quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Personagens em filmes que ficaram melhores que nas HQs

Gavião Arqueiro:
Entender que um personagem como Gavião Arqueiro começou a ser mais amado do que antes demonstra como o personagem nos filmes é bom. Já que ele REALMENTE surge como um vilão.
O personagem surgiu inicialmente no primeiro filme de Thor. Entretanto, suas ações tão imperceptíveis que poderíamos mandar ele para o filme de Vingadores sem nenhum problema. É ali que ele brilha.
Entendam, quando ele aparece em boa parte do filme, ele é um vilão. Pois está sendo controlado por Loki. Uma clara alusão a quando ele era um vilão. Entretanto, ele é mais calado pois está sendo controlado. O que não tira seu brilho ferrando com um grupo de super seres como Thor, Capitão América, Homem de Ferro e o Hulk.
Quando volta ao normal está com sangue nos olhos. Se assistiu o filme de Vingadores deve se lembrar da clássica cena em que dispara uma flecha contra Loki, ele a pega e ri. Debochando da atitude daquele mortal... Para depois explodir na fuça dele e o fazer cair, para vermos aquela cena linda do espancamento do Hulk. 
E algumas das cenas mais humanas da franquia são protagonizadas por ele. Acho que algumas das poucas vezes que gostei do filme Era de Ultron se devem a ele. Ver ele como Ronin é triste, mas quando ele perde sua amiga Natasha você sente a dor dele, de uma forma quase palpável.
Não é a toa que uma hashtag que surgiu é #GaviGod .
Mércurio: Mas é o da FOX, não o da Marvel!
Desde que surgiu, como ele é um personagem meio que overpower dentro da Fox, muitas vezes ele nem é tão usado quanto imaginam. 
As vezes que ele aparece e realmente rouba a cena é quando ele e outros estão para serem baleados, só que aproveita para escutar seu walkman. Na verdade, ele nem poderia fazer isso, mas a cena é tão maravilhosa que ninguém liga para isso. Ao som de Time in a botle de Jim Crooce. Foi tão bom pois temos alguém tão veloz que além de desviar de balas (com armas preparadas para lidar com Magneto), nós também temos alguém forte o bastante para andar pela parede. Além de fazer piadas nesse momento. Desviando as balas das pessoas que estavam com ele no último segundo, Charles Xavier, Magneto e Logan.
A versão mais vista de Mércurio é quando ele está andando em super velocidade, ao som de Sweet dreams para a Mansão Xavier, quando nota algo de errado na mesma. Enquanto come um docinho. 
Ao notar algo de errado ele entra no instituto e vai retirando um por um as vítimas da forma mais hilária possível, ao som de Eurythmics. Enquanto a mansão é destruída. Ao ponto de uma parte fazer o famoso passo para trás de Michael Jackson. E não só salvando pessoas, mas por exemplo, um peixe e um cãozinho que roubava pizza.
O Mercúrio das HQs é bem fraco se comparado a sua contraparte da DC (Flash). O mesmo podemos falar de Namor (contraparte do Aquaman). Mas nem Ezra Muller será tão bom quanto o Mercúrio da Fox ao som de Sweet dreams.
Deadpool:
Ao mesmo tempo que a Fox salvou Deadpool, conseguiu ferrar com ele antes. Tudo está em X-Men Origins - Wolverine. O que acontece é que usaram Wade Wilson como o vilão principal da história de uma forma tão tosca que ficou horrível. E ele não fala! O Mercenário Tagarela ficou calado quando lutava contra Logan e Victor Creed! Por qual motivo? Doeu na alma.
Entretanto, Ryan Reynolds (a quem eu não gosto) conseguiu revitalizar o personagem. Depois de uma filmagem ser vazada, o estúdio da Fox viu a recepção do público e então adaptaram o personagem do jeito CERTO dessa vez.
Tanto que rendeu a Fox, dois filmes. O primeiro fazendo muitas piadas quebrando a quarta parede em diversos momentos do filme. Já o segundo termina tão bem que faz paródia com o filme X-Men Origins Wolverine e com a vida de Ryan Reynolds (incluindo quando ele fez Lanterna Verde).
E mesmo que Deadpool seja hilário nas HQs, passar seu humor para um filme (que diminui MUITO seu raio de ação), só que fazer um enorme sucesso demonstra o quão bom isso ficou nas grandes telas.

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Os filmes live-action da Disney são bons, mas nós estamos chatos!

De uns anos pra cá, a Disney tem feito versões live-action de filmes, que originalmente eram animações. Isso é óbvio, por conta da nostalgia usada nesses filmes para alavancar o dinheiro para o filme. Talvez o filme que fez mais sucesso tenha sido A Bela e a Fera, que tem Emma Watson como atriz principal. Entretanto, os filmes desse gênero tem recebido críticas negativas mistas. 
E para mim, sem fundamento algum. Mas vamos analisar quatro casos.

O Rei Leão:
Algumas das atitudes dos filmes para O Rei Leão, foram de trazer dubladores negros para os leões em especial. O motivo é a representatividade. O que faz sentido, pois os personagens tem origens africanas. Tanto que isso aconteceu também no Brasil, com sua dublagem.
O que foi criticado demais, foi fazer um live-action de personagens animais. Pois não teria como ter um filme real com animais. Fato. Mas muitas pessoas criticam por isso, não pela qualidade de O Rei Leão (isso sem contar os saudosistas chatos que logo falarei). 
O que queriam? Que fizessem um filme com leões de verdade, como foi com Roar? Só para saberem, os atores e membros do filme ficaram altamente feridos. Uma atriz deve que fazer uma cirurgia para reconstituir sua face. Um ator levou 200 pontos na cabeça! As pessoas fazem críticas mas não notam o quão difícil é uma adaptação de uma animação para algo mais real, pois ele não pode só fazer a mesma história. Mas sim colocar novos elementos.

Alladin:
Alladim tem muito prestígio por alguns, pelo amor a atuação de Robin Williams como o Gênio. Entretanto, para tampar esse buraco Will Smith foi escalado para o papel (mesmo porque, mesmo que o comediante estivesse vivo, não atuaria tão rápido quanto novo ator).
Entretanto, notamos que a história de Alladim tem fundamento árabe. E por isso, eles decidiram ir para um filme, com musicais, com cara de indiano. Ou seja, algo mais próximo de Bollywood. Estranho? Não. Vejam, a cultura árabe nem sempre é extremista ou radical, ou seja, não são revoltados com atitudes dos ocidentais. Mas aqueles mais fervorosos, poderiam sim ver um filme tratando sobre algo que está no livro Mil e Uma Noites, como algo errado. Então preferiram isso.
Além do mais, boa parte da população mundial gosta dos filmes de Bollywood, em especial de seus musicais. Então, é um tanto hipócrita, sendo que no próprio filme de animação, Robin Williams faz diversas referências a filmes e culturas que não são árabes. 

Mulan:
Uma das coisas que já foi a grande crítica a Mulan, em live-action, foi a afirmativa sobre o filme "em uma guerra não tem canção". E a afirmativa é a mais correta que eu já vi! Um dos maiores problemas dos filmes clássicos é que eles se afastavam demais da realidade. Exemplo, filmes como A Pequena Sereia e O Rei Leão possuem conflitos físicos. Alguns menores, mas alguns conflitos físicos. Entretanto, não acontecem músicas durante esse período. Elas surgem antes ou depois. 
"Mas perdemos Homem Ser". Eles já estão treinando para a guerra. Contra invasores, você vai cantar muito bem não é?
As cenas de luta remetem ao kung-fu e filmes de ação desse tipo. Como O Tigre e o Dragão, mas não tão forçados em outros pontos, pois é um filme da Disney. E isso é ótimo.
Mas vamos a um fato curioso: as músicas que existem (tanto na animação, quanto no filme) tem uma versão chinesa. Mas por qual motivo esse pessoal que reclama do filme da Disney, não reclamam de um filme com temática CHINESA, não ter uma música CHINESA? Pedem representatividade em alguns casos, como veremos em A Pequena Sereia (mais a frente) e O Rei Leão, mas em outros nem tanto.
O engraçado que foi graças a isso que conheci um fato inusitado: Jackie Chan canta a música Homem Ser em chinês.

A Pequena Sereia:
Ariel será interpretada por uma atriz negra. E isso já causou vários comentários racistas com relação a atriz. 
"Mas ela é uma sereia europeia". Cara, nos filmes e seriados, Gamora e Estelar (respectivamente interpretadas por Zoe Saldãna e Anna Diop) são seres aliens, interpretadas por atrizes negras. O problema não está em questões como a cor de pele. Mas sim em entregar uma boa interpretação. O que fizeram bem demais.
E vamos por partes, as sereias, como a conhecemos tem origem grego-romana. Um povo que apesar de não ser receptivo a estrangeiros, permitia que vivessem por lá. Tanto que podemos notar muitas obras que parecem flertar com regiões como a África. O padrão europeu da sereia na animação clássica, é mais relacionado com quem está relacionando ela ao livro do que ao mito. Se for assim, saibam que ela no final do livro não vive "feliz para sempre"

O meu saldo sobre isso é: critique o filme, não pela sua nostalgia e saudosismo, mas pelo que ele é. Um filme bom ou ruim. Planeta do Tesouro é um ótimo filme da Disney que poucos vão conhecer, mas que não deve seu reconhecimento. E fez parte da minha juventude, ao qual adoraria ver adaptado. Pena que isso jamais ocorrerá. 

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Pantera Negra: O legado do melhor filme da Marvel até então

Na minha cultura, a morte não é o fim. Ela é como um ponto de impulso. Se você esticar os dois braços, Bast e Sekhmet, levarão você até os campos verdes... Onde... Poderá correr para sempre...
-T'Challa, o Pantera Negra
Talvez uma das maiores perdas no mundo cinematográfico em 2020 tenha sido Chadwick Boseman, um ator que foi apradinhado por Denzel Washington. Ele fez filmes sobre personalidades negras, tais como o rei da funk music James Brown e o primeiro juiz da suprema corte norte-americana negro Marshall.
E mesmo que você o conheça só por Pantera Negra, saiba que ele não mudou o mundo somente através dos filmes. Mesmo sendo sua morte não relacionada a Covid-19, (ele sofria por conta de um câncer) ou aos ataques daqueles a favor da Black Lives Matter, (ocorriam diversos protestos nessa época devido a ataques de cidadãos negro nos EUA) ele fez diferença a diversas pessoas pelo mundo.
Então vamos falar sobre Pantera Negra.

Como acha que seus ancestrais conseguiram isso? Acha que eles pagaram um preço justo? Ou que tiraram, como tiram tudo que querem?
-Killmonger
Após os acontecimentos que ocorreram em Capitão América: Guerra Civil (onde o antigo rei, pai de T'Challa morre em um atentado) o príncipe terá que lidar com novos problemas em sua nação.
Após a morte do rei T'Chaka, o príncipe T'Challa retorna a Wakanda para a cerimônia de coroação. Nela são reunidas as cinco tribos que compõem o reino, sendo que uma delas, os Jabari, não apoia o atual governo. T'Challa logo recebe o apoio de Okoye, a chefe da guarda de Wakanda, da irmã Shuri, que coordena a área tecnológica do reino, e também de Nakia, a grande paixão do atual Pantera Negra, que não quer se tornar rainha. Juntos, eles estão à procura de Ulysses Klaue, que roubou de Wakanda um punhado de vibranium, alguns anos atrás.
O problema não está em Klaue. Mas sim em Kilmonger, um wakandiano que está voltando para sua nação, que pode causar um grande problema. Pois ele esconde um grande segredo do pai do atual Pantera Negra. Assim, o trono de Wakanda está em perigo. Devido a isso, notamos que o passado daquele país, em especial do pai de T'Challa, pode não ser tão brilhante.

Ele vacilou?
-Shuri
Igual a um antílope na estrada.
-Okoye
Adewale Akinnuoye-Agbaje, Anthony Mackie e Djimon Hounsou foram considerados para o papel de T'Challa, mas todos os três acabaram interpretando outros personagens da Marvel: Agbaje foi Algrim/Kurse em Thor: O Mundo Sombrio (2013), Mackie foi Sam Wilson em Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014) e Hounsou foi Korath em Guardiões da Galáxia (2014).
As lutas que aparecem no longa-metragem foram baseadas nas artes marciais africanas. Além disso, as cenas de ação dos filmes Creed: Nascido para Lutar (2015) e Kingsman também serviram de inspiração.
Wesley Snipes quase interpretou o Pantera Negra nos anos 90. O ator, que logo depois viveu o vampiro Blade nas telonas, foi cogitado para o papel do herói, até que a Marvel mudou de ideia.
O nome Wakanda foi inspirado de uma tribo do Kênia chamada Wakamba, mas que também é conhecida como Kamba.
Ava DuVernay foi considerada para assumir a direção do longa, mas acabou desistindo por conflitos de ideias com a Marvel Studios.
Em 2013, Michael B. Jordan fazia um teste para interpretar Sam Wilson/O Falcão.
Wakanda foi mencionado em Homem de Ferro 2 (2010) como uma localização.
Ryan Coogler insistiu em trazer colaboradores de seus filmes anteriores para colocar seu próprio estilo no filme e diferenciá-lo das outras produções da Marvel. Entre os integrantes desse time remanescente estão Rachel Morrison (diretora de fotografia), Hannah Beachler (designer de produção) e Ludwig Göransson (compositor).
John Boyega foi cogitado para o papel de T'Challa. Djimon Hounsou também foi considerado para o papel.
A Pantera Negra foi um dos primeiros personagens da Marvel cujos direitos de filme acabaram ficando com a própria Marvel depois de ter sido propriedade da Artisan Entertainment e da Columbia Pictures. A Marvel obteve os direitos em 2005.
Para interpretar a rainha Ramonda, Angela Bassett passou por intensos treinamentos personalizados ao lado de Corey Calliet. Circuitos, alpinismos e flexões foram algumas das atividades incluídas em sua rotina.
Houve realmente uma preocupação com os detalhes para a produção deste filme. Além do sotaque, outros elementos reforçam a criação de uma cultura única para cada uma das tribos Wakandan, mostrando que o país tem uma mistura de diferentes tribos.
Uma coisa que poucos sabem, mas esse filme foi uma celebração do afrofuturismo. Ele não existe só na literatura e no cinema, mas que incluí Jean-Michel Basquiat (nas artes plásticas) e George Clinton (na música). Pois foi um filme sem ser panfletário que mostrava como estávamos perdendo oportunidades de histórias fantásticas sem ter uma história centrada na velha fórmula "américa-europeia" de personagens. Algo que Hollywood não consegue fazer, pois se concentra muito em si mesma. E Pantera Negra quebra esses estereótipo. 
Com um vilão que nos identificamos, com uma sociedade que gostaríamos de conhecer e a atuação de Chadwick Boseman que combateu seu câncer até o fim.

Wakanda Forever!

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

A polêmica de JK Rowling e a transfobia

Recentemente as marcas que JK Rowling deixou em Edimburgo foram vandalizadas. E eu não estou de acordo. Mas compreendo o motivo disso.
Vamos por partes, eu não gosto de JK Rowling. Ainda assim a respeito como escritora, pois sim, como tal ela é maravilhosa. Ainda assim, duas coisas que sempre me incomodaram foram a saga de livros Harry Potter (isso é uma questão de gosto mesmo) e a modificação de personagens da saga.
Eu nunca ligo se um personagem muda algo da sua história canônica. Inicialmente incomoda, entretanto, é algo com o qual você se adapta. Só que, até entre os fãs, parece que essas alterações tiveram motivos financeiros. Algo que agradasse o fandom.
Mas antes que eu fale, vamos nos livrar de preconceitos, pois até eu me vi com problemas com um escritor que gostava. Sou um fã de diversos escritores, entre um deles ERA HP Lovecraft. Ele foi o escritor de obras como O Chamado de Cthulhu e Nas Montanhas da Loucura. Eu gostava muito de suas obras, até descobrir que ele era racista.
Eu pesquisei muito antes de falar isso, lendo textos dele. E descobri escritos que comprovam isso, como A Rua e A Sombra Sobre Innsmouth. Sem contar cartas dele a fãs e outros autores que demonstram isso de forma escancarada. É possível notar a intolerância em sua escrita. Desde então, reduzi a produção de ilustrações que tinham como base ele e suas obras (boa parte do que tenho aqui em casa, na verdade, eram obras feitas antes de descobrir isso).
Dito isso, vamos entrar no texto falando sobre JK Rowling.
Não foi uma vez, mas várias vezes que podemos notar ela se posicionando contra a ideia de mulheres trans. Toda a vez que ela tenta se explicar, ela parece se enrolar mais nesse problema. Ocorreu mesmo uma série de acusações contra ela e que devo confessar, muito mal colocadas. Só que todas as vezes que ela tinha a chance de se explicar ela só ressaltava esse problema que tinha sobre pessoas trans. Obviamente, eu procurei os tweets dela antes te falar sobre isso.
Eu não vou citar o posicionamento dos atores da saga HP, da WB, ou da editora sobre isso (apesar de ser importante). Nem sequer a de Stephen King (que não é um santo, mas aprendeu com a vida). Mas eu vejo que um dos melhores exemplos de escritores nesse período é o de Rick Riordan.
Como professor, ele sempre se demonstrou compreensivo a fatos e questões atuais. Ele faz muitos textos com diversos temas em sua história, pois o autor gosta de mostrar representatividade. Mas não de forma gratuita. Existe uma preocupação genuína para lidar com problemas sociais reais. Enquanto a saga evoluí, a temática também evoluí. Ao ponto de quando ocorreram reclamações sobre um personagem com sexualidade fluída, ele demonstrou mesmo sua posição de forma adequada.
Concordo com você que diz existir crimes de ódio acontecendo o tempo todo, e que ela não deveria ir para os holofotes por isso, mas quando nós notamos que figuras se posicionam de uma forma preconceituosa... Causa problemas, pois as pessoas se sentem livres para agir de um modo intolerante.
Notem que as lideranças de Donald Trump, Jair Messias Bolsonaro e Boris Johson, causaram alguns do maiores números de eventos preconceituosos nos últimos anos em seus territórios até então.
Dito isso, é contraditório que ela se posicione contra o bullying e o preconceito em sua obra, mas demonstre o contrário em sua vida.
Eu sou formado em história, e sou a favor da preservação dos patrimônios históricos. Mas cabe ao povo também se declarar contra ou a favor desses mesmos patrimônios. Afinal, é o dinheiro deles que foi gasto com essas construções.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Lovecraft Country e ainda bem que o autor Lovecraft está "se revirando no túmulo"

É sobre heróis que partem para uma aventura, derrotam os monstros e salvam o dia.
-Atticus
Estados Unidos nos anos 50. Um jovem afro-americano embarca em uma viagem pelo país em busca de seu pai. Assim começa uma luta frenética por sobrevivência contra os horrores do racismo e monstros que, facilmente, poderiam ter saído direto das páginas das histórias de H.P. Lovecraft. Lovecraft Country é a nova série original da HBO, produzida por Misha Green, Jordan Peele e J.J. Abrams. Curta cada episódio na HBO e HBO GO. 

Tem algo aqui. Tentando sair.
-Letitia
Quando assisti o primeiro episódio, eu me encantei por essa série. E não foi só pelo teor sinistro que só começa bem mais a frente, mas em toda a elaboração até chegar nisso. 
Nos anos 50 esse jovem afro-americano (Atticus, que é chamado de Tic) volta de um longo tempo no exército, que participou por conta de tentar fugir de seu pai, exatamente por conta de seu genitor. Aliás, ele participou da guerra na Coréia... Ele teria recebido uma carta dele que fala sobre um legado que o jovem tinha baseado no sangue de sua mãe. Uma herança secreta... Ou sagrada, com vários elementos das tramas de Lovecraft. Mas o pai de Tic desaparece. Sua única pista é que ele teria ido atrás de mais informações em Lovecraft Country.
Alguma coisa sinistra acontece em Massachussets, em Arkham... Ou melhor, Ardham.
O engraçado, é que Tic é um fã da cultura pulp. Ele seria o estereótipo de nerd, se não tivesse sido soldado. Na verdade, nós vemos referências a John Carter, O Conde de Monte Cristo, entre outros livros.
Ele reencontra uma velha amiga Leti Lewis (ou Letitia), que iria com ele e seu tio (George Freeman) até certa parte do caminho. Enquanto eles viajam até seu caminho, podemos notar o quão intolerante é esse caminho.
Mas além disso, existe algo sinistro nesse universo... Que não é o racismo, e nem é desse universo... E até os protagonistas tem seus segredos...

"Ouça-as. Crianças da noite. Que doce música elas fazem".
-Tio George
Você consegue notar claramente como era a ideia de segregação racial naquele período através de detalhes colocados pontualmente. O que já lhe deixa aflito pelos personagens, que você começa a amar, se importar com eles. E cada qual com seus problemas e dificuldades a serem superados. Mas o pior é que o elemento sobrenatural está ligado em parte com o racismo aqui. Mas vamos chegar nisso aqui.
Primeiro, como dito, o racismo é mostrado aqui de forma verdadeira. Com Jordan Peele, eu imaginava que alcançariam uma imagem mais realística do período. O ônibus onde os negros tinham que sentar em separado dos brancos, lugares seguros onde eles poderiam ficar sem ser atacados pela polícia, trabalhos humilhantes aos quais eram forçados a fazer e brancos fazendo piadas os assimilando a "macacos", são características dos EUA antes dos anos 60. Pois ainda era permitidas atitudes racistas, perante a lei! Isso era desumano. Então serão os monstros antigos os demônios, ou nossas noções deturpadas de certo e errado. Notem que essa série estreou tempos depois do caso de assassinato de George Floyd. Ou seja, a intolerância nos Estados Unidos tinha que ser retratada. Lovecraft Country o faz perfeitamente.
A verdade é que a série se baseia em Território Lovecraft, livro de Matt Ruff. O que é uma grata surpresa, pois se fosse algo feito por HP Lovecraft teria um teor racista que não podemos mais suportar. Usava sua intolerância para inflamar as histórias que escrevia, entretanto, a série usa isso para mostrar algo bizarro nas sombras. Inspirando novos autores, que não seguiriam esse exemplo de preconceito, como Stephen King e Anne Rice. Ou seja, como pessoa, o escritor era um bosta, diferente dos escritores que ele inspirou.
Os grandes vilões da série não são os monstros, mas sim os intolerantes, os xenofóbicos, os misóginos, os antissemitas, os preconceituosos de todos os tipos. Na verdade, nós dá a impressão que os monstros verdadeiros são os humanos que possuem esses preconceitos. Há uma ameaça cósmica, mas ela se camufla na segregação racial do período. Tanto que existiam nesse períodos leis estaduais e locais, que separava localidades para brancos e negros. Um absurdo, mas que não fica longe do que vemos hoje em dia. E essas leis foram mantidas até 1965, mesmo com a liberdade dos escravos muitos anos antes.
Matt Ruff se aproveitou disso, mas subverteu o típico protagonista que Lovecraft usava, para um personagem principal negro, nesse período histórico. E isso nós cria uma aura de mistério, suspense e nem sempre isso tem a ver com os monstros cósmicos.
Você não precisa ler os livros de HP Lovecraft, mas entender esse debate que Matt Ruff faz sobre a segregação racial é mais importante.
Cada episódio conta uma história diferente praticamente. Focando em um personagem principal, pois na verdade, a história seria uma série de contos com personagens próprios. Mas no final, Ruff decidiu unir eles por uma trama principal quando não conseguiu transformar a história em uma série pela Fox.
E a obra literária é boa, mas mesmo que Matt Ruff seja um escritor branco consciente, foi importante demais a representatividade feita pelas produções de Jordan Peele e Misha Green. O autor pode ter visto o racismo, mas jamais sentiu como ele age entre os negros, se é que me entendem.
Lovecraft Country é uma série que faz uma releitura dos Mitos de Cthulhu.

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

O motivo pelo qual você DEVE assistir o Snyder Cut!

 

  Bem, falar sobre o Snyder Cut parece ser chover no molhado. Ou seja, não adianta muita coisa. Entretanto, essa história demonstra toda a dedicação do diretor a arte. Vamos ver um pouco sobre ela.

  O diretor Zack Snyder ficou muito conhecido por filmes como o remake de Madrugada dos Mortos e 300. Mas talvez, uma das coisas que fez ele ficar famoso como diretor, mesmo não sendo tão amado, é o filme Sucker Punch. Tempos depois, ele seria chamado pela Warner para fazer um filme usando o personagem mais icônico da DC: Superman, com o filme O Homem de Aço.

Ele fez filmes como O Homem de Aço, Batman v Superman: O Despertar da Justiça e Liga da Justiça. A ideia era criar um universo compartilhado como o da Marvel. Com a diferença de ser algo menos "family friendly". Além dos filmes citados aqui, existiriam outros filmes e Zack deixaria para WB fazer o que quisesse com os personagens que teria moldado para essas histórias. Mas em Liga da Justiça, algo aconteceu.

 O filme seria bem mais sombrio, algo que ele pensou desde Batman v Superman. O Lobo da Estepe seria bem mais sinistro, teríamos a aparição de Darkseid em pessoa, viagem no tempo, um Superman cruel, entre diversas coisas que já citei antes. Mas a WB já faria o primeiro corte nesse filme. Aqui já temos dois conceitos do filme diferentes: o que foi planejado desde o começo de Liga da Justiça por Snyder e a versão que fizeram pela vontade da Warner. Logo após isso, quando tudo estava quase pronto, ocorre uma tragédia. A filha de Snyder comete suicídio. 

 Ele abandona o filme, mas a WB e DC aproveitaram (em especial, o Geoff Johns) e trouxeram o o diretor Joss Whedon. Conhecido por fazer filmes antes para a Marvel. Então tivemos um terceiro corte do filme. E mesmo que Liga da Justiça não seja ruim, por muitos ele não foi o sucesso que era esperado. Parecia que tudo estava acabado para esse universo de filmes.

  Zack Snyder dizia que queria fazer sua versão do filme. Algo bem mais sombrio e solene do que apareceu no filme filme. Até que o Snyder Cut surgiu.

  Desde então, umas coisas começaram a pipocar em Hollywood.

 Uma das primeiras coisas que me lembro, é que Ezra Muller e Gal Gadot teriam ficado constrangidos devido a uma cena embaraçosa. Ao que parece, Flash cairia em cima da Mulher-Maravilha (respectivamente), com um teor mais sexual. O que ninguém gostou. Até então, Joss Whedon não era tratado como alguém ruim. Mas que o produtor e roteirista de HQs, Geoff Johns fazia coisas abusivas e que seria conivente com aquilo.

 Entretanto, recentes acusações de Ray Fisher surgiram, na esteira das questões raciais com os atos ativistas e depois da morte de George Floyd. Ele tweetou que retirava qualquer elogio que fez a Joss Whedon, antes, em uma coletiva de imprensa em um evento. Tanto que mostrou a filmagem na mesma mensagem. E em outro tweet, ele fala que o diretor se comportou como um canalha. Diz que o comportamento do diretor era abusivo e validado por Geoff Johns. E isso explicaria até mesmo um desastre dos filmes baseados em personagens da DC: Esquadrão Suicida.

 David Ayer, diretor de Esquadrão Suicida, comentou que Johns teria metido a faca em sua obra. Tanto que há como notar isso. O diretor teria falado que na história o Coringa só conheceria Harley Quinn (a Arlequina) depois de ir para o Asilo Arkham, pois ele foi mandado para lá depois de ter matado o Robin. Mas o John adicionou em cards e letras estilizadas que contavam a história de cada personagem. E nele, a Arlequina teria participado da morte do Robin. Isso quebra a linha do tempo do diretor para o filme.

  Sem contar que Ray Fisher pediu para que no Snyder Cut creditassem um barbeiro, uma das poucas pessoas no local que era negra e que sempre teria ajudado todos os atores fazendo um serviço primoroso. Snyder falou que faria isso no Snyder Cut. 

  O canal do Youtube Batcaverna, fez uma análise sobre o Snyder Cut. Nela é comentado sobre o DC Fandome onde foi exibido o trailer do filme. Em especial, o do motivo de usarem a música Hallelujah de Leonard Cohen. O próprio Zack Snyder admitiu que havia um motivo para aquela canção. Segundo Gabriel, essa seria uma mensagem do diretor para WB. Que mesmo a empresa feito ele passar por maus bocados enquanto ele perdeu sua filha, ele queria manter sua arte, sua canção. O Davi da letra seria Snyder e o Senhor (também chamado de Senhor da Música na letra) era a Warner Bros. pelo que propôs. Nela, junto com a transposição de imagens (que não foram para o corte da Liga da Justiça de Joss Whedon) vemos que Zack continuará do lado da empresa, apesar de tudo. Mesmo que ela não ligue tanto para a música, ou seja os filmes dele, sua arte. 

  O Snyder Cut é a amostra da visão de um artista, pois é isso que um diretor é: um artista. Que deve sua obra desmembrada no momento mais fraco de sua vida. E quando o fizeram, não o fizeram com carinho e amor, mas de forma cruel. Tentando arrecadar grana. Até ai faz sentido, afinal, entretenimento é entretenimento não é? Não meu amigo. Imagine tocar só por que quer dinheiro (caso músico), escrever para lucrar apenas, sem pensar no que quer passar (caso escritor) ou ilustrar apenas para cobrar de forma cara um trabalho (caso ilustrador). Agora ele, Zack Snyder, poderá mostrar seu amor a obra através do Snyder Cut. E parte de todo o lucro com essa versão será revertida para campanhas contra o suicídio. Assista a obra completa de Snyder.

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Stargirl, Stars, Skyman e Starblendle Kid: Sideral


Para falar da Stargirl, também chamada de Sideral, nós temos que ver a história do Star-Splanged Kid.

Starbendle Kid e Skyman:
Ele usava em 1941, as cores e as estrelas da bandeira norte-americana. Star-Splanged (a Star Splanged Comics) era um herói que funcionava como um Batman, mas meio que inverso. Star-Splanged Kid era um garoto, com um ajudante, Stripesy. Que é adulto, o que contrariava os side-kicks antigos. Star-Splanged era um adolescente multimilionário que fazia as vezes de herói.
Suas histórias eram médias na maioria das vezes. Dando que caíram no esquecimento. 
Em 1984, Sylvester Pemberton, já voltou a aparecer em um título Infinity Inc. (Corporação Infinito). A explicação que os caras deram na história era que estava preso em um dispositivo temporal que transferiu ele de 1948 pra 1984. Mas deixou de se chamar Star-Spangled Kid, para Skyman. Ela um cinto capaz de converter energia cósmica para dar a ele o poder de um super-herói. Esse cinto tinha sido criado a partir da tecnologia de uma coisa chamada de Cajado Cósmico, usado pelo Starman. 
A Corporação Infinito durou mais de cinquenta edições, mas o herói não durou tanto assim: na edição 51, em um casamento, uma vilã conhecida como Harlequin (não a Arlequina, mas outra personagem) se disfarçou como a heroína Jade. Ela manipulou Solomon Grundy para enfrentar os heróis. Grundy pegou um herói chamado Mr. Bones pela mão (que tinha um toque macabro de cianeto), matando o Skyman. Deixando uma marca em seu rosto, para finalizar.

Stars e Stargirl:
Em 1999, Geoff Johns reviveu um herói com uma bandeira norte-americana, lançando a revista Stars and S.T.R.I.P.E.. Nesse caso seria uma heroína era Courtney Whitmore, uma adolescente inspirada na irmã de Johns, que tinha morrido em um desastre de avião em 1996. Para que ela tivesse o mesmo temperamento e otimismo que sua irmã.
Pat Dugan, o Stripesy original, após voltar daquela armadilha temporal, ele desistiu desse lance de super-heroísmo. E achou uma moça bacana chamada Barbara Whitmore, ao qual casou. Courtney. Ao acontecer a mudança dessa nova família, para a cidade de Blue Valley, a jovem (que não gostava do padrasto) resolveu mexer nas coisas dele. Descobrindo que ele foi o sidekick do Star-Splange Kid. Encontrando o cinto que canalizava energia cósmica. 
Ela, como deve de se mudar de Beverly Hills para Blue Valley, resolveu irritar o Pat indo a um baile da escola usando uma versão adaptada do uniforme do Star-Spangled Kid. E como o CINTO CÓSMICO. O salão foi atacado por super-vilões. Então, Pat ajudou ela, pois ele tinha desenvolvido uma armadura tecnológica. Bem grande. E assim, os dois se livrarem dos bandidos. 
A garota continuou como heroína, enquanto Pat o ajudava, como um tutor. 
A mudança para Stargirl aconteceu, pois Starman (Jack Knight), desistiu do manto de super-herói. Passando para a Courtney o Cajado Cósmico.
Ela participou muitas vezes com a Sociedade da Justiça. Possuindo até uma série de vilões próprios dela.