sábado, 3 de fevereiro de 2024

Carmen Electra (estrela de S.O.S. Malibu) está compartilhando conteúdo adulto também!

Embora pareçam muitos mais, Carmen Electra participou apenas de 22 episódios de 'S.O.S Malibu' ('Marés Vivas', em Portugal).
Foi entre 1997 e 1998 que Lani McKenzie, sua personagem, conquistou um lugar no Olimpo de uma série que marcou os anos 1990.
A partir daí, Carmen Electra apareceu em dezenas de produções no cinema e na televisão.
Três de seus trabalhos mais conhecidos foram 'Scary Movie' (2000), 'Date Movie' (2006) ou 'Epic Movie' (2007). Seu último projeto como atriz data de 2018, quando integrou o elenco de um capítulo da comédia 'Alone Together'.
Para se renovar, e tendo em vista que o mundo da atuação acabou por deixar Carmen Electra para trás, a atriz optou pelo caminho cada vez mais recorrente do conteúdo adulto.
Carmen Electra sabe que pode jogar com elementos como a nostalgia do mito que virou, graças a 'S.O.S Malibu' ('Marés Vivas', em Portugal), e com sua atratividade.
Aliás, a atriz não só abriu um perfil em uma conhecida rede social de conteúdo adulto. Ela abriu dois!
Por um lado, Carmen Electra oferece uma opção gratuita com conteúdo variado, e com algumas fotos e vídeos que exigem pagamentos específicos para seu acesso. Por outro lado, ela conta também com um perfil para assinantes VIP, o mais comum nesta rede social e utilizado por muitas celebridades.
E se alguém pensa que a atriz se arrepende ou tem vergonha de ter que recorrer a este tipo de site para trazer dinheiro para casa, é porque não a conhece bem. "Adoro conectar-me com meus fãs. Às vezes eles fazem-me perguntas e é muito divertido. Não sei por que não fiz isso há um ano", comentou a diva, em entrevista ao Bustle.
Aliás, o pedido mais comum que Carmen Electra recebe, como ela mesma revela, é mais simples do que muitos podem pensar. "Os fãs adoram pés!"
Apesar de cada vez mais celebridades escolherem esse caminho, Carmen Electra entende que há quem não o compartilhe. No entanto, a atriz valoriza muito a liberdade criativa que esta plataforma lhe permite. "Hollywood está a mudar. Você tem que se sentir confortável consigo mesmo e viver a vida que deseja viver. Esta plataforma é perfeita porque sou a diretora criativa de minhas próprias filmagens em meu próprio tempo. Não há nada lá fora que eu tenha não aprovado", disse Carmen Electra.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

A trágica e magnífica história de Christopher Reeve: o exemplo de Superman seguido até hoje!

Falar sobre Christopher Reeve é falar do melhor Clark Kent que já se viu no cinema. Mas o ator também foi um super-herói por trás das câmeras.
Em 27 de maio de 1995, uma infeliz queda de cavalo mudou a vida de Christopher Reeve para sempre.
O ator era um grande entusiasta de equitação desde que começou a se preparar para o filme 'Anna Karenina' de 1985.
Até que, em uma competição de hipismo com obstáculos, em Culpeper (Virgínia), seu cavalo parou abruptamente, fazendo com que o famoso ator fosse arremessado. O resultado foi uma fratura em duas vértebras cervicais e a seção da medula espinhal.
Reeve ficou tetraplégico, incapaz de mover os pés e as mãos, e de respirar por conta própria. O cavalo em questão, o da imagem, era um belo puro-sangue marrom chamado Eastern Express, apelidado de Buck.
Os serviços de saúde tiveram que realizar reanimação boca a boca, após a qual, na ambulância que o levou ao Centro Médico Universitário de Charlottesville, ele recuperou a consciência.
O ator passou por uma arriscada cirurgia, que permitiu que ele recuperasse o movimento dos dedos de sua mão esquerda. Ele sobreviveu, mas, a partir desse momento, e pelo resto de seus dias, teve que permanecer em uma cadeira de rodas, com auxílio respiratório e cuidados permanentes.
Mesmo após passar seis meses no Instituto de Reabilitação Kessler, em Nova Jersey, a lesão era permanente e havia pouco que poderia ser feito.
No entanto, em menos de um ano, em março de 1996, Christopher Reeve enfrentou corajosamente sua difícil situação, tornando-se um exemplo inspirador. Ele reapareceu na cerimônia de entrega do Oscar e arrancou aplausos e emoção de toda a audiência.
Reeve fez um discurso emocionante no qual buscou enfatizar como o impacto da indústria cinematográfica pode ser canalizado como um porta-voz para diversas causas sociais. Ele falou sem perder o toque de humor: "O que talvez não saibam é que deixei Nova York em setembro e acabei de chegar a Los Angeles esta manhã".
A partir daí, dedicou-se a dar visibilidade a situações como a sua, promovendo diversas iniciativas por meio de sua própria fundação, que visavam apoiar a pesquisa para encontrar possíveis maneiras de recuperar a capacidade de andar.
Reeve conquistou o reconhecimento do público e da indústria ao dar vida ao melhor Super-Homem de todos os tempos. Um papel para o qual, além de já possuir qualidades físicas evidentes, ele se preparou meticulosamente, chegando a ganhar massa muscular suficiente para não precisar usar próteses em seu traje.
Além disso, ele tingiu o cabelo de preto (seu tom natural era loiro) e colocou óculos de aro para se parecer ainda mais com o icônico Clark Kent dos quadrinhos originais da DC.
Embora tenham sido considerados atores de renome para o papel, os produtores optaram por escolher um rosto novo. A decisão de apostar em Reeve foi acertada, e o público respondeu positivamente, transformando em sucesso os filmes da saga em que ele participou.
Porém, a carreira do ator também será lembrada por outros papéis, como o personagem de Richard Collier no filme ‘Em Algum Lugar do Passado' (1980).
Christopher Reeve começou atuando no teatro durante seus anos de estudante, fazendo sua estreia na Broadway, em 1976, com a peça 'A Matter of Gravity'.
Reeve gostava de seu trabalho na Broadway, mas não ganhava muito dinheiro, então pensou em desistir e ir trabalhar com seu pai. Foi nesse momento que ele soube do casting para o papel do Super-Homem e decidiu apresentar-se. O resto já sabemos.
Sua vida profissional não parou após o acidente. Em 1997, ele estreou como diretor no filme para televisão 'Armadilha Selvagem'. Além disso, em 1998, ele participou de 'Janela Indiscreta', dirigido por Jeff Bleckner, uma adaptação do clássico de Hitchcock.
Em termos de atuação, o vimos em outras séries como 'The Practice' e 'Smallville'. Em 2004, aventurou-se, novamente, como diretor com 'A História de Brooke Ellison'. Já em 2006, dois anos após seu falecimento, foi lançado 'Quico - O Pequeno Herói', um filme de animação dirigido em colaboração com Colin Brady e Daniel St. Pierre.
Christopher Reeve narrou parte de todos esses episódios em sua autobiografia ‘Still Me’ publicada em 1998. E ainda fez uma versão em audiolivro, que ganhou o Grammy de melhor álbum narrado do ano de 1999.
Um dos momentos mais angustiantes encontrados em suas memórias é quando ele confessou à sua esposa que pensava em deixá-la e tirar a própria vida. "Vou te dizer uma coisa, vou te apoiar em tudo o que decidir fazer, porque é sua vida e sua decisão. Mas quero que saiba que estarei com você para sempre, durante toda a vida, até o final. Você ainda é você, e eu te amo", foram as palavras de sua esposa, Dana Morosini.
Conforme o tempo passava, a saúde de Reeve foi se deteriorando, causando atrofia muscular e o surgimento de úlceras. Para tentar tratar uma dessas úlceras abertas na pele, precisamente, recebeu um tratamento com antibióticos, que resultou em um ataque cardíaco, no dia 9 de outubro de 2004.
Naquele 9 de outubro, ele entrou em coma e foi transferido para o Hospital North Westchester, em Mount Kisco, localizado em Nova York, onde morreu um dia depois, aos 52 anos.
Além de seu trabalho cinematográfico, fica também uma história de superação que serve de inspiração para as novas gerações.

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Quando o Tragicômico foi cômico, porém, querendo ser trágico

"A Crunchyroll Brasil apoia comunista". É com esse começo bizarro, de uma fala do vocalista da banda Tragicômico, que eu começo essa postagem.
Bem, vamos aos fatos o Wagner (vocalista e músico, além de criador da Tragicômico) colocou um vídeo, tratando sobre Gustavo Gaiofato, pois a Crunchyroll Brasil chamou ele para tirar uma foto na Comic-Con Experience. Pois o próprio Gaiofato estava lá para falar de um anime, Evangelion. E aí, o rapaz surtou por conta disso. 
Como se Crunchyroll fosse comunista... O que está longe para um caramba. Não é de agora que o cara fica nervoso a toa, mas, vamos por partes. Ele fala que não seria chamado pela Crunchyroll por ser "uma pessoa politicamente posicionada". O que não é bem por ai: Gaiofato, TAMBÉM é politicamente posicionado. Não importa se é de esquerda ou direita, eles só chamaram o cara pois sabia a repercussão que daria, simples assim.
A Crunchyroll é uma empresa privada, e suas ações só devem ser questionadas mesmo se ferirem alguma lei. Tipo, roubarem ou gerarem assédio moral contra funcionários. No livre mercado, um grupo empresarial está livre para fazer o que bem entender.
Independente das minhas críticas pessoais a João de Carvalho, Gaiofato e Load, não retira os méritos desses caras sobre uma visão diferente das obras pop. Simples assim. Agora, um membro de uma banda, que não tem a mesma carga de estudos (com todo o respeito), falar da Crunchyroll por uma clara inveja... Isso, obviamente, não desmerecendo ele como músico ou fã de anime, como ele mesmo se diz. Mas vejamos aqui uma coisa. 
Ele fala como se todos os animes no universo não tivessem um pé no socialismo ou comunismo. Aqui mesmo, eu já coloquei um texto tratando como Eichiro Oda pode ser sim comunista. Só a obra mais rentável no mundo, tem um viés, diferente da opinião de Wagner que acredita que esse regime foi o que "mais matou pessoas no mundo" (na verdade, nem precisa raciocinar muito que foi e é o capitalismo).
O mais bizarro mesmo, é o Wagner nem comentar sobre a precarização e pagamento baixo das pessoas que trabalharam lá, no evento. Ou de retirarem estandes de artistas, para que atores como Selton Mello, pudessem dar autógrafos. Mas o problema para a pessoa é o "comunismo invadindo meu evento, e falando com a plataforma de anime que deveria estar tratando comigo!"
E o cara ficou bravo com um cosplay do fantasma do comunismo! Putz, o que ele queria? Que tivesse um cosplay de Adolf Hitler??? Tanto o comunismo, quanto socialismo, capitalismo e anarquismo, não são tratados como criminosos. São apenas visões de sistema diferentes.
E em nenhum momento, ele coloca uma crítica REAL sobre o comunismo, ou contra o Gaiofato. Ele só fica nervoso e pronto.


domingo, 28 de janeiro de 2024

Blade: O caçador de vampiros

-Alguns idiotas tentam ir pelo caminho mais difícil...
Blade
Mais conhecido por ser interpretado por Wesley Snipes, em uma trilogia de filmes pela Newline e por uma série, pouco conhecida, e até um anime, Blade nasceu nas páginas da Marvel Comics.
Criado por Marv Wolfman e Gene Colan apareceu em Tomb of Dracula # 10 de 1973. Eric Cross Brooks nasceu em 1929, de uma mulher negra, chamada Vanessa Brooks. Ela foi enviada para Soho, na Inglaterra, onde encontrou abrigo em uma espécie de clube de jaz e bordel da Madame Veneri.
Vanessa já chegou grávida e ficou aos cuidados da Madame. Mas devido a uma complicação pela gravidez, precisou da ajuda de um médico. Diácono Frost, nesse caso.
Na realidade, ele era um falso médico, que veio ali se aproveitar da fraca Vanessa. E assim o fez, com a mãe morrendo. Mas Madame Veneri impede que a criança fosse morta, que conseguiu nascer e ela o criou.

-Você é humano.
Blade
-Quase. Sou advogado. Consórcio de saúde európeia.
Carter Kounen
Eric Brooks recebeu enzimas da criatura das trevas, devido ao cordão umbilical. O que lhe concederia algumas habilidades de vampiro, mas não seu caráter de atacar pessoas.
Com nove anos, Eric vê um senhor sendo atacado por outros homens. Eram na verdade vampiros. E ele os derrota. Descobre que aquele que salvou era Jamal Afari. Além de ser um músico de jazz, também era um caçador de vampiros. Que já teria derrotado o próprio Drácula. Os dois tem um relacionamento de pai e filho
Ainda assim, Jamal teria sido encontrado tempos depois pelo Senhor dos Vampiros, Drácula. E esse, transformou o pai adotivo de Eric Brooks. O que forçou aquele rapaz a matar seu antigo mentor.
Seu nome, Blade, foi como se autodenominou, devido as armas afiadas que preferia, ao matar vampiros.
Ele é imune a mordidas de vampiros, por já ter parte de sua maldição em seus genes, devido ao seu “pai”, Deacon Frost. Tem força, agilidade e resistência elevadas, taxa de regeneração alta e envelhece muito lentamente. É ótimo em artes marciais, além de dominar diversas armas, tais como facas, estacas, espadas, punhais e armas de fogo (em especial com bala de prata). Consegue detectar criaturas sobrenaturais.

Quer pegar o caçador? Começa com a presa.
Blade
Já participou de grupos como os Night Stalkers (Andarilhos Noturnos), Filhos da Meia-Noite, X-men e os Vingadores.
Devido a um confronto com o Morbius, o vampiro vivo, suas habilidades seriam modificas. Ao ser mordido pelo vilão do Homem-Aranha, ele perde todas as fraquezas de um vampiro. Sendo conhecido pelos seres das trevas como Daywalker (O Que Anda de Dia). Só necessitando mesmo tomar sangue, mas isso é evitado através de um soro que ele mesmo produz.
Muitas mudanças ocorreram no personagem, exatamente por conta dos filmes de Blade. Alguns fatos e fatores foram mexidos, pois o sucesso gerou na Marvel, a ideia de lidar com o personagem de outro modo. Até deixando ele mais parecido, na fisionomia, com Wesley Snipes. Isso aconteceu com alguns personagens como foi com o Homem de Ferro e o Senhor das Estrelas.
I-ya, eu-ya
Eu contra eu
Carne da minha carne
E mente da minha mente
Dois de um tipo, mas um não vai sobreviver
Massive Attack (ft. Mos Def) - I against I

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Modelo plus size é Miss Nepal em Miss Universo em 2023


Esta é Jane Dipika Garrett e é a representante como Miss Nepal, que faz história no Miss Universo ao se tornar a primeira representante “plus size” a desfilar neste concurso de beleza.
A mulher mede 1,70 metros, pesa 80 quilos e se tornou um símbolo de diversidade e inclusão no mundo da beleza. Após sua apresentação na passarela, mostrou seu carisma, segurança e conseguiu quebrar estereótipos.
Tem 23 anos e na gala preliminar foi a mais ovacionada desde El Salvador, país anfitrião do Miss Universo 2023 cuja final será neste sábado, 18 de novembro.
O motivo disso ser importante dentro do blog que trata sobre cultura nerd, é que as pessoas podem fazer parte de qualquer mundo. É isso que todo o nerd deveria, deve e deverá saber, mas que os nerdolas jamais compreendem.

sábado, 20 de janeiro de 2024

Contos do Corvo e a gourmetização de livros de RPG

Certa vez, eu ouvi da galera do Contos do Corvo - em especial seu narrador, o Bruno - falando que o pessoal tem que pagar mesmo os preços de RPGs, nos últimos tempos. Ou seja, os valores que empresas sempre colocaram e ainda colocam para os básicos, suplementos e tudo que tenha a ver com esse trabalho, deve ser aceito. O que, na minha opinião, assim como as HQs, se torna tão ruim quando os quadrinhos que estão com preços abusivos. De que forma? Vamos por partes aqui.
Um dos nomes maiores, com relação a livros de RPG por muitos anos, foi a Devir. Ela foi o principal nome para quem mexia com obras como Dungeons & Dragons e da White Wolf (Vampiro A Máscara, Lobisomem O Apocalipse, Mago A Ascenção, etc). Até recentemente, quando falamos desse hobby querido, nós vemos empresas como a Retropunk e a Galápagos, cada uma abrindo caminho nesses universos trabalhos. 
Não vou mentir, mas com exceção de D&D, boa parte dos meus livros são "piratas": PDFs baixados de certos sites ou impressos de forma "xerocada".
Um exemplo claro de como há uma gourmetização dos valores para livros de RPG é o seguinte: os atuais livros de RPG, por exemplo, de Vampiro A Máscara - Quinta Edição, valem mais de 200,00 R$. Fácil, fácil. Mas ainda assim, preços de livros que não são mais canônicos, como o Vampiro - Terceira Edição e Vampiro O Réquiem, ficam hoje em dia por 150 a 190,00 R$. Pois os colecionadores não querem vender esses livros. 
Tá bom, mas para você, jovem protetor do capitalismo, por qual motivo isso é ruim? Faz parte dos valores desse setor de livros, mesmo que seja ruim eles se manterem nesses preços. Isso impede novos jogadores de surgirem. Um livro, comum, que já está em valores altos, fica por no mínimo 30,00 R$. E os mais jovens não irão gastar sua grana suada (ou não) para isso. 
Os livros de RPG nacionais, fazem muita coisa e mesmo assim, não tem seu valor merecido, pela galera brasileira. Um exemplo é Abismo Infinito.
Abismo Infinito, vencedor do Concurso Faça Você Mesmo de game design promovido pela Secular Games em 2011, é um jogo narrativo de horror psicológico em que os protagonistas são astronautas, distantes no espaço, envolvidos em uma trama de pesadelos lúcidos e manifestações de seus próprios medos. E o PDF está por 10,00 R$, apenas isso.
Ainda assim, tem gente que diz que vale a pena gastar grana com outras coisas. Eu conheci gente que já falou se sentir honrado por ser "pirateado", pois significa que seu trabalho (no caso, um livro de história) é tão bom que fizeram isso. Além de notarem o preço abusivo deles. Imagina se formos ver no RPG?

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Justiceiro e o seu símbolo sendo usado de forma errada

Nos Estados Unidos da América, ocorreu uma onda de usarem o símbolo do personagem Punisher (Justiceiro, em português) em roupas, uniformes, armas e proteções policiais. Só que isso é errado de tantas formas que até o criador do personagem já falou isso.
Frank Castle, o nome civil do Justiceiro, apareceu inicialmente como antagonista do Homem-Aranha. Isso na edição 129 da revista Amazing Spider-Man, em 1973. Criado por Gerry Conway e desenhos de Ross Andru e John Romita, originalmente seria um sobrevivente da Guerra do Vietnã. Ao voltar para solo americano e tentar manter uma família, vê eles sendo mortos na sua frente, por mafiosos. E então vemos que ele busca vingança feita com as próprias mãos. Olhe só, que curioso, o termo Justiceiro é em português. Só que em inglês poderia ser algo como "Punidor", ou seja, não era alguém que busca justiça, mas sim punir. 
E por conta desse raciocínio, que o próprio autor se opõe ao uso desse símbolo por policiais. Conway falou em uma entrevista de 2017, ao site Syfy Wire, o seguinte "Para mim é perturbador quando eu vejo figuras de autoridade, se apropriando das imagens do Justiceiro. Porque o personagem representa o fracasso do sistema de justiça. Ele é feito para indicar o colapso moral da autoridade social. E que a realidade de algumas pessoas, não pode depender da atuação de instituições, como a polícia e os militares, de forma justa e capaz."
Em 2019, o fotógrafo Maneco Magnésio, tirou uma foto em uma manifestação, na Avenida Paulista, a favor de Bolsonaro. A imagem é simbólica demais.
Já em 2020, como em um assunto sinérgico, Conway foi novamente contra o uso desses símbolos. Dessa vez, com policiais usando eles contra os membros do movimento Black Lives Matter. Tanto que o autor começou a ajudar com uma campanha de financiamento financeiro para o BLM.
Os símbolos existem e devem ser usados de modo apropriado. Isso me fez lembrar de uma HQ, em que o Justiceiro (na época, escrito por Garth Ennis) mata outros três personagens que eram fãs de seu "trabalho". Frank simplesmente fez isso, pois ele não faz isso pois ele quer ser um herói, ele o faz por ódio. Mas ainda há um código moral em seus atos. O que não existe nem nesses policiais e manifestantes.