sábado, 11 de abril de 2026

Terror nacional é sim bom


Por muito tempo, o terror no Brasil foi tratado como algo menor, incompatível com a nossa realidade. Mas o país que criou o Saci, o Curupira e o Lobisomem da Serra do Mar nunca deixou de ser terreno fértil para o sobrenatural.
Autores como André Vianco, Rodrigo de Oliveira, Clara Madrigano e Cesar Bravo, estão abrindo espaço para uma nova fase do terror brasileiro. Mas também surgiram dezenas de vozes independentes: escritores que publicam por conta própria, transformando suas experiências em histórias que incomodam, provocam e encantam.
Entre os autores independente, nomes como Jaime Azevedo, Diego Bertioli, Daniel Gruber, Fabiana Volpato, Larissa Brasil e diversos outros representam o gênero com maestria, criando histórias envolventes e assustadoras sem o apoio de grandes editoras.
Agora, uma nova geração de autores está transformando o terror nacional. Eles misturam o horror psicológico com o realismo sujo, o folclore com o trauma social, a mitologia com a marginalidade.
O renascimento do terror nacional não é uma moda, é uma redescoberta. Um espelho de tudo o que tentamos esquecer.

sábado, 4 de abril de 2026

Marcos Rey, o marco da Coleção Vaga-Lume

Marcos Rey, pseudônimo de Edmundo Donato, nasceu em 17 de fevereiro de 1925 e se destacou como um dos mais ativos escritores brasileiros do século XX. Sua obra transitou por diversos gêneros, abrangendo literatura infantojuvenil, contos, crônicas, roteiros de cinema e televisão, além de romances policiais e urbanos que capturaram a essência de São Paulo.
Para muitos leitores, Marcos Rey foi uma porta de entrada para o mundo da literatura. Seu nome ficou especialmente ligado à Coleção Vaga-Lume, da Editora Ática, que marcou gerações de jovens brasileiros. Entre seus livros mais célebres, destacam-se "O Mistério do Cinco Estrelas" (1981), "O Rapto do Garoto de Ouro" (1982) e "Um Cadáver Ouve Rádio" (1983), histórias que misturavam mistério, suspense e aventura em um cenário urbano realista.
Além das obras juvenis, Marcos Rey escreveu romances adultos de grande relevância, como "Memórias de um Gigolô" (1968), que retrata a boemia paulistana dos anos 1930 e foi adaptado para o cinema e o teatro. Outro livro de destaque foi "O Enterro da Cafetina" (1977), que explorou o submundo da cidade de São Paulo com um olhar mordaz e perspicaz.
Marcos Rey também teve uma forte atuação na televisão e no cinema, escrevendo roteiros para novelas, séries e filmes. Seu talento narrativo se manifestava na construção de tramas envolventes e personagens marcantes, muitas vezes inspirados no cotidiano da metrópole paulistana.
Seu legado literário permanece vivo, influenciando novos leitores e escritores. Sua escrita acessível e envolvente fez com que jovens se apaixonassem pela leitura, tornando-o um autor fundamental na literatura brasileira. Mesmo que seu centenário tenha passado despercebido por muitos, sua contribuição para a literatura nacional é inegável e merece ser sempre lembrada.

sábado, 21 de março de 2026

Mais curiosidades sobre o "Kingverso" (ou o universo e cosmologia do literário de Stephen King)

O universo do King se divide em doze mundo. E cada um deles, tem um animal cósmico guardião: leão, rato, morcego, lobo, cachorro, tartaruga, águia, peixe, lebre, elefante, cavalo e urso. Ela está bem no centro dos seis feixes de luz da existência, e o responsável por criar ela é um ser soberano e magnânimo, chamado 
As criaturas do conto O Nevoeiro, estão - ou melhor, surgem - em um desses doze mundos. Mas a dimensão de onde são, se chama Vazio Todash, que está fora dos doze. E o que tem do lado de fora? O Macroverso, lugar de nascimento de Pennywise. 
O deus supremo desse universo todo é Gan, sendo um dos seres mais poderosos da ficção. Se Gan é um ser ultra poderoso e benevolente, existe um ser supremo de trevas e maligno, chamado de Rei Rubro ou Rei Escarlate. Há quem o chame de Rei Vermelho, fazendo alusão a outra entidade suprema das trevas, de outro universo literário, que muito provavelmente, serviu de inspiração pra King criar seu mais perigoso vilão. Seria Hastur, o Rei de Amarelo
Rubro é praticamente a origem de todo o mal no universo do King, pois ele tem poderes cósmicos sinistros, dentre eles o poder de influenciar as pessoas a fazerem coisas terríveis. Também pode mudar de forma controla toda a sorte de monstros, como vampiros e demônios.
Seu objetivo principal é a destruir a Torre Negra, dissipando os seis feixes e os doze mundos juntos de seus animais guardiões. Assim, remodelando o universo como bem quiser, tomando o lugar de Gan. É um ser com uma história bastante extensa, tendo outros nomes, origens, linhagem, mais poderes e nem daria para colocar tudo aqui agora.
Randall Flagg, o Homem de Preto, o servo mais fiel e poderoso do Rei Rubro. Assim como seu mestre, ele vive para fomentar o caos e a maldade. Ele possuí poderes que advém do próprio Rei.
Randall já era um feiticeiro poderoso e versado em necromancia e profecia, quando chamou a atenção Rei Rubro. Se tornando um de seus emissários e ficando ainda mais poderoso.
O centro desse universo é a Torre Negra, um monumento colossal rodeado por um lindo campo de rosas. É ela quem segura a realidade, pois se ela ruir, os mundos também perecem.
O pistoleiro Rolland Deschain, é o protagonista da série da Torre Negra. Seu objetivo é encontrá-la para poder consertar o mundo que está em decadência, o que vai contra o objetivo do Rei Rubro. Fazendo eles entrarem em conflito.
Roland entra em confronto com Randall várias vezes sendo arqui-inimigos. Um executando os planos do Rei e o outro tentando impedir. E Deschain tem a ajuda de seu ka-tet. Ka é difícil de explicar, mas resumindo muito, é como uma força que rege as coisas, é um destino. E ka-tet é um grupo de pessoas que estão ligados ao mesmo destino, ou seja, estão juntos por essa força. É como uma família de amigo que você está destinado a encontrar.
O ka-tet de Rolland é formado por Jake, Susannah e Oy. O Clube dos Perdedores, em It - A Coisa, é visto como um ka-tet que tinha o destino de derrotar Pennywise.
Enquanto o vermelho é uma energia maligna e tem como seu principal usuário o Rei Rubro, podendo o dar para outras pessoas. Existe a energia do branco, uma força benevolente, e Gan é seu principal detentor. Gan escolhe pessoas para serem usuários do branco; também chamam de o Brilho; e estas são chamadas de iluminados.
Entre os iluminados, temos Carrie (Carrie: A Estranha), Mãe Abigail (A Dança da Morte), Danny Torrance (O Iluminado e Doutor Sono), John Coffey (A Espera de um Milagre)
Um fato interessante é que os fãs gostam de dizer que o próprio Stephen King é também um iluminado. Que estaria recebendo toda a inspiração do próprio Gan pra contar as histórias dos doze mundos.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Velta


Uma das mais famosas super-heroínas dos quadrinhos brasileiros, “Velta” é uma criação de Emir Ribeiro em 1973, antecipando em uma década, um estilo sexualizado, explorado de forma mais soft pelos gringos em títulos como “She-Hulk” e “Babe”. 
Pra quem não conhece, “Velta” é uma adolescente mineira que, após uma abdução alienígena, ganha o poder de se transformar em uma “cavalona” loira, com mais de dois metros de altura, habilidades energéticas e uma bunda descomunal (atributo físico mencionado de forma recorrente durante as histórias). Embora namorada de um detetive gaúcho, Velta é filha de pai rígido e, ainda por cima, é incrivelmente virgem (sexo só depois do casamento).

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Valiant Comics

A Valiant nasceu em 1989, criada por Jim Shooter e Steven Massarsky, com a ousada proposta de construir um universo de heróis totalmente interligado, onde cada evento tivesse consequências reais. O sucesso veio rápido nos anos 90, com títulos como X-O Manowar, Bloodshot, Harbinger e Ninjak, que conquistaram fãs e críticos, disputando espaço com gigantes como Marvel e DC. Em 1994, a editora foi vendida à Acclaim Entertainment, que tentou adaptar seus personagens para os videogames, mas o resultado foi um colapso criativo e financeiro. Em 2005, Dinesh Shamdasani e Jason Kothari reviveram a marca, relançando-a como Valiant Entertainment e, em 2012, o “Summer of Valiant” marcou seu renascimento com novas séries e uma identidade renovada.
Em 2018, a DMG Entertainment assumiu o controle e expandiu a Valiant para o cinema e a televisão, mantendo seu foco em narrativas maduras e heróis imperfeitos. Agora, em 2025, a editora inicia um novo ciclo com o projeto Valiant Beyond, uma reinvenção completa de seu universo em parceria com a Alien Books e a IDW Publishing, trazendo versões modernizadas de Bloodshot, Shadowman, X-O Manowar e Harbinger. A Valiant reafirma seu espírito de resistência e reinvenção — a fênix dos quadrinhos que sempre renasce das cinzas para contar novas histórias sobre poder, sacrifício e humanidade.