sábado, 16 de maio de 2026

Plutoniano: ou quão apelativo os caras precisam ser para fazer uma versão maligna do Superman!


O Plutoniano é o protagonista e principal antagonista da série de quadrinhos Imperdoável, criada por Mark Waid. Seu nome verdadeiro é Daniel Hartigan, embora ele tenha usado o nome falso “Tony” durante sua carreira como super-herói. Originalmente, ele foi o maior defensor da humanidade, visto como o super-herói mais poderoso e respeitado do mundo, liderando a equipe Paradigma.
No entanto, por trás da imagem pública heroica, o Plutoniano era uma pessoa profundamente instável e emocionalmente frágil. Ele cresceu em orfanatos e lares adotivos, sempre temido ou rejeitado por causa de seus poderes. Isso criou nele uma carência crônica por aceitação, amor e reconhecimento. Ao longo dos anos, essas feridas psicológicas se acumularam silenciosamente, sendo mascaradas por seu papel como salvador do mundo.
O colapso veio quando o Plutoniano cometeu um erro catastrófico ao interpretar erroneamente uma ameaça, o que resultou na morte de milhares de pessoas. Enfrentando críticas públicas e rejeição daqueles que considerava aliados e amigos, ele quebrou emocionalmente. Sentindo-se traído e injustiçado, ele abandonou sua identidade heroica e iniciou uma campanha de terror, destruindo cidades inteiras, matando ex-companheiros e instaurando um reinado de medo.
Durante sua trajetória como vilão, o Plutoniano revelou ser um indivíduo profundamente perturbado, oscilando entre tentativas de redenção e atos de pura crueldade. Ao longo da série, é revelado que ele foi criado artificialmente por uma raça alienígena, os Eleos, como parte de um experimento para estudar emoções humanas.
Entre seus poderes estão: Manipulação de temperatura e projeção de energia (Plutoniano transfere energia cinética para as moléculas de ar à sua frente, usando aquelas próximas ao seus olhos, e a partir deles, ele cria um fluxo de gás para direcionar o calor, simulando uma visão de calor, enquanto isso, também é capaz de roubar a energia térmica do ambiente para diminuir a temperatura ao seu redor ao nível de congelamento, simulando um sopro congelante); sentidos aprimorados e clarividência (Constantemente ouvia pedidos de socorro e pessoas conversando por todo o planeta, sendo preciso ele sair do planeta e ir em direção a lua, só da aí ele conseguiu um silêncio absoluto, conseguindo até mesmo ouvir sussurros e batimentos cardíacos do outro lado do mundo, além dele mesmo possuir sentidos que os seres humanos são incapazes de possuir); Interação não-física (Capaz de literalmente lutar contra fantasmas fisicamente); Manipulação da física, manipulação da densidade, telecinese e vôo (De várias formas diferentes é capaz de contornar as leis da física, como roubar a inércia da lua, a fazendo parar de rotacionar, ou simplesmente deslocar sua massa, manipulando sua densidade, a dissipando com a atmosfera local para simular um vôo); Redução de estatísticas e amplificação de estatísticas (Subconscientemente altera a densidade da matéria ao seu redor e sua própria, aumentando em si ela drasticamente, no que gera seu grande poder físico descomunal, e diminuí drasticamente a de diversos materiais, resultando em sua facilidade em os esmagar e destruir)


Manipulação de Veneno (Quando ainda bebê, não foi morto mesmo após tomar veneno de rato)
Manipulação de Temperatura e Manipulação de Radiação (Disse que constantemente tomava banho de radiação casualmente, e que não sofria nada mesmo após ser jogado dentro de uma estrela, mesmo que ainda tenha aparentemente sentido um grande incômodo com o calor, além disso, não era afetado pela radiação cósmica ou se importava com o frio do espaço sideral)
Todos os poderes anteriores em níveis muito maiores, com adição de;
Imortalidade (Tipo 4; Mesmo após ter seu corpo completamente desmaterialiazado fisicamente e ser enviado para diferentes dimensões e realidades, Plutoniano ainda foi capaz de ressurgir em outro corpo, Tipo 1; Não deve ser tão diferente de seus pais agora, que são seres incorpóreos independentes de qualquer forma material, não tendo como envelhecer fisicamente, tanto que passaram vários ciclos solares presos sem envelhecer minimamente e viajavam por muitas eras por diferentes realidades)
Telepatia (Capaz de ver através da mente de alguém, podendo vasculhar ou ler suas memórias e pensamentos, burlando as precauções de Quibt contra telepatas)
Manipulação da Matéria e Manipulação de Explosões (Nível Quântico; Capaz de extrair metais líquidos do núcleo da terra, anteriormente a fonte da sua força física era manipular a densidade da matéria, só que faz isso em níveis muito mais elevados, capaz de causar poderosas explosões com apenas um estalar de dedos via embaralhamento quântico
Intangibilidade (Pode se tornar intangível)
Manipulação do Tempo, Manipulação de Probabilidade e Precognição (Assumiu brevemente o controle da linha do tempo simulada dos Eleos, ao atingir seu verdadeiro poder, Plutoniano seria capaz de reverter a próprio entropia, alterar a probabilidade e literalmente ver através dos tecidos do tempo, além de por si só pode ir contra o próprio princípio da incerteza ao saber a posição exata de cada átomo ao seu redor.) 

sábado, 2 de maio de 2026

Super Tinga

Publicado pela Universo Editora de Quadrinhos Independentes, do amigo Gil Mendes  e o selo Cherry Comics, Super Tinga & Abelha-Girl trouxe a transposição para os quadrinhos do Super Tinga, personagem criado em 1998 por Luciano Da Luz Moucks. Além de figurar em fanzines esse personagem já teve audio-visual nas redes sociais. O herói da Restinga, bairro populoso de Porto Alegre, o segundo a nascer dos filhos gêmeos de um guerreiro de uma tribo africana, destinado a receber poderes advindos de deidade local. Sua missão é o de encontrar um terceiro guerreiro para receber a terça parte desse poder. Enquanto seu irmão torna-se conhecido como Rei da África, o nosso herói vem para Porto Alegre, onde encontra uma possível candidata, a Abelha-Girl, cujo alter ego é uma reporter de emissora local. Em termos de personalidade, Abelha-Girl é quase o oposto do Super-Tinga. Ela ataca sem piedade os malfeitores e muitas vezes é impulsiva enquanto seu mentor é pacifista e ponderado, ainda que utilize de violência , se necessário. Os roteiros ficaram a cargo de Gil Mendes, arte de Flávio Rodrigues e Moacir Muniz  (na segunda edição), cores por Adriano Felix.

sábado, 18 de abril de 2026

Sobre a Brasil in the Darkness

"A Brasil in the Darkness surgiu em 27 de fevereiro de 2018, às vésperas do lançamento da quinta edição de Vampiro: A Máscara (V5), a partir do incomodo de um grupo de fãs do Mundo das Trevas com a forma como a cultura brasileira e latino-americana vinha sendo representada em nosso universo de jogos favorito, tanto em suplementos oficiais, quanto por produtores de conteúdo já estabelecidos entre a Fandom do jogo no Brasil.
Nossos anseios por sermos representados de uma forma mais profunda, complexa, fidedigna e respeitosa foi o que nos fez agarrar a oportunidade oferecida pela própria White Wolf, através do Storytellers Vault, para buscarmos produzir e estimular a produção de conteúdo para o Mundo das Trevas com uma abordagem diferenciada, de valorização de nossa identidade e diversidade preta, indígena, LGBTQIA+, nordestina, amazônica e feminista. Anseios que podem ser expressos em três palavras: Inclusão, Representatividade e Protagonismo.
No início buscamos unir as preocupações de um grupo de produtores de conteúdo organizados a partir do Pará, que já haviam publicado o Livro da Linhagem Tlacique, com uma
abordagem anticolonial que questionava o eurocentrismo vigente no Mundo das Trevas, às elaborações sobre espaços seguros, contrato social e RPG como ferramenta de educação e
socialização, que já vinham sendo desenvolvidas há muito tempo pela Matilha da Garoa em São Paulo.
Centralmente temos três objetivos:
1. Produzir e subsidiar a produção de conteúdo com diversidade e representatividade para atrair novos públicos para o RPG e promover uma cultura de inclusão e acolhimento dentro da fandom do Clássico Mundo das Trevas;
2. Divulgar o conteúdo que produzimos para o público mais amplo e diverso possível, com respeito e especial atenção aos setores socialmente mais vulneráveis como o público das periferias, de fora do eixo RJ-SP e de minorias políticas (negros, indígenas, lgbts, etc.);
3. E apoiar a realização de eventos que outras iniciativas que promovam o RPG em geral e o universo do Mundo das Trevas clássico, de maneira mais especifica, alinhados com os nossos princípios de inclusão, diversidade e representatividade.
Para tanto, contamos com uma equipe com 18 representantes de dois diferentes países, 6 estados brasileiros, 13 cidades e três das regiões do Brasil, incluindo ativistas do movimento feminista, negro, indígena e LGBTQIA+. E ao longo de nossa história já ajudamos a coordenar um grande evento nacional, que foi o Darkness Day em novembro de 2018, que buscava demonstrar a força da fandom do WoD no Brasil para tentar assegurar uma edição brasileira do V5, e que parece ter sido muito bem sucedido em seu objetivo, inclusive inspirando um evento internacional que viria a ocorrer em março de 2019 em toda a América Latina. Lançamos um segundo livro no Storytellers Vault, uma coletânea de artigos publicados em nossa página com Dicas & Sugestões para os Narradores de Lobisomem: O Apocalipse. Disponibilizamos edições em espanhol do
Livro da Linhagem Tlacique e do Dicas & Sugestões para o W20. Participamos recentemente do Dia Nacional do RPG, promovendo o dialogo entre fãs mexicanos, chilenos e brasileiros do WoD. E agora, quando comemoramos a marca de termos ultrapassado os 3.000 seguidores em nossa página no Facebook e estamos prestes a bater 1.500 seguidores no Instagram, mesmo com atrasos devido a Pandemia e após muita pesquisa e dedicação, nos preparamos para lançar três novos suplementos que consolidam nossa proposta de trabalho: Ewarë: O “Reino” Encantado da Amazônia, para a edição de 20 anos de Changeling O Sonhar; O Reino Sombrio de Ticum, para a edição de 20 anos de Wraith The Oblivion; e Legados Afogados: Vampiros Nativos da América do Sul, para a edição de 20 anos de Vampiro A Máscara. Enquanto já planejamos para o ano que vem pelo menos outros dois suplementos: Salvador Noturna e O Livro do Suyu Uchumallki, um suplemento focado em Múmias Amazônicas para a edição de 20 anos de Vampiro A Máscara."

sábado, 11 de abril de 2026

Terror nacional é sim bom


Por muito tempo, o terror no Brasil foi tratado como algo menor, incompatível com a nossa realidade. Mas o país que criou o Saci, o Curupira e o Lobisomem da Serra do Mar nunca deixou de ser terreno fértil para o sobrenatural.
Autores como André Vianco, Rodrigo de Oliveira, Clara Madrigano e Cesar Bravo, estão abrindo espaço para uma nova fase do terror brasileiro. Mas também surgiram dezenas de vozes independentes: escritores que publicam por conta própria, transformando suas experiências em histórias que incomodam, provocam e encantam.
Entre os autores independente, nomes como Jaime Azevedo, Diego Bertioli, Daniel Gruber, Fabiana Volpato, Larissa Brasil e diversos outros representam o gênero com maestria, criando histórias envolventes e assustadoras sem o apoio de grandes editoras.
Agora, uma nova geração de autores está transformando o terror nacional. Eles misturam o horror psicológico com o realismo sujo, o folclore com o trauma social, a mitologia com a marginalidade.
O renascimento do terror nacional não é uma moda, é uma redescoberta. Um espelho de tudo o que tentamos esquecer.

sábado, 4 de abril de 2026

Marcos Rey, o marco da Coleção Vaga-Lume

Marcos Rey, pseudônimo de Edmundo Donato, nasceu em 17 de fevereiro de 1925 e se destacou como um dos mais ativos escritores brasileiros do século XX. Sua obra transitou por diversos gêneros, abrangendo literatura infantojuvenil, contos, crônicas, roteiros de cinema e televisão, além de romances policiais e urbanos que capturaram a essência de São Paulo.
Para muitos leitores, Marcos Rey foi uma porta de entrada para o mundo da literatura. Seu nome ficou especialmente ligado à Coleção Vaga-Lume, da Editora Ática, que marcou gerações de jovens brasileiros. Entre seus livros mais célebres, destacam-se "O Mistério do Cinco Estrelas" (1981), "O Rapto do Garoto de Ouro" (1982) e "Um Cadáver Ouve Rádio" (1983), histórias que misturavam mistério, suspense e aventura em um cenário urbano realista.
Além das obras juvenis, Marcos Rey escreveu romances adultos de grande relevância, como "Memórias de um Gigolô" (1968), que retrata a boemia paulistana dos anos 1930 e foi adaptado para o cinema e o teatro. Outro livro de destaque foi "O Enterro da Cafetina" (1977), que explorou o submundo da cidade de São Paulo com um olhar mordaz e perspicaz.
Marcos Rey também teve uma forte atuação na televisão e no cinema, escrevendo roteiros para novelas, séries e filmes. Seu talento narrativo se manifestava na construção de tramas envolventes e personagens marcantes, muitas vezes inspirados no cotidiano da metrópole paulistana.
Seu legado literário permanece vivo, influenciando novos leitores e escritores. Sua escrita acessível e envolvente fez com que jovens se apaixonassem pela leitura, tornando-o um autor fundamental na literatura brasileira. Mesmo que seu centenário tenha passado despercebido por muitos, sua contribuição para a literatura nacional é inegável e merece ser sempre lembrada.