segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Robert E. Howard e seu Conan, Rei Kull e Solomon Kane

Conan! Conan é o homem mais implacável que já existiu... Com um longo cabelo preto, olhos azuis claros. Ele é um guerreiro, nascido em campo de batalha. Para ele, combate é um estilo de vida. Isso é tudo que ele sabe. É tudo que ele quer saber! Ele não é um soldado o qual ensinaram a lutar... Para ele, lutar é instintivo. É parte dele. Como suas pernas, seus braços, seu tronco, seu pescoço musculoso
Robert E. Howard
Atualmente, o personagem Conan, que estava nas mãos da Dark Horse, voltaram para as mãos da Marvel. Tanto que ele está fazendo parte do universo de HQs de heróis como Homem-Aranha e Hulk. Aproveitando essa deixa, eu achei que valeria a pena tratar sobre ele e seu criador. Robert E. Howard. E as influências desse homem. 

Entre os anos que os oceanos tragaram a Atlântida, e a ascensão dos filhos de Aryus, houve uma era nunca antes sonhada. Dela veio Conan. Destinado a carregar a valiosa coroa da Aquilônia sobre uma fronte perturbada. 
-Abertura de Conan, o Brárbaro no filme 
Nascido em 22 de Janeiro de 1906, Robert E. Howard era de uma cidade pequena do Texas. O nome de sua mãe era Esther Jane Howard e de seu pai era Isac Mordecai Howard. O pai era um médico local daquele pequeno espaço texano. Na verdade, era o único da cidade inteira. 
A mãe dele marca toda a influência intelectual de Howard até então. Pois desde cedo, seus professores notavam que ele tinha um talento natural para a escrita. Tanto que com nove anos, escrevendo com base na revista Adventure. 
E com nove mesmo, ele estava com seu pai em uma biblioteca, quando encontrou um livro em especial. Ele contava algumas lendas de culturas antigas de indígenas. Os chamados pictos, que usaria em histórias de deu personagem mais conhecido por nós, Conan.
Depois de escrever diversas histórias, mandou elas para a revista Adventure e a Argosy. Mas sempre foi rejeitado. 
Em 1922, quando tinha apenas 16 anos, se mudou para uma cidade vizinha chamada Brownwood. E então terminar seu último ano no ensino médio. Foi lá que conheceu alguns amigos que compartilhavam com ele seu interesse na literatura.Os mais importantes entre eles eram Tevis Clyde Smith e Truett Vinson. 
Pouco tempo depois os três jovens começaram a escrever para alguns jornais e revistas amadoras. Foi então que Vinson apresentou Howard a um jornal chamado de The Tatler. Esse jornal de Brownwood que imprimiu os escritos de Robert pela primeira vez.  
Ele teria apresentado nele, ainda em 1922, as histórias Golden Hope Christmas e West in West. Que ganharam prêmios de ouro e prata, respectivamente. 
Em 1923 ele se formou e passou o fim da adolescência trabalhando em alguns lugares. Ele fazia isso, mas não gostava de trabalhar com outras pessoas.
Foi só em 1924 ele vendeu seu primeiro conto para uma revista chamad Weird Tales. Esse conto era sobre homens da caverna e se chamava Lança e Presa. Lhe rendendo 16 dólares. Foi então que ele decidiu parar de trabalhar e se dedicar totalmente a escrita. Logo em seguida, ele soube que mais um conto seu tinha sido aprovado na Weird. 
Já em 1925, ele recebeu o dinheiro por esse segundo conto. Um ano depois apenas...
Seu primeiro personagem conhecido foi criado em 1929 e se chamava Kull. Esse personagem foi adorado pelo público e a Weird Tales pagou 100 dólares dessa vez! Escreveu várias histórias do personagem, mas após duas serem rejeitadas, ele desanimou e parou de escrever sobre ele.
Em 1930, Howard leu uma história de HP Lovecraft na Weird Tales. E por isso, decidiu enviar uma carta ao escritor. E Lovecraft incrivelmente respondeu Howard e se tornaram amigos!

Nessa era surgiu Conan, o Cimério... De cabelos negros, olhar sombrio e espada em punho... um ladrão, salteador, matador, dono de gigantesca melancolia e gigantesca jovialidade... para esmagar os tronos adornados da Terra sob as sandálias que calçavam seus pés.
-Descrição sobre Conan
Quando Howard viajou para Fredericksburg, em 1932, e ficou horas olhando para montanhas, que ele criou a Ciméria. E assim, ele criou Conan, o bárbaro. 
"O Conan simplesmente cresceu em minha mente quando eu estava parado em uma cidade fronteiriça no Rio Grande"
E assim, ele criou seu próprio mundo, aonde esses personagens habitariam, a Era Hiboriana. Preenchendo esse mundo com suas próprias nações, monstruosidades e magias. A primeira aparição de Conan foi na Weird Tales, ainda em 32. O que lhe fez publicar 17 histórias nessa revista. 
Mas já em 1934, ele começou a perder o interesse no Conan e queria publicar algo novo. Pois queria escrever histórias de western (faroeste).
Tempos depois ele escreveu sua última história para a Weird Tales, do Conan, Red nails. O que não impediu do personagem influenciar diversos escritores por muitas décadas. 
Ele só deve uma namorada por toda a sua vida. Há um livro e um filme que contam sobre esse relacionamento. O longa metragem é chamado de The Whole Wide World.
Howard era extremamente apegado a sua mãe. Ela era a única pessoa que ele confiava e amava. Ainda na infância do escritor, ela contraiu tuberculose. E em 1936, ela acabou entrando em coma. Os médicos avisaram que provavelmente ela jamais iria acordar. 
Robert E. Howard, muito abalado com essa notícia, pegou seu revolver, entrou em seu carro e atirou em sua própria cabeça. 
Conan é um fenômeno publicado até hoje. Tanto que é comparado até hoje com JRR Tolkien, escritor de O Senhor dos Anéis. 

Nem todos os caminhos para a redenção são pacíficos.
-Solomon Kane
Conan, o Bárbaro: Conan, o Bárbardo, Conan, o Conquistador, Rei Conan e Conan da Ciméria. Esses são alguns dos nomes desse personagem fascinante. Ele sempre foi uma válvula de escape para a mente de Howard. 
O primeiro conto do personagem seria A Fênix na Espada. Em um passado alternativo onde bruxas, feiticeiros, entidades, monstros e toda a sorte de criatura bizarra e imaginável (ou inimaginável) existiam, a Era Hiboriana. Mas a era atual não guarda lendas ou registros. 
Se passariam depois da era de Kull, quando Atlântida tinha sido inundada. 
Nascido na Ciméria, a única divindade a quem pagava referência era Crom. Que ficava em cima de uma montanha vendo as desgraças dos seres humanos. E os cimérios eram considerados descendentes dos antigos atlantes. 
Ele nasceu mesmo no meio de um campo de batalha. Sendo filho do ferreiro da aldeia. Com 15 anos era mais maturo que os adolescentes de sua idade. E já sabia mexer em armas e participado em combates diversas vezes. 
Lutou por exemplo, ao lado dos aesir de Asgard, mas foi escravizado. E ao escapar, não tinha mais para onde voltar. Se tornou ladrão, mercenário, soldado e pirata. Dormiu com diversas mulheres e matou inúmeras criaturas, mas se tornou rei da Aquilônia, ao estrangular o antigo monarca. Libertou povos, deve filhos e ficou 30 anos no poder. 
Diferente do que possa parecer, Conan além de extremamente poderoso no combate, é um excelente estrategista e altamente capacitado rastreador. Refletindo sobre as coisas, mesmo que não compreenda muito sobre elas e sobre o mundo ao seu redor. Ainda assim, com personalidade violenta ele pensa muito em si. Mas ainda é muito honrado, pois valoriza isso em si e nos outros, por isso não tolera covardia ou crueldade sem motivos.
Bebia e festeja quando podia. 
Foi com Roy Thomas, quando os direitos do personagem estavam na Marvel, que ele foi adaptado de forma completa para HQs. Apesar que a primeira adaptação para essa mídia foi no México com a história A Rainha da Costa Negra. 
Solomon Kane:
Um personagem puritano inglês. Díficil imaginar o autor com outro personagem que não seja o Conan. Mas um puritano inglês descreve quem é Solomon Kane em primeiro momento. 
Pois aqui teria um pouco do horror cósmico, mas aqui existe um lado de fantasia também, com um pouco de capa e espada. 
Existem muitos clichês, mas mesmo sendo um puritano inglês. E esse personagem combate o mal em diversas formas mesmo. Quando ele não está em uma missão para matar esses monstros do universo, ele é testemunha de algum evento sobrenatural. Mais uma influência de Lovecraft e outros autores, frente a determinadas forças. 
Ainda assim, um humano que caça esses monstros. As vezes contando com apoios fora do comum, como na primeira história em que aparece Red Shadows, onde faz uma "parceria" com um feiticeiro local.
Um cavalheiro inglês na sociedade, mas quando vai para as áreas selvagens liberta seu lado mais agressivo. Um homem até que bom, mas que quase se perde em um sentimento de ira. Tanto que ele é assombrado por pesadelos que o incomodam demais. Talvez por conta dessa sombra em que está se afundando, ao matar os demônios (mais do que os demônios internos).
Ele tem sua fé, mas ele é atormentado pelo mal. Onde sua religião é testada. 
Bran Mak Morn:
Como amigo de HP Lovecraft, notamos que Howard era fã do horror cósmico. Tanto que alguns monstros e divindades de seu Conan, tem claras influências do autor que escrevia Cthulhu (até mesmo isso se nota em monstros e divindades como Nergal). Mas isso é bem superficial, se comparado a outra personagem criada por ele. 
Nas histórias de Bran Mak Morn, notamos uma fantasia bem mais amadurecida. Ele vai aparecer em 1930, no Kings of Night, mas tem como seu conto no Vermes da Terra. 
Os pictos são usados aqui, usando um pouco do contexto do surgimento da sociedade romana antiga (ao qual não se sabiam se eram celtas ou outros povos) e os indígenas citados antes. As histórias se passam pelo século III. E o Mak se revolta contra um governador local pois este teria crucificado um súdito de Bran por uma ofensa patética. Ele não se preocupa com seu súdito, mas por terem o humilhado. 
E para essa vingança ele vai atrás de libertar seres perigosos, os tais vermes da terra, citados no título.
Mostra com um herói é cegado pela raiva querendo suas intenções a qualquer custo. Pois libertar esses seres vai afetar todo o mundo. 
Um horror próximo do cósmico, para afetar as instituições em que esse herói é inserido. Liberto pelo protagonista.
Red Sonja:
Na verdade, Red Sonja deve esse ar de guerreira da Era Hiboriana, tal qual Conan, mais pelos quadrinhos da personagem do que por sua origem. Mas ela nem é a heroína do livro A Sombra do Abutre, de Robert E. Howard. A história se passa ao redor dela, mas ela não é o foco dessa história. 
Ela não é o foco da história, mas resiste ao que acontece ao seu redor. Além do que, é quase uma ficção histórica. 
Diferente do que pensamos, Gottfried von Kalmbach de A Sombra do Abutre é o protagonista (onde surge também Sonja) e que faz a história se mover. Ele é um mercenário que se tornou prisioneiro do sultão Suleiman. Mas que escapa e vai para Viena. Ao mesmo tempo que esse sultão tenta recuperar os territórios perdidos na guerra. Notem que isso realmente aconteceu na história. 
Gottfried está sendo perseguido pois foi reconhecido como importante depois de ter fugido, pois feriu Suleiman em combate, o que é um pecado mortal. E por isso, o protagonista se alia aos austríacos, para se proteger dos inimigos.
A Red Sonja, está lá fazendo seu papel não menos violento, mas ainda assim poderosa dentro da trama. Pois ela seria de origem ucraniana, sendo irmã da Roxellane, mulher preferida do harém do sultão Suleiman. Tudo isso em 1520 a 1530. 
Um verdadeiro pioneirismo com uma personagem feminina. Algo raro, naquela época. E que não tem esse lance pulp, que vemos em Conan. Sem ser clichê. 
Kull, o Conquistador:
Ou Kull da Atlântida. Podemos falar que ele é anterior ao Conan em todos os sentidos. Pois ele vive na Era Turiana (anterior a Hiboriana). Pois depois chegaria na nossa. Notem que isso lembra um pouco JRR Tolkien. 
A espada e feitiçaria surgiu com ele, no estilo que seguiria escritores fãs de Howard. Ou como muitos tratam mais apropriadamente, barbarismo filosófico. 
Ele seria um exilado da Atlântida, que subiu ao trono de Valusia, com equivalente a Aquilônia na Era Hiboriana. Um bárbaro que tem que seguir tradições que são muito pouco... Aceitas por ele. Que terá de seguir regras. Sem contar saber que existe uma conspiração contra ele. Passando por histórias como O Reino das Sombras, onde ele já está empossado. 
Podemos dizer até que o Conan é um Kull reescrito e melhor definido.  

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Popeye e sua origem

Popeye, o Marinheiro, realmente existiu,..
Seu nome verdadeiro era Frank "Rocky" Fiegel. Ele nasceu em 1868 na Polônia. Ele era um marinheiro aposentado contratado pela taverna de Wiebusch na cidade de Chester, Illinois, para limpar e manter a ordem. Ele tinha uma reputação de estar sempre envolvido na luta, então tinha um olho deformado ("olho pop"). Ele sempre fumava cachimbo, por isso falava apenas com um lado da boca. Ele adorava estar perto de crianças.
Não há relato de suas aventuras imaginárias que se vangloria das façanhas de sua força física, garantindo que ele nunca perdia uma luta. O autor de Popeye, Elzie Crisler Segar, nascido em Chester, conheceu Frank quando o jovem ouvia suas histórias e anos depois o homenageou com o personagem Popeye, o Marinheiro.
Olivia Palito também existia, ela era Dora Paskel, dona de uma mercearia em Chester. Ela também foi inspirada para o desenho, a personagem Dora Paskel também era magrinha e usava as roupas quase que semelhantes ao original desenho. Voltando ao autor. Segar mantinha contato com Frank e sempre o ajudava com dinheiro. Frank e Popeye também carregavam algumas características inerentes, como coragem, cavalheirismo e virilidade. Coisas raras hoje em dia.
Frank Rocky Figel: Popeye Nasceu em Janeiro de 1867 e faleceu em 24 de Março de 1947.
Dora Schrader Paskel: Olivia Palito Nasceu em 13 de Novembro e faleceu em 08 de Maio de 1953.
Os dois personagens da vida real morreram e foram enterrados no Cemitério (Evergreen Cemetery) na cidade de Chester, Randolph County, Illinois, EUA.


quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Grupos Mutantes: Muito além dos X-Men - Parte 2

Nasty Boys:
São mutantes. Mas diferentes dos X-Men tem uma longa vida útil. Como assim? Bem é muito simples, esses seres que servem a Nathanael Essex (O Senhor Sinistro) podem ser clonados. Ou seja, morreu um? Faz outro. Tornando eles um problema aos X-Men ou outros grupos, pois mesmo assim, seus poderes são altamente perigosos, independente do que imagina sobre esse bando de clones.
Entre eles temos: Slab, Hairbag, Ruckus, Vertigo, Brain Child e Gorgeous George. Então notamos que eles são um perigo muito grande para X-Men: poderes mutantes específicos e uma imortalidade, praticamente falando.
Na verdade, eles são mutados, pessoas modificadas por Sinistro.
Tropa Alfa:
Originalmente, um grupo de mutantes e heróis (sim, aqui não existem só mutantes) a serviço da nação do Canadá. Sendo uma versão dos Vingadores por lá. Ela era a antiga equipe de Wolverine, após ter o adamantium colocado em seus ossos.
Seus integrantes são  Heather, Xamã (que possuí poderes de curandeiro pelo que se entende), Puck, Vixen, Pigmeu, Pássaro da Neve, Estrela Polar, Aurora, Talismã e Sasquatch.
Atualmente a Tropa Alfa se tornou uma equipe espacial, liderada pela Capitã Marvel. Antes a equipe era liderada por Guardião, também chamado de Arma Alfa, Vindicator (que criou e projetou seu traje), usava um traje que lhe permitia voar e controlar o campo magnético da Terra.
Xternos:
Inseridos nos quadrinhos da X-Force de 1992 em sua edição #10, os X-Eternos representam um grupo peculiar de mutantes repletos de habilidades individuais incríveis, mas que dividem também um único conceito: Eles são imortais!
Externals no inglês, são mutantes que REALMENTE seriam imortais. Apocalipse por exemplo, seria um exemplo de Xterno. Controlando alguns grupos de humanos e mutantes menores, como Candra fazendo um pacto com as guildas de ladrões e assassinos em Nova Orleans. Por dinheiro, Candra dá poderes aos assassinos e elixir da vida aos ladrões.
Poucos até hoje são tratados como Xternos.

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Os detalhes mais idiotas de Star Wars

As midchlorians: Desde que a Força foi apresentada no primeiro filme de Star Wars, ela sempre foi tratada como uma energia mística que permeia todo o universo. Ela seria uma força que une todas as pessoas, mesmo o lado negro da Força tem sua parcela no grande ciclo do universo que do nada vieram. Ao ponto, de quem os jedi são tratados como monges em uma filosofia com cunho religioso até. Tanto que podemos ver neles poderes místicos e palavras de sabedoria que podem ter cunho budista muitas vezes, ou até de outras filosofias, quase sempre orientais.
Ai vem Star Wars I - A Ameaça Fantasma, com Qui-Gon Jinn, Obi-Wan Kenobi, Padmé Amidala, Anakin Skywalker e Jar Jar Binks (já falo dele)... Mas também midchlorians. Eles poderiam falar que é uma medida de quão poderoso um jedi ou sith é na Força. Mas não, George Lucas tinha que complementar isso falando que coisas como organismos vivos dentro das pessoas concedem poderes aos usuários da força. Ou seja, algo como bactérias (o que mais se aproxima podendo ser benéfico como a Força) concedem poderes. Não é a toa que fazem a piada que lactobacilos vivos concedem habilidades na Força.
Jar Jar Binks: Quando conhecemos Star Wars, na trilogia clássica, conhecemos diversos personagens que são alívios cômicos ou até fazem piadas. C3PO e o R2D2 são exemplos disso. Os ewok e wookies que aparecem na série são uma espécie de piada pois nós, espectadores não sabemos o que eles falam. Ainda assim, rimos das conversas. Isso sem contar que até mesmo personagens principais como Luke Skywalker, Han Solo, Lando Calrissan e a Princesa Leia são engraçados ou fazem piadas em certas partes.
E George Lucas coloca mais uma vez no primeiro filme da nova trilogia Jar Jar Binks. E ele é inútil, com exceção de quando ele leva Obi-Wan e Qui-Gon para o reino da água da raça de Jar Jar. "Ah, mas ele cita que o povo dele é forte". Grande merda, pois é quase certo que a própria Amidala já tinha isso em mente. E para coroar a falha disso, o Jar Jar foi quase descartado no resto da cronologia (com exceção das animações) só serviu para ferrar de vez com a República. 
Não me venham com aquela história de que ele é um sith... Ok?
Legacy e Legends não são canônicos: Aqui deixamos as críticas a George Lucas e devemos realmente fazer críticas a Disney. E sinceramente, Jar Jar Binks e midchlorians não são nada comparado a isso.As histórias chamadas de Legends se passariam antes dos filmes feitos até então (Star Wars I, II, III, IV, V e VI, pois foram projetados desde o começo por George Lucas) tratando sobre a Velha República, o antigo Império dos Sith, a guerra contra mandalorianos e até mesmo como surgiu as ordens jedi e os sith. Enquanto Legacy seria algo que se passa depois dos filmes citados. Onde, por exemplo, Luke Skywalker já está morto e observamos a vida de Cade Skywalker, seu filho com Mara Jade. Todos esses personagens são amados por grande parte dos fãs, como Darth Kryatt. E conhecíamos eles por livros e HQs produzidas por anos. Tratados como canônicos.
Entretanto, quando a Disney comprou a Lucas Films desconsiderou esses anos de histórias, antes e depois. O que pode ser visto pela empresa como uma baita ideia, pois cria uma nova história, mas é vista com maus olhos pelos fãs mais ardorosos que sempre consumiam aquelas antigas histórias. Ok, afinal, se é dono pode mudar. Entretanto quando chegamos ao final dessa nova trilogia (VII, VIII e IX) os caras usam um plot do Legacy para explicar parte da história canônica deles... Sendo que eles poderiam ter deixado de lado e fazer algo melhor. O que deixa a história fraca e rasa. E é um baita desrespeito com quem sempre acompanhava a série. Desde sempre.

terça-feira, 29 de setembro de 2020

As falhas da Disney

Existem coisas que a Disney faz com um primor. Boas demais, até os dias de hoje. Como Branca de Neve ou A Bela e a Fera. Mas a empresa já fez besteiras. Enormes. E aqui vamos relembrar algumas das besteiras maiores dela.
A Canção do Sul (1946): Apesar de ser um filme extremamente pretensioso, combinando animação com imagens em live-action, e até mesmo uma das canções ganhou um Oscar. Entretanto, quando chegamos em 1980, o pessoal deixou de exibir o filme e jamais o colocou em VHS, e portanto, em nenhuma nova mídia.
O filme que se baseia na série de contos Uncle Remus (de um autor branco, que usa o Tio Remus do título como locutor), parece ser baseado na Era da Reconstrução. Período em que os negros já estavam libertos, mas a economia norte-americana estava falida. Entre outras coisas, nota-se que os personagens estão submissos aos senhores de terras brancos, mas não é só isso. A trama em si se centraliza nas figuras brancas, sem possibilitar o desenvolvimento das figuras negras. No final, ele tem sim características racistas. Mesmo que "sem querer".
O Caldeirão Mágico (1985): O filme foi uma das maiores apostas da Disney, mas quase a faliu.
Nos anos 70, a empresa comprou os direitos sobre uma série de livros. The Prydain Chronicles de Lloyd Alexander, uma série de livros infanto-juvenis, onde um cuidador de porcos começa a entrar em diversas aventuras. Algo bem ao estilo de O Senhor dos Anéis e Crônicas de Nárnia. A série tem cinco livros. 
Queriam fazer algo superior A Branca de Neve e os Sete Anões. Mas o que deve foi quase a falência, pois chamou vários novos animadores, como Tim Burton e John Lasseter. Entretanto, em 1979, pois 14 animadores saíram da empresa pois não achava justo aquilo. Sobraram alguns veteranos e alguns jovens animadores. Eles não sabiam como iriam adaptar dois dos cinco livros, em um filme.
Passou mais de dez anos, e chegamos a 1981, ou seja, uma perda de tempo tremenda. Mas queriam colocar novas tecnologias digitais. Ainda assim, poderia ter um número grande de fãs, já que Dungeons & Dragons estava em alta. Ou seja histórias de fantasia faziam sucesso.
Ainda assim, muitos animadores não sabiam onde iria encaixar um quadro do outro animador. Sem contar que alguns deles estavam entrando em greve com outros membros desse grupo de trabalhadores em 1982.
Mas quando o longa saiu foi um fracasso. Pois a história era muito sombria e violenta, com mortos-vivos e um vilão MUITO mais assustador que em outros filmes. Ao ponto de que o filme dos Ursinhos Carinhosos fez mais sucesso que O Caldeirão Mágico.
O Fantástico Mundo de Oz (1985): Ironicamente, os fãs da Disney tiveram dois filmes em 85. Um deles foi o Caldeirão Mágico. O outro foi o live-action O Fantástico Mundo de Oz, com atores reais e algumas cenas em stop-motion. O que esse segundo fato garante um movimento travado nas cenas que traz um teor de terror. Entenderam onde quero chegar não é?
Bem, o que acontece é que como a história O Mágico de Oz rendeu um dos filmes mais famosos e rendáveis do mundo em Hollywood, a Disney viu que poderia fazer uma nova obra baseada nesse universo de Oz. Acontece que essa história foi criada de uma série de livros, assim como Alice de Alice e o País das Maravilhas.
Entenda: Os Livros de Oz formam uma série de alta fantasia que teve início com O Maravilhoso Mágico de Oz, e são relacionados à história da Terra de Oz. Oz foi originalmente uma criação do escritor L. Frank Baum, que escreveu quatorze livros sobre Oz. Depois do falecimento de Baum outros escritores escreveram mais 26 outros livros sobre a Terra de Oz. Diversos escritores acrescentaram suas próprias criações em Oz, dentre eles Gregory Maguire, com sua revisão Wicked. Assim a Disney comprou os direitos deles.
Só que a história já começa com um ar extremamente sombrio. Dorothy está em um manicômio, onde está sendo tratada como uma menina com problemas mentais, por acreditar em Oz. O detalhe é que além de lembrar cenas de filmes de terror em alguns momentos, existem momentos que também lembra vagamente cenas de Laranja Mecânica. 
E quando Dorothy e sua galinha (que agora fala, mas não faz muita diferença) vão parar em Oz, depois da menina escapar do manicômio, não melhora muito: os vilões incluem seres mecanizados que são pessoas bicicletas com duas cabeças ou algo assim, ao qual utilizaram máscaras para colocar na parte de trás das cabeças, imagens feitas em stop-motion, e uma mulher que pega cabeças de outras mulheres... E até mesmo os aliados de Dorothy ainda são tão bizarros.

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Raças da Marvel - Parte 2

Skrulls:
Sua primeira aparição foi no número 2 da HQ do Quarteto Fantástico, surgindo quase sempre como antagonistas na Marvel.
Eles são uma raça que pode se metamorfosear em outras criaturas. E em sua primeira aparição, se transformam nos heróis (no Coisa, Tocha Humana, Senhor Fantástico e Mulher Invisível) e fazem várias atrocidades. O que seria uma constante atitude da raça. muitas vezes. Talvez a ação mais recente deles nas HQs seja a Invasão Secreta.
Quando os personagens foram criados, nos anos 60, os EUA em especial, vivia a paranoia dos homenzinhos verdes. Sem contar a Guerra Fria pairando no ar. Como se fosse uma metáfora do medo a invasão soviética.
Os skrulls tem ódio de diversas raças, mas uma em especial é odiada demais. Os krees.
Antes de conhecer os krees, os skrulls eram um povo pacífico. No planeta Skrullos, tínhamos uma raça bem primitiva, milhares de anos antes da Terra ter vida. Os Celestiais, como de costume, começaram a fazer experimentos nos seres do planeta. Dali surgiram três tipos de seres: os primes, similares aos humanos e sem poderes; os deviantes, tinham pele verde e podiam se metamorfosear; e os eternos, que tinham poderes superiores e viviam milhares de anos.
As três raças viviam em relativa paz, até que uma guerra estourou e os deviantes se saíram vitoriosos por sua habilidade de infiltração. Muitos anos se passaram e aquela raça se tornou pacífica. Pois seus interesses eram o comércio e a troca de tecnologia.
Com o tempo, eles desenvolveram tecnologia de viagem no espaço. Até que em uma de suas viagens de exploração encontraram o planeta Hala, onde encontraram os selvagens (os krees) e seres pacíficos (os cotati). 
Os skrulls instituiram um teste para saber qual das duas representaria Hala no Império Skrull. 17 membros de cada raça foram colocados em planetoides diferentes e inabitados, com suprimentos por um ano. Aquele grupo que tivesse obtido os maiores feitos, seria o eleito.
Os kree criaram uma grande cidade, enquanto os cotati fizeram um mundo paradisíaco. Quando a primeira raça notou que iria perder eles eliminaram a segunda. Isso revoltou os skrulls, que baniram Hala dos planeta favorecidos por eles. Só que os kree, se aproveitaram disso, roubaram a tecnologia skrull e mataram a delegação.
Isso foi o estopim para o conflito das duas raças. Desde então as duas raças entraram em conflitos, com os krees vindo a Skrullos, atacando os outrora skrulls pacíficos, forçado a entrar em conflito com seus inimigos.
Uma das maiores armas vivas dos skrulls é o superskrull, ou em seu idioma nativo, kl'rt. Onde colocariam poderes similares aos deles em um determinado skrull. Além dos poderes do Quarteto Fantástico e sua habilidade de metamorfosear, ele também poderia hipnotizar com os olhos.
O ódio entre essas raças criou um evento entre 1971 e 1972. A Guerra Kree-Skrull. Onde esse combate finalmente atingiu a Terra. Repercutindo em diversas HQs da época.
Krees:
Podemos falar que os kree são uma raça de supremacistas genéticos e é isso o que torna eles perigosos. Mesmo sendo o berço de heróis e vilões que muitos conhecem, ela essencialmente surge de um modo bem violento como mostramos antes.
Eles surgiriam na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia anã, que gira em torno da Via Láctea. E lá, existia o planeta Hala, lar dos krees. Sua primeira aparição se deu em 1967, na revista número 65 do Quarteto Fantástico. Nessa história, a Inteligência Suprema, manda Ronan, o Acusador para destruir a família de heróis. Isso tudo por terem tempos antes destruído um posto avançado dos kree na Terra. 
Os krees são idênticos aos seres humanos em diversos pontos do seu físico, exceto a pele azulada. Mas como eles são adaptados ao ambiente de Hala que tem gravidade maior, eles se transformaram em seres mais poderosos. Assim, na Terra eles se tornam mais rápidos e mais fortes. 
Entretanto, um segundo grupo racial apareceu ao longo dos milênios, com um tom de pele rosada. Os kree azuis acabaram se tornando poucos em números ao longo do tempo. Ainda assim, os azuis se mantiveram poderosos. Isso foi um fato que surgiu devido a estagnação do povo. Apesar de ser a maioria, os de pele rosada sofrem preconceito por não serem geneticamente puros. Ao menos é isso que os azulados acreditam sobre esses outros seres.
Uma raça poderosa, chamada de os Progenitores, chega a Hala e fez experiências com eles ao qual usou uma substância chamada "prima matéria" que evoluiu eles. E daí, surgem duas raças no planeta: os cotati e os kree.
Ai vem a parte falando dos skrulls. Criando o conflito kree X skrull.
Desde então, os krees se tornaram uma civilização extremamente focada no militarismo, no nacionalismo exarcebado. Se tornando uma cultura bélica que visava conquistar novos mundos. Controlando uma centena de outros mundos dentro da Nuvem de Magalhães.
Foi aqui que aconteceu a estagnação genética evolutiva deles. Tudo por conta que um único kree quis dominar o cristal da derradeira visão. Um kree que tentou utilizar o artefato para se tornar uma espécie de Deus, mas o cristal como punição, estagnou a evolução inteira da espécie para sempre. E para quebrar isso, os krees já se misturaram com seres de outras raças.
Mas eles souberam que os skrulls tinham criado o Cubo Côsmico. Os krees para se comparar a eles, uniram as mentes dos principais pensadores, generais, filósofos e cientistas mais geniais em uma única estrutura orgânica e sintética. Foi ai que surgiu a Inteligência Suprema dos Kree. E a influência dela governou todos daquela espécie, ao misturar monarquia e teocracia. 
Ela mandou 23 grupos de cientistas a 23 planetas para passar a misturar o DNA das criaturas daqueles mundo com o DNA kree. E foi através disso, que eles surgiram os Inumanos. Mas quando os cientistas trouxeram os dados sobre as raças a Inteligência Suprema acabou encontrando uma "profecia genética", que uma das raças criadas pelos kree seria responsável por destruir o império. Os soldados kree foram atacar as raças que criaram, mas claro que algumas dessas criaturas sobreviveram.
Os kree criaram combates contra os shiar, o que fez essa segunda raça com que criasse um buraco de minhoca no Sistema Solar. Só que isso fez com que o nosso Sol se tornasse instável ameaçando destruir a Terra. E os Vingadores para lidar com isso entraram nesse novo conflito. Gerando o arco das HQs chamada como Operação Tempestade Galáctica, de 1992.
E foi nesse arco que surge a Starforce. Mas o envolvimento dos vingadores surge a detonação da Nega Bomba. Uma radiação energética que simplesmente aniquilou 90% do império Kree. Atingindo até Hala. E tudo isso tinha sido orquestrado pela Inteligência Suprema. Pois acreditava-se que os 10% que sobrevivessem teriam seu código genético modificado, forçando uma evolução da espécie.
Em determinada vez, a Terra virou um planeta prisão. Onde a escória do mundo ficaria no nosso planeta, talvez devido a nos intrometer na vida de outros planetas do cosmo. Quem os trazia para cá era uma nova raça, os ruul. Que poderia se adaptar a qualquer condição. Na verdade, esses são os 10% que sobraram daquele plano louco da Inteligência Suprema. E se alguém poderia impedir os planos dela eram o terráqueos.
Só que depois de todos os problemas causados, algumas entidades cósmicas resetaram a evolução e se tornaram krees mais uma vez.
Entre seus grandes personagens temos Ronan, o Acusador e o Capitão Mar-Vell.
E o império já foi controlado por Ronan, depois por Raio Negro (também rei dos Inumanos, seguindo aquela profecia genética).


sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Nerds: precisamos conversar sobre seus preconceitos...

Desde que os termos nerd, geek e otaku surgiram, esses foram meios que muitos de nós usamos para pessoas com preferências por coisas fora do comum. O que significa que tinha toda uma série de gostos aos quais a maioria não gostava. Esse grupo surgia muitas vezes por conta, não de preconceito em si, mas de assédio moral (o que denominamos nas escolas como bullying). Isso acontecia, especialmente, quando as pessoas nos anos 70 e 80 gostavam de ficção científica (que quase sempre surgia em livros, nessa época) ou artes ou RPG (o de mesa) ou outras coisas menos comuns na época.
Isso gerou a ideia de que nerds são marginalizados pela sociedade. Isso é bem explorado em filmes como Os Goonies, Deu a Louca nos Monstros, entre outros. E até recentemente, pouca gente notou, mas fizeram referências a isso em Stranger Things, onde o grupo de garotos começa tudo jogando RPG, se vestindo como personagens de filmes (Ghostbusters), entre outras coisas.
Entretanto, o nerd virou "cool". O fã de HQs e mangás se tornou uma fonte inesgotável de conhecimento das novas e velhas gerações. O que é bacana! Entretanto, copiando o Tio Ben "Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades". Notemos que aqueles que um dia foram "zoados" serão os "zoadores". Mas não é uma brincadeira ou piada. Pois quando humilhamos outra pessoa, isso deixa de ser engraçado.

O preconceito racial:

Vocês sabiam que deve gente que, literalmente, não gostou de Star Wars VII, VIII e IX, não por ter uma história fraca - o que até faz sentido - mas por ter um ator negro na nova trilogia. Em um universo onde existem seres de diversas espécies, como uma pessoa fica nervosa com um negro na história? E porque? Tem um bicho verde que é literalmente um muppet com acesso a Força, tem um peixe que virou meme com "It's a trap", tem milhares de jedis com tentaculos na cabeça, sith com chifres e uma tatuagem dark por toda a franquia. Mas o nerd racista fica bravo com a chance de um rapaz negro ser protagonista! Parabéns. Troféu de merda para você.
E sabe o que é pior? John Boyega veio recentemente falar que a Disney não deu apoio ao ator quando aconteceu a retaliação dele, ao ponto dos "fãs" não comprarem o boneco do personagem Finn. O que faz muito sentido pelo que o ator falou. Não faz muito tempo, aconteceram diversas demonstrações dos EUA com relação ao racismo inerente no país. Tudo por conta de ações de policiais truculentos que literalmente, mataram um homem negro o sufocando. Isso sem contar AS OUTRAS MORTES que ocorreram no mesmo ano e foram filmadas. Sendo que quando foi um homem branco, armado, aparecer contra as manifestações... Ele foi conduzido. Dois pesos duas medidas não é?
No Brasil não fica muito longe disso. Mas não somente tratando sobre os negros, mas também sobre os indígenas.
Recentemente a obra Kriança Índia foi criticada por mostrar uma criança indígena matando grileiros e outras pessoas que atacam as vilas de indígenas e a floresta. Mas ninguém critica um anti-herói como o Doutrinador - ao qual se notarmos, seu nome faz referência a doutrina, controle sobre outras pessoas - que só mata esquerdistas. Os corruptos são só os caras "comunistas"? Uau... Engraçado que caras como Haddad foram investigados e foram absolvidos de muitos crimes, enquanto Temer, Maluf e outros nomes da direita são ainda investigados. 
Mas o melhor foi a resposta da Kriança Índia. Foi soltada uma cena em que um homem branco foi morto pela criança, no qual ela faz uma paródia com o lema de Jair Messias Bolsonaro (presidente em 2020) "Brasil acima de tudo. Deus acima de todos".
Sem contar a capa que é um clara alusão a Bolsonaro morto. O motivo de não ser contra isso? Quando um determinado secretário foi retirado do poder, ele falou que gostava do Doutrinador matando o Lula. Isso é engraçado com político, desde que não seja o seu de estimação, não é?

O preconceito sexual:

Ainda sobre Star Wars, nós podemos também nos lembrar que deve gente não acreditando na personagem principal ser a Rey. Foi uma boa jogada de JJ Abrams, pois nos trailers, não tínhamos certeza que ela seria a protagonista. Não me importava isso, mas parece que alguns caras bem troglodita, não gostava de uma mulher liderar a história. Parabéns, gente. Vocês gostam das princesas de Star Wars como a Leia ou Amidala, pois acha que elas ganharam o posto por um questão de herança? Caso não saibam, mesmo sendo chamadas com um termo monárquico, elas são eleitas. Não é a história do "herói salvando a donzela", mas sim usar elementos medievais para uma nova perspectiva do mundo. 
Ou já se esqueceram dos tiroteios das princesas em vários dos filmes? Do I ao VI. As mulheres, em especial dentro de filmes, estavam começando a sair das sombras e começando a ganhar os holofotes. E nessa leva podemos colocar personagens como a Mulher-Maravilha, que é uma princesa e faz parte da Trindade (o grupo dos mais importantes personagens da DC que incluem ela, Batman e Superman). Ou seja, uma das mais poderosas heroínas do mundo! Sendo um símbolo até mesmo para o feminismo até hoje em dia.
Nichelle Nichols, a atriz que fez a Uhura na série clássica de Star Trek tem uma vida particularmente, tanto por ser mulher quanto pela questão racial. Tanto que ela realmente pensou em desistir da vida como a personagem. Até encontrar Martin Luther King. O pastor era fã da série e da jovem atriz, lhe falando que ela era um exemplo a ser seguido. Nunca antes uma mulher negra estava tão alto dentro de uma mídia como a TV. Pois ela estava representando um modelo vital para jovens crianças e mulheres negras em todo o país. Após a primeira temporada, o papel de Uhura na série foi ganhando mais destaque.
Whoopi Goldberg, ganhadora de muitos prêmios, declarou que viu a personagem na televisão e correu para contar para a mãe dizendo: "Eu acabei de ver uma mulher negra na televisão, e ela não é nenhuma empregada!"
Na história da televisão dos EUA, a personagem é conhecido por participar do primeiro beijo inter-racial transmitido naquele país, com o Capitão James T. Kirk. Este episódio, intitulado "Plato's Stepchildren" (Os Enteados de Platão, em tradução livre), pôde ser exibido somente em novembro de 1968, um ano após a Suprema Corte dos Estados Unidos ter decidido eliminar as leis que iam contra o casamento inter-racial. 
E para terminar, não vamos esquecer os homossexuais, bissexuais e transexuais. Uma personagem que foi muito ofendida por ser trans, foi Afrodite de Peixes. Esse fato não foi bem aceito em um spin-off com Cavaleiros do Zodíaco G (onde o foco era, no começo, Aioria de Leão), chamado Saint Seiya - Episode G: Assassin. Só que esse mínimo detalhe não influencia em nada o grande poder do Cavaleiro de Peixes, se ele for ou não transexual ele continua sendo a pessoa que derrotou o gigante Zugilos de Anthrakma (Episode.G) o mesmo que travou uma batalha mortal contra Shun de Andrômeda (Mangá Clássico) e o mesmo que salvou os demais Cavaleiros de Ouro da emboscada de Andreas (Anime Alma de Ouro). Algo como a sexualidade, influencia nas atitudes de uma pessoa? Não.
Rebecca Sugar, a criadora da animação Steven Universe, disse que sua obra tem bastante influência em sua vida como mulher bissexual. O problema é que muitas pessoas não gostam da obra, sem nem ao menos ver a animação. Muita gente reclama que "colocam representatividade em animações que seriam reboots das antigas", mas nem tão chances a obras que surgem como uma forma de representatividade. Complicado, não é?

O preconceito religioso:

Duas personagens, que muitos preconceituosos não gostam de lembrar que tem uma religião diferente da cristã, são Magneto e Lince Negra. Erik Magnus Lenshneer e Kitty Pryde são judeus. Mas com pontos de vistas completamente diferentes um do outro, pois Erik viveu o Holocausto e a Kitty surgiu num período mais contemporâneo. O que isso significa? Que a ideia de preconceitos como o religioso muitas vezes se mantém firmes contra pessoas que não sejam membros da religião vigente, por muito tempo dentro da história. Usemos o exemplo do Brasil em 2020, que além de termos casos de preconceito sexual e racial, também temos o religioso. Como o de uma mulher que deve a guarda de sua filha retirada por certo tempo, por conta que a levou a um terreiro. Os terreiros são como igrejas, ou seja, templos religiosos. Se uma criança pode ir a eventos religiosos cristãos, por qual não pode ir a um de origem afro-religioso.
Podemos ver isso em diversas editoras, como a DC. Ou seja, há diversas religiões, em diversas editoras. Onde existem outros personagens, alguns religiosos (Superman é metodista, Zatanna é wicca, a Viúva Negra Natasha Romanov é cristã ortodoxa russa, Wolverine é budistas, Coisa é judeu e Miss Marvel, Kamala Khan é islâmica).
E para terminar, notem que um preconceito puxa o outro: um machista, muitas vezes não vai com a cara de homossexuais; alguém que não respeita a cultura negra, muitas vezes vai contra religiões de matriz africana; e por ai vai.
Mas isso não deveria existir entre os nerds, aos quais estão cheios de referências de como o preconceito não tem vez na nossa sociedade atual. E como isso é retrogrado, de tempos que não podem e não devem voltar.