domingo, 27 de setembro de 2026

Japão, Bakumatsu e a Era Meiji

Bakumatsu foi uma época de grande crise e transição política no Japão (entre 1853 e 1867).O país sofria pressões externas para abrir seus portos ao Ocidente.Havia um conflito interno intenso entre os apoiadores do Xogunato (que queriam manter o poder centralizado em Tokugawa) e os monarquistas (que queriam restaurar o poder imperial).
A trama acompanha o jovem Ichimura Tetsunosuke, um garoto que entra para a famosa força policial Shinsengumi.Tetsunosuke busca se tornar forte e vingar a morte de seus pais, assassinados por rebeldes monarquistas. Seu irmão mais velho, Tatsunosuke, também entra no grupo para cuidar dele, mas focado na parte administrativa. A série mistura eventos históricos reais com drama e comédia, mostrando o cotidiano e o fim trágico dos guerreiros do Shinsengumi que lutaram para defender um Japão que estava desaparecendo.
Outra história Rurouni Kenshin (aqui no Brasil, denominada Samurai X), conta a história que acompanha Kenshin Himura, um ex-assassino lendário conhecido como Hitokiri Battousai, que vaga pelo país como um espadachim pacifista usando uma espada de lâmina invertida (sakabatô), em busca de redenção. Isso acontece após o Bakumatsu (o fim do xogunato Tokugawa) para a Restauração Meiji, quando o poder imperial foi retomado. O Japão passa por uma rápida abertura para o ocidente, o que inclui a proibição do porte de espadas para a classe samurai e a transição para uma sociedade moderna.
A Era Taisho foi um período real de grande abertura do Japão para o ocidente, industrialização e modernização, o que contrasta com a vida tradicional dos caçadores de Onis na floresta.  Inosuke sobreviveu à queda no rio e foi acolhido e criado por uma mãe javali nas montanhas, o que moldou seus instintos animalescos.
Assim, como Inosuke (Demon Slayer) é um personagem que não conhece tecnologia, existem ainda tribos indígenas, como os ainus. Também chamados ainos, povo indígena originário do norte do Japão, habitando historicamente a ilha de Hokkaido, as ilhas Curilas, a ilha de Sacalina (Rússia) e o norte de Honshu. Eles possuem uma identidade física, linguística e cultural completamente distinta da maioria étnica japonesa (os Yamato).

sábado, 12 de setembro de 2026

Mais RPGs, que não estão no mainstream


City of Mist: Um RPG noir moderno onde mitos e lendas vivem disfarçados em uma cidade tomada pela névoa.
Cada personagem é a manifestação de um mito em forma humana. As mecânicas baseadas em "tag" tornam o jogo cinematográfico, incentivando descrições criativas e tramas de mistério dignas de uma série de TV.
Abismo Infinito: Um RPG brasileiro de ficção científica e terror existencial. Ambientado em um futuro onde a humanidade explora o espaço profundo, mas enfrenta o vazio, o isolamento e os horrores psicológicos dos cosmos. As mecânicas usam um sistema simples de D6, leve e mortal, perfeito para histórias claustrofóbicas e tensas.
Ratos na Parede: Um RPG de horror lovecraftiano rápido e mortal.
Os jogadores interpretam pessoas comuns enfrentando o desconhecido, cultos, monstros e a loucura. Usa um sistema simples de 2d6, focado em tensão e decadência mental. Ideal pra narrativas curtas e intensas, cheias de paranoias.
Mork Borg: Um RPG apocalíptico e punk medieval onde o mundo está morrendo, e os personagens também.
As regras são simples, brutais e sangrentas, com um foco forte na atmosfera: desespero, corrupção e sobrevivência. O visual é um show à parte, com arte caótica e estilo "metal extremo".
Chacal: Um RPG de fantasia sombria nacional inspirado em mitos antigos e reinos em ruínas.
Os personagens são seres marcados por maldições e segredos, lutando contra monstros e a sua própria humanidade. As regras combinam combate tático com escolhas narrativas que moldam o destino do grupo.

sábado, 5 de setembro de 2026

Homofobia, disfarçada de "moral e bons costumes"


Um comentário que li de animações como Fionna e Cake e Steven Universo, foram: "Não sei qual a necessidade de trazer uma história que já acabou, de volta. Vão fazer de tudo para destruir todos os personagens aclamados pelo público(sobre o primeiro)" ou "O dano que isso aqui fez na indústria de desenhos é irreparável (Steven Universo)". Poderia ser apenas uma crítica construtiva sobre certo assunto. Mas quanto li sobre Hazbin Hotel, o seguinte "Não deixe seu irmão ou irmã se aproximar disso aqui. Desenho esquisito, pra gente esquisita"... Eu entendi algo.
Era um teor preconceituoso. 
Não falou mal, mas só elogiou, Gravity Falls, Flapjack, Apenas um Show e O Incrível Mundo de Gumball. Sem notar que eles também tratam de temas homoafetivos.