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quarta-feira, 5 de junho de 2024

Priscila Alcântara e o gospel revoltado


Há uma galera que está endemonizando tudo: de show da cantora pop Madonna até as dançarinas do sertanejo Leonardo. Mesmo que o segundo fale muito sobre a primeira de modo a ser uma pessoa demoníaca, o que não é, ele cospe para o alto e acerta ele mesmo. Se fossemos pegar os erros dele, seguindo os Dez Mandamentos, ele cobiçou a mulher do próximo (sendo que é casado), não fez muito para o filho honrar a ele e usou o nome de Deus em vão (ao usar ele pela moral e bons costumes na campanha com Bolsonaro).
Entretanto, parece que essa mesma galera (que é formada por tais cristãos), não deixa as pessoas exercitarem o livre arbítrio.
A cantora e apresentadora, Priscila Alcântara está sendo acusada de crescer dentro da cena gospel, e sair dessa linha, por agir de forma que não é dos conformes das igrejas evangélicas, pois diriam que ela apenas usou o gospel para plataforma. Tudo por que ela agora teria uma pauta progressista.
A Priscila, assim como seus amigos e pessoas que a cercavam, cresceram em um ambiente gospel. Todo mundo que ela conhecia, através da família e da religião estava lá. O que há forçava a seguir um caminho de artes, que teria te passar pelo gospel. Não que ela se aproveitou e "largou" seu público, era a única chance dela de criar seu trabalho artístico. 
E como qualquer artista você quer mostrar sua arte para outras pessoas que não seguem seu padrão de pensamento igual, ou que não ficam na sua bolha de conforto. Pois a arte em si, além daquela que surge no mundo gospel é questionadora. Gera conflitos e dúvidas. Sem questionamentos e filosofias, as igrejas evangélicas tem uma liberdade maior de controlar seu rebanho. 
Então, enquanto membro desse universo gospel, tudo bem. Será tratado bem. Mas saiu desse grupo, será tratado como traidor. E ele suga, muitas vezes, até o tutano. Sabe o que é mais engraçado? Temos um exemplo disso com Andressa Urach! Que caso não saibam se converteu para a Universal, trabalhou para a Record, mas quando deve um problema de saúde foi abandonada!

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Hermes e Renato: Pensa em algo que não passaria na TV aberta hoje em dia... É isso!


Eu o desafiei. Ele aceitaste meu desafio. Está aqui, agora, vou desmascára-lo. Entra!
-Padre Quemedo
Hermes e Renato foi um programa humorístico exibido na MTV Brasil entre 1999 e 2009, retornando a programação em 2013, somando 11 temporadas no canal.

Que que é isso? Na trairagem! Que que há? Quer brigar comigo?
-Dona Máxima
Nos anos 90, um grupo de amigos de Petrópolis, RJ, começou a gravar vídeos humorísticos. Em 1999, um dos vídeos parou no Voz MTV, um projeto que dava espaço para produtores independentes. Com o sucesso do quadro, eles ganharam um programa de 15 minutos na faixa das 23:00, devido ao conteúdo, que era bastante desbocado e ácido.
Em 2002 o programa passa a ter 30 minutos. Em 2009 estava sendo preparada uma nova temporada, porém o grupo vai para a RecordTV, no programa Legendários, e troca o nome temporariamente para "Banana Mecânica", porém sem o mesmo exito do canal musical. Em 2013 eles retornam para a MTV, mas ficam por pouco tempo, e em julho, o grupo comprou os direitos da marca e vídeos, para serem lançados na internet.

Ah não, meu! Puta! Mundo injusto meu!
-Boça
Hermes & Renato foi o Nirvana do humor. A parte anárquica, despojada, tosca, era só a embalagem de uma obra sofisticada, cuidadosa.
Tudo o que eles faziam era construído com solidez e lapidado à exaustão. O exemplo mais óbvio são as paródias musicais. “Unidos do Caralho a Quatro” não é só uma tiração com os clichês dos sambas-enredo, ou com as desgraças gramaticais das letras (“Desde os tempos mais primórdios…”). A coisa também é um baita samba-enredo em si. Sem os palavrões, ganhava o Carnaval do Rio nesse quesito. Não é exagero: o Massacration, criado para achincalhar os clichês do metal, virou uma banda de metal tão boa que passou a tocar nos festivais – abriram pro Sepultura, assinaram com a EMI
Esse cuidado se estendia a detalhes que outros humoristas costumam deixar de lado. Se o Boça pegava um táxi, a interpretação do taxista rivalizava com a do próprio Boça. Se o Joselito parava para tomar uma cerveja com os bróders, os bróders eram um mais figura do que o outro. Não é pouca coisa. Sem falar que o nome “Joselito” já deveria estar dicionarizado como sinônimo do distúrbio de personalidade que ele representa.

Desde os tempos mais primórdios
O caralho tá ai!
-Unidos do Caralha 4-


segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Por qual motivo Mutantes - Caminhos do Coração é tão ruim?

Essa capa me enganou... O cara do photoshop era bom!
Bianca Rinaldi, atriz conhecida por fazer novelas como a versão mais nova de Escrava Isaura, já fez muitos papéis em novelas da SBT e Record por exemplo. Entretanto, em entrevista ela tentou defender a novela Os Mutantes: Caminhos do Coração.
Você, meu caro amigo gostaria de ler uma história dos anos 50? Até anterior? Quando me atento aos anos da década de 1950, me refiro a isso pois os quadrinhos dessa época eram maniqueístas, mas por serem forçados a isso. As indústrias de quadrinhos viviam o macarthismo, quando o senador Joseph MacCarthy, caçava qualquer conteúdo que para ele parecesse com teor comunista. Ai tínhamos histórias toscas, tais como Superman com cabeça de inseto, Batman com capas arco-íris, Mulher-Maravilha querendo casar, entre outros roteiros degradantes. E o pior, construindo a história de uma forma porca. E é o que vemos em Caminhos do Coração. A que ponto? Vejamos
Primeiro temos as atuações. Pensa em algo ruim. As crianças não são instruídas de forma convincente, nos fazendo parecer que são crianças maniqueístas simplesmente sem personalidade. Coraline, um filme de stop-motion, consegue ser mais genuíno com crianças, do que uma novela com garotos e garotas reais. Mas você pode usar o pretexto de que elas não poderiam, nem saberiam lidar com atuação. Ok. Mas então veja Bianca Rinaldi. A mesma já fez a personagem principal de Escrava Isaura, mas aqui ela faz duas personagens tão maniqueístas quanto os jovens em atuação antes citados. E se quiser, nós podemos citar as pessoas comuns e com poderes, conversando como se poderes fossem comuns. E as vezes, com poderes similares. Qual a chance, de pessoas ficarem comentando de forma tão simples, sobre habilidades especiais como invisibilidade? Não faz sentido. "Olha só você tem o mesmo poder que eu. Que legal". Como alguém fala sobre poderes em um mundo que está descobrindo sobre poderes, como se estivesse falando que o tempo está bom? Ou quem sabe, uma teia que arde seria algo melhor para exemplificar. Mas ela arde com atraso. Onde já se viu?
Se não acha isso suficiente, vamos aos efeitos especiais. São ruins. Mal produzidos. E sem qualquer critério que nos faça querer acreditar. Ou que não nos faça elevar a "suspensão de descrença" as alturas. Por exemplo, você pode falar que para a época, os efeitos eram fracos. Entretanto, temos Tubarão. O filme sabia como usar efeitos fracos, de modo bem feito. Não mostre muito, para fazer bem feito. Qualidade acima de efeitos fracos. Se os ditos mutantes, tivessem seus poderes mais escondidos, isso faria com que a história tivesse mais segurança em seu roteiro e história. Mas não, tudo é explícito, mal feito e mal produzido.
Mas quer unir o ruim ao pior? Um tiranossauro rex! A novela que tem mutantes, dinossauros e aliens (que são os vilões, mas muito maus explorados) teve a cara-de-pau de colocar um grupo de policiais especiais (DPCOM eu acho) contra um dinossauro, muito mal produzido, com armas de atordoamento. E eles tinham armas para lidar com seres poderosos. Ou seja, uma cena fraca e sem sentido.
Uma história ruim, com atuação pior e efeitos práticos e visuais patéticos. Pronto.