Por muito tempo, o terror no Brasil foi tratado como algo menor, incompatível com a nossa realidade. Mas o país que criou o Saci, o Curupira e o Lobisomem da Serra do Mar nunca deixou de ser terreno fértil para o sobrenatural.
Autores como André Vianco, Rodrigo de Oliveira, Clara Madrigano e Cesar Bravo, estão abrindo espaço para uma nova fase do terror brasileiro. Mas também surgiram dezenas de vozes independentes: escritores que publicam por conta própria, transformando suas experiências em histórias que incomodam, provocam e encantam.
Entre os autores independente, nomes como Jaime Azevedo, Diego Bertioli, Daniel Gruber, Fabiana Volpato, Larissa Brasil e diversos outros representam o gênero com maestria, criando histórias envolventes e assustadoras sem o apoio de grandes editoras.
Agora, uma nova geração de autores está transformando o terror nacional. Eles misturam o horror psicológico com o realismo sujo, o folclore com o trauma social, a mitologia com a marginalidade.
O renascimento do terror nacional não é uma moda, é uma redescoberta. Um espelho de tudo o que tentamos esquecer.
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