quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Materiais fictícios da Marvel

Na ficção, assim como na realidade, existem materiais que fazem parte do dia a dia. Entretanto, alguns deles são extremamente importantes. Perigosos demais em alguns casos.
Adamantium: Quando o capitão América esteve em Wakanda para deter os nazistas, eles lhe entregaram um pequeno pedaço do metal precioso, vibranium. Em seguida, ele o entregou ao exército para que ele fosse estudado. Myron MacLane, era quem estava a frente desses experimentos sobre o metal, que já desenvolvia formas super resistentes de metais. E assim, ele criaria tanques de guerra indestrutíveis a partir dessa ideia.
E tentou criar ligas metálicas, mas depois de muito trabalhar, MacLane, cansado caiu no sono e no dia seguinte, ele descobriu que a liga que tanto queria se tornou realidade. Ele colocou aquela liga em uma forma de disco para manter ela preparada. Contudo, como ele tinha dormido na experiência, ele jamais conseguiu repetir o processo. Aproveitaram esse novo material e  transformou no escudo do Capitão América.
Ele não desistiu de recriar essa liga, mas foi ai que ele criou o resistente adamantium. Ou seja, ele é a tentativa de obter uma liga única, como a do material que originou o escudo do Capitão. Para obter o adamantium, diversas ligas devem ser misturadas a um temperatura de 1.500 graus Fahrenheit, que dá mais ou menos, 18 mil graus Celsius. Há uma janela de oito minutos, para que o metal seja moldado. E depois disso, se torna tão resistente que se torna resistente ao impacto de uma bomba de hidrogênio.
Alguns dos mais famosos usuários de adamantium, fora Steve Rogers são Victor Creed (Dentes-de-Sabre) e Logan (Wolverine)
Vibranium: Como vimos até agora, o vibranium veio de um meteorito. O metal que faz parte de Wakanda, mas não foi o primeiro a ser citado, mas sim o vibranium antártico. Citado na revista do Demolidor #13, em 1966. Existindo uma diferença crucial entre ambos.
O vibranium antártico foi encontrado por um explorador e cientista chamado Sir Robert Plunder, que descobriu ele na Terra Selvagem. E o metal soltava uma certa vibração. Que poderia desfazer tudo ao redor dele em nível molecular que fosse feito de metal. Ele pode ser chamado de vibranium tipo-B, ou como é mais conhecido, anti-metal.
Ele desfaz as ligações moleculares dos metais. Por isso, quem vê de fora pensa que o metal se liquefez. Sendo usado tanto por heróis como vilões depois disso.
Já o vibranium de Wakanda, é bem diferente. Esse metal absorve vibração (diferente do anti-metal, que gera), o que torna ele impenetrável e indestrutível. Essa variedade, que mais conhecemos apareceu na revista do Quarteto Fantástico #53. Descobrindo os avanços tecnológicos só daquele metal, ele é capaz de absorver danos de quase qualquer intensidade cinética (como o impacto de uma bala) e armazena essa força nas suas ligações moleculares. 
O que significa que poucas gramas desse material custam milhões de dólares.
Uru: Quando assistimos Vingadores Ultimato, ficamos espantados por conta do escudo do Capitão América se destruido. Entretanto, pode ser que seja uru. 
Uru é uma substância feita a partir de pedra e metal. Somente o calor de uma estrela, ou das forjas de Asgard consegue gerar calor suficiente para modelar o metal. Por causa disto, as armas forjadas utilizando este metal são extremamente resistentes a danos.
O Uru foi usado para construir o martelo do Thor, Mjolnir; a lança de Odin, Gungnir; o martelo do Bill Raio Beta, Stormbreaker; a Thunderstrike e a armadura Thorbuster, criada por Tony Stark.
Osmium: O osmium é a substância orgânica que surge naturalmente no corpo de alguns mutantes. O metal é uma espécie de aço orgânico extremamente resistente e quase impenetrável.
O Colossus, dos X-Men, consegue transformar todo o seu corpo neste tipo de metal, o que o torna muito mais poderoso.
Dargonita: A dargonita (via Comic Book Resources) é um metal bastante desconhecido, mas que já apareceu nos quadrinhos. O nome do metal é em homenagem a Dargo Ktor, uma versão alternativa do futuro de Thor, do Século XXVI. Nas edições em que apareceu, o metal se provou ser mais resistente que o adamantium. Uma versão alternativa do Justiceiro, por exemplo, conseguiu, com uma bala de dargonita, perfurar a armadura de proteção de adamantium de Vance Astro, um dos membros originais dos Guardiões da Galáxia.
Por ter seu nome inspirado em uma versão alternativa de Thor, é capaz do metal ter sua origem ligada ao Uru, o metal que compõe o Mjolnir, originando do núcleo de uma estrela moribunda.

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Filmes bons de games

Muitos filmes se baseiam em games de origem (quase sempre) japonesa. E aqui pretendo listar os bons e maus filmes desse tipo. Contudo, saibam que existem muito poucos filmes bons baseados em video games. E o primeiro é baseado em um game de origem americana e o outro japonesa. Aqui listo só DOIS:
Mortal Kombat: Em 1995 saiu o filme baseado em um dos jogos mais sangrentos daquela época. Não tão pesado quanto os jogos, mas ainda assim, é uma boa adaptação.
Liu Kang tem um sonho profético, onde seu irmão é morto por um homem estranho, Shang Tsung. Ao ir até o Templo da Luz na China, onde cresceu, ele descobre que o sonho era verdadeiro. E o assassino era do Outworld. 
Acontece que a cada 10 anos, os combatentes da Terra enfrentam os seres de Outworld torneio. Aquele que vencer dez campeonatos seguidos dominará o plano terrestre. As criaturas desse outro mundo é formado por seres ardilosos, magia negra e forças estranhas. O que culmina com os heróis terrenos já tendo perdido oito combates. 
Shang Tsung é o feiticeiro pessoal do imperador, senhor de Outworld, e quer dominar o mundo mortal. Além da magia e usar a força de seus inimigos derrotados, Tsung conta com Goro. Ele é o príncipe dos shokans, uma raça de quatro braços e extremamente poderoso e invicto até aquele momento
Raiden, o deus do trovão e protetor do plano terrestre, quer usar Liu para deter os planos dos inimigos. Para isso usa além do chinês, Sonya Blade (que quer vingança por seu amigo morto Kano, que estará no torneio) e Johnny Cage (um artista de Hollywood que é considerado um canastrão e falso).
Já do lado se Tsung estão além de Goro, Sub-Zero (um ninja que controla gelo), Scorpion (outro ninja que parece ter habilidades bem perigosas), Kitana (filha adotiva do imperador) e um ser reptiliano que esta nas trevas. E assim, depois de uma conturbada viagem de navio até uma ilha perdida no mundo começa o Mortal Kombat.
Silent Hill: A história do filme adapta o enredo do primeiro jogo. Contudo, ela altera o foco de quem é o personagem principal do filme. Em vez de ser o marido é a mulher quem sofrerá na Colina Silenciosa. E tem um final diferente da saga dos games.
Aqui no Brasil ele ganhou o nome de Terror em Silent Hill. Ele conta a história de Rose e sua filha adotiva Sharon. A menina tem ataques de sonambulismo e sempre se refere a um lugar chamado Silent Hill. Ela então parte com a garota para a tal cidade sem não imaginar onde iria se enfiar...
Ela chegando até o lugar, encontra com tudo aquilo que se tem nos jogos da franquia: uma seita que venera uma divindade extremamente bizarra com parte de sua estrutura baseada no catolicismo e seres demoníacos que não poderiam ter surgido nem do pior pesadelo de um psicopata.
Tudo isso envolvendo Sharon e uma outra pessoa, chamada Alessa, que é parte de um ritual. Qual sua finalidade? Rose só vai saber da pior maneira possível... E quando um alarme toca na cidade, algo muito ruim esta vindo...
Enquanto em Silent Hill, temos Henry indo com a menina para a cidade bizarra, este fica buscando sua mulher e filha. Sem sucesso. 
Há também a inclusão do Pyramid Head, personagem icônico da franquia que só apareceria mesmo em Silent Hill 2.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Grupos Mutantes: Muito além dos X-Men - Parte 3

Morlocks:
Os Morlocks são os mutantes que, na maioria das vezes, possuem mutações que afetam sua aparência severamente, impedindo que eles convivam em sociedade sem que eles sofram muito com o preconceito. Assim, eles vivem escondido nos esgotos e subterrâneos, tentando sobreviver.
O grupo possui poderes variados e, na maioria das vezes, eles acabam sendo alvos extremamente fáceis de grandes massacres – sejam os feitos por humanos, quanto por alguns mutantes.
Alguns dos membros dos Morlocks são Calisto (líder dos Morlocks), Sanguessuga, Caliban (farejador de mutantes), Medula, entre outros.
Curiosidade: Spyke, que aparece na animação X-Men Evolution, seria uma versão da mutante Medula.
X-Factor: O X-Factor é uma equipe derivada dos X-Men, surgida com o propósito de melhorar a imagem dos mutantes na mídia e no governo. 
Inicialmente, o X-Factor foi formado pelo grupo original de X-Men: Ciclope, de Scott Summers; Garota Marvel ou Fênix, de Jean Grey; Homem de Gelo, de Bobby Drake; Fera, de Hank McCoy; e Anjo, de Warren Worthington III.
Mas depois, o X-Factor se tornou um mecanismo do governo para lidar com problemas mutantes. Ao ponto de tentar reabilitar, terroristas mutantes como Victor Creed (Dentes de Sabre) e Raven Darkholme (Mística). 
Entre suas fileiras já tiveram Fortão, Polaris (uma das filhas de Magneto), Shatterstar, Lupina, Rictor, Destrutor (irmão de Scott Summers), M, Layla Miller, Mercúrio, Homem-Múltiplo, Forge e Selvagem. 
Já existiram versões da equipe para missões táticas e para investigações. 

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Duel Masters e Magic The Gathering: qual foi a treta?

Inicialmente você pode só imaginar que é mais uma das trocentas histórias de cards ou mons, que existem no Japão. Mas não é BEM por ai. Vejamos:
A Wizard of the Coast conseguiu um modo de produzir uma história com a editora de mangás Shogakukan. Assim promover o jogo de cartas Magic The Gathering (o que é engraçado, pois Yu-gi-Oh! seria também para falar de RPG, tanto que a batalha final contra Bakura seria assim).
O mangá de Duel Masters foi publicado pela revista Coro Coro Comics, em 1999. Ele não foi um tentativa de competir com Yu-gi-Oh! pois o anime que fez Yugi famoso só saiu em 2000. No máximo, a inspiração foi o mangá, ainda assim dificilmente saberemos disso.
Entretanto, ao que parece a Wizard não gostou da história que Duel Master era. Pois ela era uma história das crianças jogando com os cards, ao invés de ser sobre os cards. Caso não saibam, a história de Magic The Gathering é rica, ao qual possuí muito conteúdo para ser explorado. Entretanto isso seria difícil. Alguns ainda acharam que seria melhor transformar no Japão o Magic The Gathering em Duel Masters, um card game com base em Magic, só que mais "light" digamos assim.
A franquia gerou animes.

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

O live-action de Mulan foi mais bem elaborado do que você pensava...

"Não há canções em uma guerra". Alguns podem ser contra, outros a favor. Mas o filme de Mulan está ai para assistirmos. Mas essa citação sobre o filme desagradou demais os mais nostálgicos. Entretanto, ele é um filme, uma produção com investimentos. Ou seja, muita grana colocada nesse filme. E precisava render um lucro certo. Vamos por parte.

O primeiro fator: A Disney não aposta mais com o sucesso
Os live-actions precisam render ótimos lucros. As histórias dos filmes que estão recebendo versões modernas foram sucesso da empresa, são algumas das obras primas da Disney. Entre eles temos A Bela e a Fera que é uma adaptação, com poucas mudanças e A Bela Adormecida (chamada de Malévola) que tenta ver a obra com outros olhos. Dos da vilã. De uma forma única com Angelina Jolie, onde podemos ver uma perspectiva diferente da personagem.
Ou seja, a empresa tem um gasto, que precisa voltar a dar lucro para eles. Pois ela já passou por vários problemas como com filmes em animação 2D (Atlantis, A Nova Onda do Imperador, Planeta do Tesouro) e 3D (O Galinho Chicken Little). Então, mesmo sendo uma empresa que era o topo da qualidade, ela tinha manter o padrão de qualidade nesse live-action. Tanto que eles não apostam com filmes, até mesmo com relação a Marvel. Que foi comprada pela Disney e só fazia filmes de heróis "family friendly". Vamos notar como isso e a questão regional são importantes para a empresa.

O segundo fator: O problema com Mushu
A China é uma nação com o maior índice demográfico e um dos países com maior extensão territorial, até os dias de hoje. E como país socialista, ele é usado como referência para esse sistema. Então, ele se torna o foco de tentativas das empresas para fazer lucro com filmes. Pois consegue bastante dinheiro com produções no país. Mas para isso, tem que se der cuidado.
Quando Ji Xinping foi comparado ao Ursinho Pooh, isso criou um incidente diplomático, ao ponto do filme em live-action que trata sobre o personagem (Christopher Robin - Um reencontro inesquecível) foi proibido por lá.
E o filme original, Mulan, não fez sucesso. Por qual motivo? Mushu.
Entenda. Fu Mulan é a personagem de uma lenda em poema chinês. Mas a personagem Mushu não existe nele. Foi criado para fazer piadas junto ao grilo da sorte e o cavalo de Mulan. Um alívio cômico. O problema é o que um dragão espiritual representa aos chineses. Vamos por partes:
Um dragão chinês é um ser místico com poderes divinos e referenciado na cultura daquele povo. Tanto que ele aparece em diversas tradições da cultura deles. Desde um dos animais associados aos signos do zodíaco chinês, até um dos animais sagrados que protegiam a Cidade Proibida. Ou seja, dentro daquele contexto, fazer piadas com isso não foi bem visto pela população do país. 
Então, não ter cuidado com isso poderia não só causar problemas em questão de lucro, como também causar um mau estar. A prova de como isso é verdade, é que no filme da Marvel (já comprada pela Disney), Doutor Estranho, o Ancião (personagem de Tilda Swinton) não mora no Tibete, como nas HQs. Pois o Tibete vive um conflito com a China, desde os anos 50, quando a segunda invadiu a primeira. Desde então, o governo chinês considera aquele lugar território deles.
Se no filme, a Marvel falasse que o Ancião era tibetano, ela queria dizer que o Tibete era independente. O que poderia deixar um bilhão e trezentos mil espectadores confusos ou constrangidos ou enfurecidos com o longa metragem. Pois a China é o segundo maior mercado consumidor de filmes do mundo. 
Ou seja, Hollywood e a Disney podem não gostar do socialismo, mas se rendem aos dólares obtidos da China. Capitalismo vivendo da grana socialista.
E isso explica o motivo das mudanças. E faz sentido, pois para Hollywood, filmes são investimentos.

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Histórias com linhas do tempo bagunçadas

Donnie Darko: Donnie Darko é um filme complexo, pois ele na verdade, não explica como funciona a viagem no tempo. Isso é deixado subentendido na história do longa metragem. 
No filme, temos esse personagem, Donnie Darko, que vive no fim dos anos 80. O personagem principal Donnie, que é interpretado por Jake Gyllenhaal, um estudante colegial se vê em uma situação bizarra: o jovem que já tem problemas psicológicos, que passa a enxergar um homem vestido de coelho (ao menos ele acha que é...) com uma "face" bizarra; ele encontra uma idosa louca chamada Vovô Morte, que vive vendo a caixinha do correio.
Há muitas críticas envolvendo o sistema de educação norte-americano. Além de fazer associação a filosofia sobre a morte, conceitos sobre o bem e o mal. Mas o principal envolve o tema de viagem no tempo que tem uma certa ligação com esses conceitos citados no filme. Sem contar as alusões que poucos variam em obras assim (como o nome de Donnie Darko, que lembra dos heróis, como da Marvel que repetem a primeira letra nos nomes).
O filme em si fez pouco sucesso quando foi lançado, talvez por ser difícil de entender. Entretanto, depois de se passarem alguns anos, ele foi elevado ao nível de obra cult. Sendo que custou U$ 3.800.000,00, sendo que foi o único filme desse diretor realmente bom.
Dark: Muita gente diz que Dark teria copiado Donnie Darko. Na verdade, isso se deve pois ambos são parecidos, pois lidam com ciclos e viagem no tempo, além de um nome até que parecido. Mas não passa disso.
Dark é uma série concisa. Uma das melhores dos últimos anos, ao lado de Breaking Bad (que aliás, é tão curta quando a série de Walter White, com só 3 temporadas). Pois como Donnie Darko, ela não explica o que faz, mas como é uma série mais moderna, há mais gente compreendendo. Nada impossível de se entender 100% como uma obra de David Lynch (como Twin Peaks).
A história se passa na cidade de Widen. Falando sobre quatro famílias. Tudo teria começado no dia 21 de Junho de 2019. Quanto Michael Kahnwald comete suicídio. 
Em seguida, no Outono daquele ano, o jovem Erik Obendorf desaparece. Pouco depois, o estudante Jonas Kahnwald regressa a cidade depois de ficar afastado, em um hospital psiquiátrico, depois do suicídio de seu pai.
Quando Jonas e seus amigos fazem uma viagem noturna na floresta, Mikkel Nielsen some. O pai do garoto desaparecido, o policial Ulrich Nielsen, e do jovem Erik, estão ligados ao de seu próprio irmão em 1986.
Enquanto isso, mais acontecimentos bizarros acontecem em Widen.
Acontece que muito do que acontece envolve a viagem no tempo. E existem elementos bíblicos citados de forma velada por todo o roteiro. Pois existe algo ou alguém tramando tudo isso. 

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

O Pequeno Ninja

Em 1990, ninjas estavam na moda por aqui: Jiraiya, o Incrível Ninja fazia um enorme sucesso nas manhãs e tardes da saudosa Rede Manchete enquanto a Globo reprisava constantemente filmes como Guerreiro Americano e Ninja 3- A Dominação em sua programação. Foi nessa época que apareceu nas bancas brasileiras uma interessante publicação infantil nacional chamada O Pequeno Ninja.
Criação de Tony Fernandes (roteirista) e Vanderlei Felipe (desenhista), a revista contava as histórias de Eugênio, um garoto treinado na arte do ninjútsu  que assume a identidade de Pequeno Ninja para praticar o bem.
O Pequeno Ninja misturava bem o clima de aventura próprio dos Comics e filmes de ninja com os elementos típicos das HQ’s infantis: Tínhamos o animal de estimação falante e fiel parceiro Shaken, o cachorro ninja, e a turminha da qual faziam parte Ciça (a paixão de Eugênio que só tinha olhos pro ninja), Biriba (o atleta brigão) e Kika (a melhor amiga de Ciça). As histórias iam do cotidiano escolar a apuros em outras dimensões.
Publicado pela extinta editora Ninja, O Pequeno Ninja fez certo sucesso, estrelando várias publicações até meados de 92. Chegou mesmo a gerar duas spin-offs: Shaken teve sua própria revista e um novo personagem chamado Khin, O Pequeno Samurai foi criado e teve também seu próprio gibi. Ambas as publicações, porém, não foram longe. Até mesmo o Capitão Ninja, o da UFO Team que vivia aparecendo na Dragão Brasil, surgiu aqui. O ninja e seus companheiros deixaram as bancas pela primeira vez.
Segundo O Guia dos Quadrinhos, rolou uma treta e O Pequeno Ninja chegou a ter os seus direitos autorais registrados de forma indevida por Fernando Mendes, editor da Ninja, e começou a ser desenhado pela equipe de João Costa. Os autores originais, Tony e Vanderlei, processaram Mendes e ganharam a causa, obrigando-o a retirar os exemplares de circulação e, mais tarde, a comprar os direitos autorais dos criadores do personagem na boa.
Em 2002, após um longo hiato, o ninja retornava as bancas, pela editora Cristal, em versão mangá. Apesar da esperteza em pegar a onda dos gibis japoneses, que faziam muito sucesso naquele momento, a iniciativa não deu certo e o ninja ficou hibernando, após o fim da série, até 2007, quando a editora On-Line o trouxe de volta em HQ’s e revistas de atividades, preservando suas características originais. Infelizmente, o herói mirim deixou as bancas novamente, em 2009.
Enfim, a história do Pequeno Ninja nas bancas é uma síntese da história do mercado nacional de quadrinhos, onde apenas Mauricio de Souza conseguiu vingar.