únicas, ou conseguem mexer na realidade. Isso quando essas habilidades 
Soldado tecnológico: Existem diversos deles hoje, diferente do que vemos no passado. Isso se deve pois os primeiros heróis da DC estavam mais voltados para investigação do que em serem super-gênios. Um dos casos mais claros que podemos citar aqui está no atual Besouro Azul, Jaime Reyes e o Tornado Vermelho.
Ambos são heróis, um por estar anexado a uma forma de vida simbionte/tecnologia que se adapta para qualquer ambiente. Já o Tornado Vermelho, é um androide mesmo, com controle sobre o vento. Ambos foram criados por motivos malignos (no caso, a forma de vida e o androide mesmo) em algumas de suas histórias. Mas eles normalmente se adaptam ao cenário em que estão, quase sempre permitiam a viagem pelo espaço. As vezes por não precisarem respirar, ou por que criam poderes para viajar no vácuo.
Pode usar seus poderes, independente da origem, como armas, para voar, se adaptar a região onde está, entre outras habilidades. Quase tudo voltado para a área tecnológica.
Sobrevivente de acidente científico:
Entre alguns membros desse tipo de quesito, nós temos Ciborgue e Mutano. 
Basicamente, algo na vida desses personagens aconteceu por um acidente científico não planejado (no caso de Ciborgue e Metamorfo) ou que foi orquestrado. Mas isso varia, e era bem mais comum não ser planejado, pois então podemos colocar aqui a Patrulha do Destino inteira, com o roteiro de Grant Morrison.
Os poderes se adaptam ao experimento. No caso de Victor Stone, o Ciborgue, como seu pai era um estudioso engenheiro e especialista em tecnologia, seus poderes o transformaram no seu codinome: um ciborgue. Já Garfield, tem seus poderes vindo de uma doença, que além de deixar sua pele verde, o permite transformar em qualquer animal. Agora, como dito antes, isso vai da experiência, chegando ao ponto de deixar a pessoa como uma borracha, igual ao bem Homem-Borracha.
Vigilantes (ou o cara rico): Aqui, normalmente, nós temos uma pessoa RICA, para financiar um esquema de combate ao crime. Pode ser mais calmo ou mais agressivo, o que importa é, isso não se paga sozinho.
E sejamos sinceros, no mundo da DC, a maioria deles é apoiada pelo Batman. E por isso ficam em Gotham. Pois por exemplo, não dá para pensar que Metrópolis tem vigilantes. Tanto pelo Superman, como na cidade do Cruzado Encapuzado.
De qualquer forma, os vigilantes são treinados em mais de uma arte marcial, extremamente inteligentes em modos de investigação, treinados para a sobrevivência e ótimos acrobatas. Mas existem alguns casos que se superam, como exímios arqueiros (Arqueiro Verde) ou acrobatas olímpicos (Asa Noturna).

sexta-feira, 17 de junho de 2022

LGBTQIA+ na Marvel

A comunidade LGBTQIA+ hoje em dia é bem representada nas histórias em quadrinhos. Mas o tratamento nem sempre foi assim. Isso é claro com a comunidade preconceituosa que existe até hoje nos nerds. O que é bizarro, que muitas pessoas que são fãs da Marvel, não notam a semelhança de seus personagens favoritos, com os heróis das minorias como X-Men. Mas isso não é muito ajudado por HQs, da Casa das Ideias, que convenhamos, por anos foram BEM machistas. Só lembrando que foi essa mesma editora que passou pano pro estupro de uma vingadora!
Então aqui é um espaço pra elogiar, mas com aquele cuidado. Pois sabemos que acima de ser uma editora, ela é uma empresa. E controlada pelo "rato mais rico do mundo".
Estrela Polar em 1992 - O Estrela Polar quebrou paradigmas ao dizer as palavras "Eu sou gay" e se tornou um personagem assumidamente gay nos quadrinhos. Entretanto, já vimos isso em histórias de outras editoras, como a Vertigo. Na verdade, Neil Gaiman já colocou uma personagem homossexual nos anos 80 em Um Jogo de Você.
Rictor e Shatterstar em 2004 -
O beijo entre Shatterstar e Rictor foi a celebração do carinho e amor que tinham um pelo outro desde suas primeiras aparições.
Wiccano e Hulkling E Estrela Polar casa com Kyle Jinadu - Durante a saga Vingadores - A Cruzada das Crianças, Wiccano e Hulkling se entregam ao sentimento que tinham um pelo o outro.
Sem contar que em uma capa histórica, o casamento do Estrela Polar com Kyle Jinadu aparece como algo novo para a indústria de quadrinhos. Mas as mídias já estavam adiantadas com isso.
Loki em 2014 demonstra mudar seu corpo e gênero - Loki, um dos personagens mais queridos do universo Marvel, prova que ele é capaz de fluir entre os corpos e os gêneros. 
Entretanto, os textos que tratam da questão LGBTQIA+ ignoram que o personagem é um deus, ou seja, tem poderes para isso. Seria melhor usar ele como uma referência de forma mais inteligente, como nos livros de Magnum Chase, onde há um personagem mais bem estruturado. Que também é da cultura nórdica.
Aneka e Ayo em 2016 -
Aneko e Ayo, duas mulheres de Wakanda se revelam como são uma para a outra. Novamente, devemos nos lembrar das personagens que aparecem em Um Jogo de Você, que já faziam uma história com um casal de lésbicas.
Homem de Gelo em 2017 - Homem de Gelo, depois de muito tempo, estrela sua primeira história solo de um personagem declarado gay na Marvel.
Karolina Dean e Nico Minoru em 2018 - As heroínas adolescentes de Os Fugitivos, Karolina Dean e Nico Minoru sempre tinham um grande carinho uma pela outra, que se transformou em verdadeiro romance.
America Chavez e suas mães em 2017 -
America Chavez se torna a primeira heroína lésbica a estrelar uma história solo onde é contada sua origem e conhecemos suas mães.
Surge Shade em 2019 - A Shade se torna a primeira personagem drag queen de todo o universo Marvel. Apesar de não ser a primeira dos quadrinhos em geral, gostei que a tornaram em uma heroína. São coisas que notamos em HQs que gostamos mesmo.
Sina e Mística em 2019 - Sina e Mística sempre foram grandes amigas. Mas neste ano, os roteiros as retrataram como casadas, o que diferente do que aconteceu com Homem de Gelo, foi muito forçado. Sim, elas eram amigas demais, mas esse casamento foi colocado de maneira tão superficial, que nota-se criar mais personagens de minorias.
Dra. Charlene McGowan em 2020 - Dra. Charlene McGowan é uma personagem trans que participa de um importante arco nos quadrinhos do Incrível Hulk.
Como disse, isso é bom. Só espero que a Marvel consiga fazer isso de forma natural. Para não só ganhar grana em cima das minorias. Lembrando que chamamos assim, não pela questão de números, mas como são tratados na sociedade.